segunda-feira, 18 de março de 2013

Ação sinérgica de fiscalização da Adab apreende 40 toneladas de produtos

Uma grande mobilização de fiscalização de trânsito nas rodovias federais baianas 242/020/116/101, apreendeu aproximadamente 40 toneladas de produtos impróprios para consumo, incluindo lácteos, carnes in natura, pescado e frutas. A ação, realizada pela coordenação de Barreiras Sanitárias da Agência de Defesa Agropecuária (Adab), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), teve início no dia 04 de março e se estendeu até o dia 15, em quatro dos municípios da Zona de Proteção, focada em coibir o trânsito de produtos com origem desconhecida.
Com o apoio das coordenadorias regionais da Agência em Itaberaba, Feira de Santana, Barreiras e Santa Maria da Vitória, a Adab reforçou a atividade de fiscalização buscando garantir a segurança da agropecuária baiana e, principalmente, a seguridade do alimento consumido pela população. Foram apreendidas 4 toneladas de carnes sem rótulo e selo de inspeção, ausência de refrigeração e, a maioria, transportada sem a mínima condição de higiene. Para o responsável da força tarefa, o coordenador das Barreiras Sanitárias, Roberto Gama Pacheco, estas e outras ações são frequentes em todo o território baiano e a nossa maior preocupação é com a saúde pública. “Uma vez que as condições dos alimentos, nesses casos, não atendem às exigências higiênico-sanitárias, oferecendo graves riscos aos consumidores”, afirma Pacheco.
Até o momento foram interpelados aproximadamente 4 mil veículos e, durante a fiscalização, sempre é realizado trabalho de Educação Sanitária. Segundo o coordenador regional da Adab de Feira de Santana, Aurino Soares, a técnica de abordagem é o diferencial na atividade, na qual os profissionais buscam o esclarecimento dos condutores e a conscientização da população sobre o perigo de consumir carne de origem desconhecida, ou culturalmente denominada de “carne quente”. “A coordenadoria regional contribui com barreiras móveis distribuídas na BR 101, ampliando ainda mais a ação”, completa Soares, lembrando que também foram apreendidas 1,6 toneladas de produtos lácteos (queijo, requeijão, manteiga).
Todas as cargas apreendidas foram encaminhadas aos Aterros Sanitários, onde foram devidamente destruídas. “Ao apreender esse material, estamos prestando um serviço ao consumidor, impedindo que um produto em desacordo com a legislação sanitária chegue à sua mesa”, finaliza o Coordenador Regional da Adab de Santa Maria da Vitória José Gregório Neto.
Fonte:Ascom/Adab

Secretários de agricultura querem audiência com Dilma Rousseff para discutir a agropecuária brasileira

(Ipameri - Goiás) - O Conselho Nacional de Secretários de Agricultura (Conseagri) vai solicitar audiência à presidente Dilma Rousseff, para debater temas estratégicos e fundamentais para a agropecuária brasileira, setor importantíssimo da economia, responsável por 27% do PIB nacional, 42,5% das exportações e pela geração de 17 milhões de empregos. Essa foi uma das decisões da reunião do Conseagri, realizada em Goiás e encerrada nesta quinta-feira com a participação dos secretários no Dia do Campo sobre Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF),na Fazenda Santa Brígida, no município goiano de Ipameri.
A pesquisa e extensão rural, política de abastecimento, defesa da biossegurança nacional, e o PAC Semiárido e sustentação hídrica da agropecuária brasileira fazem parte da agenda proposta pelo Conseagri, dentre os assuntos prioritários, De acordo o presidente do Conseagri e secretário da Agricultura da Bahia, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, “os 27 secretários estaduais vivem o dia-a-dia do setor e conhecem melhor do que ninguém as necessidades e dificuldades do setor. Queremos levar à presidente Dilma as demandas técnicas e estruturantes para a agropecuária brasileira”.
Fonte:
Ascom Seagri[

Grão não é semente!


Grão não é semente! Embora se pareça com grãos da mesma espécie, a semente é diferenciada, precisando ter certas qualidades para ser reconhecida como tal.
Muitos agricultores optam por semear o grão comum, no lugar da semente, e pensam estar levando vantagem, porque não gastaram com a aquisição da semente de produtores credenciados. Da mesma forma, semear sementes clandestinas ou piratas, que não têm a qualidade exigida para ser semeada, pode resultar numa lavoura com falhas de germinação, em plantas com menor vigor, maturação desuniforme e, no final das contas, baixa produtividade da lavoura.
E há outra consequência importante: se ninguém paga pela semente, que banca os custos do desenvolvimento de novas variedades, a indústria de sementes desaparecerá. Sem ela, não haverá novas variedades e essa atitude do agricultor resultará em tiro no próprio pé.
A semente vale pela sua genética e pela qualidade do seu grão, resultado de um processo diferenciado de produção. A economia que o produtor faz plantando sementes piratas, ao invés de sementes de qualidade comprovada no estabelecimento da lavoura é, certamente, menor do que o prejuízo que ele terá com a queda na produção, cujo montante ele dificilmente perceberá. É um prejuízo oculto, dissimulado. Resultados de pesquisas demonstram que a utilização de sementes de elevado vigor propicia produtividades 10% a 30% superiores às sementes piratas, que, via de regra, apresentam vigor mais baixo. Mas o produtor não percebe isto porque ele não tem como comparar. Como saber quanto mais ele teria produzido, se tivesse semeado sementes de qualidade, se ele só usou semente pirata?
Outro alerta para o agricultor: mesmo a semente de qualidade pode conter aditivos de utilidade duvidosa - até de nenhuma utilidade! A indústria química, que cada vez mais se confunde com a indústria da semente, está transformando a semente em burro de carga dos seus produtos químicos e, dessa forma, repassa ao produtor, junto com a semente, fungicidas, inseticidas, nematicidas, bioestimulantes, fertilizantes, enraizantes, entre outros, que ele não pediu, não deseja, mas vê-se forçado a aceitá-los – e pagar por eles - para ter acesso à variedade que ele escolheu.
A lógica do mercado é cruel. Como o lucro é a única meta, o negócio da indústria é vender e faturar, enquanto que o produtor quer produzir e gostaria de, também, faturar. Mas o seu lucro pode ficar pelo caminho, com custos de produção desnecessários. Portanto, já que comprar pacote fechado é o mesmo que comprar gato ensacado, do qual não se conhece nem a cor, fique, também, esperto, porque gastar dinheiro em troca de nada, é frustrante.
Caro produtor, comece bem a próxima safra, plantando sementes de qualidade. Elas são a chave que abre a porta do sucesso no campo.
Amélio Dall Agnol
Fonte Wolf Seeds/ Naterra
Wolf Seeds/Naterra é marca de qualidade representada pela Gepecorte.
Consulte-nos para formação da sua pastagem. 71 33533713
 

Oferta de boiadas não deixa crescer programações dos frigoríficos


A oferta de boiadas não permite a ampliação significativa das programações dos frigoríficos, além do preço da carne não estimular o alongamento das escalas de abate neste momento
Com isto, o mercado não apresenta grandes alterações e aguarda alguma interferência no equilíbrio entre oferta e demanda.
Em São Paulo, a referência a prazo está em R$ 99 por arroba. A margem do Equivalente Scot Desossa caiu a patamares abaixo de 20%, fato que não ocorria desde abril do ano passado, revelando o encolhimento das margens da indústria neste momento.
Cotações estáveis no mercado atacadista de carne bovina com osso, com o boi casado de animais castrados cotado em R$ 6,22 kg.
Fonte:Boi Pesado – 15/03/2013

Asiáticos vão importar mais carne e Brasil pode ser beneficiado


Até o ano de 2020 o mercado asiático deverá aumentar em 53% as importações de carne vermelha, segundo dados apresentados por Luciano Roppa, da Roppa Consultoria, de São Paulo, durante palestra sobre o panorama mundial da produção de carne, nesta quarta-feira (13), na etapa Cuiabá do Circuito Feicorte 2013.
Roppa analisa que o Brasil precisa melhorar a eficiência produtiva para garantir boa participação junto a esse crescimento de demanda nos países da Ásia. O continente deve chegar aos 3,3 milhões de toneladas de carne importadas ao ano, enquanto os países da comunidade europeia devem sofrer retração no mercado e importar apenas 350 mil toneladas ao ano.
Para conseguir uma boa fatia desse mercado promissor, o grande desafio para a pecuária nacional  é "produzir mais, melhor, com menos recursos, por um custo menor e com mais tecnologia", diz o consultor.
Esse resultado conta com prós e contras pelo caminho. Os pontos positivos do mercado brasileiro de produção de proteína vermelha, segundo Luciano Roppa, são a variedade genética - que atende exigências de diversos mercados-, a engorda a pasto e a qualidade dos rebanhos. Em contrapartida, o grande ponto negativo é a logística, que atrapalha a chegada da carne aos portos e encarece o processo.
O Circuito Feicorte 2013 - etapa Cuiabá, acontece nos dias 13 e 14 de março, no Centro de Eventos do Pantanal, e traz palestras, workshops e debates com o tema "Eficiência na produção e comercialização na carne".
Fonte:Site da Carne – 15/03/2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fiscais culpam Mapa sobre denúncia de irregularidades em abatedouros



No último domingo (10/3), o programa de televisão Fantástico mostrou uma série de irregularidades cometidas por abatedouros sem fiscalização no país. A reportagem, que apresenta um caso de ameaça à saúde pública, causou polêmica e levantou discussões entre representantes da sociedade e autoridades do setor.
Fiscais Federais Agropecuários, em nota à imprensa nesta terça-feira (13/3), disseram que as denúncias são “extramente graves” e que as péssimas condições de abate, armazenamento e transporte da carne bovina apontam o estado de ameaça a que consumidores estão sujeitos.
Segundo os agentes, a principal causa da situação apresentada na reportagem é a “omissão e o desinteresse do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em se posicionar e agir para resolver os problemas”. O Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) afirma que há muito alerta para as condições deste cenário, mas os dirigentes da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa não tomam iniciativa.
Eles explicam que a responsabilidade de inspeção dos produtos de origem animal e vegetal está dividida nas instâncias administrativas federal, estadual e municipal. “Os fiscais federais respondem pela verificação da qualidade dos produtos comercializados entre Estados e com o exterior; os estaduais, entre os municípios do Estado; e os municipais, dentro dos municípios”, comenta a categoria em nota. De acordo com os fiscais agropecuários, “as três esferas administrativas atuam sem hierarquização definida e falta uma comunicação técnica condizente com a complexidade dos processos de fiscalização, o que também prejudica a atuação do fiscal de forma regular, profissional e padronizada”. Um fiscal federal não pode, por exemplo, autuar um estabelecimento cuja fiscalização seja de responsabilidade do município, mesmo que flagre uma irregularidade.
A categoria aponta caminhos e soluções para melhorar o sistema de fiscalização, como o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), criado em 2006. Mas, segundo os fiscais, o sistema nunca foi colocado em prática. “A gestão adotada pelo Mapa enfraquece deliberadamente o Suasa, o que não permite a integração das três esferas – federal, estadual e municipal – de forma harmônica e organizada. As soluções propostas pela Anffa Sindical para a melhoria da fiscalização e combate às irregularidades sanitárias em abatedouros clandestinos não foram autorizadas pelo Ministério”, diz a nota.
A nota diz, ainda, que a postura do Mapa “deixa a população vulnerável, pois permite que os consumidores comam alimentos que não passaram por nenhum controle de qualidade”. Para a Anffa Sindical, o Ministério “precisa assumir o papel de regente nesse processo e garantir a eficiência das ações de defesa agropecuária, em benefício da sociedade brasileira”.
Globo Rural entrou em contato com o Ministério da Agricultura para que o órgão pudesse comentar as afirmações da Anffa Sindical, mas até o momento de fechamento desta nota o órgão n: ão respondeu.
 
Fonte:Globo Rural – 13/03/2013

Preço da arroba do boi gordo recuou 6,1% no Oeste da Bahia

Segundo levantamento da Scot Consultoria, a arroba do boi gordo no Oeste da Bahia está cotada em R$90,00, à vista, e R$92,00, a prazo.
Na comparação com a cotação de trinta dias atrás houve recuo de 6,1%. É a maior queda entre as praças pesquisadas durante este período. Observe a figura 1.





A estiagem tem sido um problema para os pecuaristas da região.
Com a perda da qualidade das pastagens, a oferta de animais para abate cresceu nos últimos dias, o que pressionou

Embrapa trabalha em validação e transferência de tecnologia sobre a síndrome da morte do braquiarão no MT

No Link abaixo leiam artigo sobre a morte do capim Brachiária Marandu , mais conhecido como braquiarão.
Este fenômeno também ocorre nas pastagens do nosso estado.
Boi a Pasto | www.boiapasto.com.br – Embrapa trabalha em validação e transferência de tecnologia sobre a síndrome da morte do braquiarão no MT

quarta-feira, 13 de março de 2013

Governo formula programa para recompor rebanhos de pequenos produtores atingidos pela seca

A presidente Dilma Rousseff afirmou na última terça, dia 12, em Água Branca-AL, que o governo federal está formulando um programa para recompor as perdas de rebanhos de pequenos produtores rurais causadas pela estiagem no Nordeste e preparar a região para enfrentar as próximas secas.

"É um programa de retomada para quando a seca passar, porque não basta chover. A gente vai ter que recuperar o rebanho. O governo federal está atento a isso. Só não posso recuperar o rebanho quando ainda tem seca, senão vai morrer outra vez. Mas eu quero assegurar ao agricultor, ao pequeno proprietário, àquele que teve sua cabrinha morta, o seu bodinho, o seu boizinho, que o governo federal vai recompor isto", disse a presidente.
A presidente disse que o programa de distribuição de sementes selecionadas pela Embrapa, que já tinha sido iniciado quando a seca se intensificou, será retomado após a seca. Os pequenos produtores também serão estimulados a armazenar alimentos para suas criações, com um programa para construção de silos.

"Nós vamos ser capazes de enfrentar a seca aqui no Nordeste garantindo as mesmas oportunidades que tem no Sul e no Sudeste na área da educação universitária, formação técnica e educacional e tudo o que é mais moderno na área de agricultura", disse Dilma em visita para conhecer os dois primeiros trechos do Canal do Sertão Alagoano, considerada a maior obra de infraestrutura hídrica do estado.
De acordo com o governo, mais de um milhão de pessoas serão beneficiadas pela obra, que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Já foram investidos R$1,00 bilhão no canal, que leva água do Rio São Francisco para consumo humano e animal, e para agricultura aos municípios de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca. O projeto prevê que, quando a obra estiver pronta, 42 cidades serão beneficiadas. A primeira etapa já tem 65 quilômetros concluídos. O canal, localizado a 304 quilômetros de Maceió, terá 250 quilômetros de extensão, divididos em sete trechos.
Fonte: Rural BR

terça-feira, 12 de março de 2013

Mapa e MMA firmam parceria para incentivar regularização ambiental

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinaram Acordo de Cooperação Técnica para regularização ambiental de imóveis rurais, por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Entre as ações do Ministério da Agricultura, a divulgação da importância do CAR para o produtor rural, o apoio à mobilização de proprietários e posseiros rurais para a inscrição no Cadastro e para a adesão ao Programa de Regularização Ambiental, no âmbito do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono. A assinatura ocorreu na manhã desta segunda-feira, dia 11 de março, em São Paulo.
Fonte: MAPA

Mapa promove ações para o bem-estar animal

Coibir os maus tratos a animais durante o abate é uma preocupação permanente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Pensando nisso, o Ministério da Agricultura por meio de uma parceria com a WSPA (World Society for the Protection of Animals – Sociedade Mundial de Proteção Animal), promove cursos pelo Brasil de capacitação em bem-estar animal e abate humanitário de bovinos, suínos e aves.
O treinamento é resultado de um acordo firmando entre o Mapa e WSPA, em 2008, para a elaboração do Programa Nacional de Abate Humanitário. Por meio de capacitações e treinamentos de profissionais que atuam em fazendas, granjas ou frigoríficos, o programa tem como objetivo melhorar o manejo pré-abate, bem como o abate dos animais. Entre julho de 2009 e junho de 2012, o programa capacitou cerca de 4.550 profissionais de frigorífico, fiscalização e docentes de instituições, incluindo as capacitações nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Pará, Bahia e Rondônia. Em 2012, foram treinados 678 técnicos profissionais em bem-estar animal.

O bem-estar animal no transporte rodoviário e a garantia da procedência da carne brasileira são desafios perseguidos pelo Mapa para garantir um produto de qualidade na mesa do brasileiro. As ações de fiscalização já começam no transporte, onde o animal sofre forte stress. Atento, o ministério é o responsável por propor normas e recomendações técnicas de boas práticas para o bem-estar do animal de produção.
As ações prosseguem no próprio estabelecimento, onde o animal repousa (durante 6 a 24 horas), antes de ser abatido. É o momento de repor as energias, se adaptar ao novo local e para a observação de seu comportamento por médico veterinário especializado, que tomará as medidas cabíveis caso haja alguma alteração. Em um estabelecimento de abate de bovinos, certificado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF), o animal é submetido a uma série de análises e exames, antes e após o abate, para garantir ao consumidor final um produto de qualidade. A constatação de alterações nos animais antes do abate determina sua separação do lote e evita a entrada de animais portadores de doenças infecto-contagiosas na sala de abate, que além de atentar contra a saúde pública, contaminam as instalações e equipamentos. Enquadram-se neste tipo de doenças: a raiva, o tétano, o carbúnculo, entre outras.

O Ministério está trabalhando na normatização do transporte de animais de produção com foco no bem-estar animal.
As fiscalizações do Ministério da Agricultura se referem às produções que circulam entre estados e para exportação, cabendo por Lei aos estados (fiscalização de circulação intermunicipal) e municípios (apenas no município).
Importante ressaltar que é obrigatória a prévia fiscalização, sob o ponto de vista industrial e sanitário, de todos os produtos de origem animal, e conforme estabelecido pela Lei nº 7.889 de 23/11/1989. A referida fiscalização de estabelecimentos devidamente registrados em órgão município/estado que aderiram ao SISBI/POA de forma voluntária prioritariamente promovem a proteção à saúde da população, pois existe a necessidade de promoção de atividades que objetivem a redução da produção e comercialização de produtos de origem animal sem inspeção oficial. Tal fato agrega valor aos produtos elaborados no município em decorrência da garantia da qualidade regulamentar e, por conseguinte, a inocuidade daqueles que são entregues ao consumo, além de promover o recolhimento de impostos e incentivo ao emprego formal com qualificação de mão de obra.

Fonte: A granja – 11/03/2013

Preço da carne deve recuar até 12%, diz Abrafrigo


A desoneração do pagamento de impostos federais na produção de carne deve reduzir entre 10% e 12% o preço do carne bovina para os consumidores brasileiros. A projeção foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, em entrevista á Agência Estado.
Na última sexta-feira, 8, a presidente Dilma Roussef anunciou a desoneração de 16 produtos da cesta básica, entre os quais, estão as carnes bovina, suína, de aves, além do leite integral. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, continuará a ser cobrado.
A redução foi formalizada pela medida provisória 609, publicada também na sexta-feira.
No caso das carnes, deixa de incidir a alíquota de 9,25% do Pis/Cofins. Segundo Salazar, os frigoríficos já tinham a isenção do tributo para a carne bovina desde 2010 e para a carne suína e de aves desde 2011. Agora, o governo estendeu o benefício ao varejo e reafirmou a isenção que tinha caráter provisório como definitiva.
Em nota, a União Nacional da Indústria da Carne (Uniec) projeta a redução de pelo menos 7% dos preços das carnes. "É de se esperar, portanto, que o maior consumo de carnes pelos brasileiros aqueça a demanda por carne nas indústrias e, por sua vez, pelo boi gordo dos pecuaristas, melhorando a rentabilidade desses importantes elos da cadeia produtiva."
Fonte: Portal DBO – 11/03/2013

Controle do carrapato bovino deve ser prática constante para o pecuarista


O período de chuvas já está quase terminando, mas os pecuaristas não devem descuidar do controle adequado dos parasitas, principalmente do carrapato bovino.
Para quem fazer o controle estratégico é necessário manter a vigilância e adotar outras medidas além do uso dos carrapaticidas, como o descanso de piquetes.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste Márcia Cristina de Sena Oliveira, se os animais ainda apresentarem infestação muito alta, o produtor deve pensar em alternativas para obter melhores resultados no futuro. Por exemplo, a escolha adequada do carrapaticida, métodos corretos de aplicação, manejo das pastagens, etc.
A escolha do carrapaticida deve ser rigorosa. Antes de fazer a aplicação, o produtor deve fazer um teste de bioensaio, em laboratório.
Escolhido o medicamento, é fundamental seguir a dose recomendada. "Se não fizer mais efeito, não adianta modificar a dose. O produtor deve fazer outro teste para escolher  um carrapaticida novo", explica Márcia. Alterar a dose sem critério é um dos motivos para que a infestação por carrapatos aumente.
A forma de aplicar também é importante. De acordo com Márcia, o banheiro de aspersão é o melhor método. Trata-se de uma espécie de túnel com canos que liberam a solução com o medicamento em várias direções, molhando as áreas mais difíceis do corpo do animal.
O líquido volta então para uma caixa. Esse sistema permite que o carrapaticida seja tratado antes do descarte, para que não contamine o meio ambiente.
O método de imersão não é mais usado, justamente porque pode provocar a contaminação dos lençóis freáticos.
Fonte: Boi Pesado – 08/03/2013

Cotações do boi gordo seguem estáveis, mesmo com retenção da oferta


Apesar da oferta modesta, os preços não sobem no mercado do boi gordo, segundo levantamento da Scot Consultoria. A margem de comercialização dos frigoríficos está mais curta e gera pressão de baixa.
A retenção de gado mantém o cenário de preços equilibrado em São Paulo e as escalas não estão confortáveis, atendendo em torno de três dias.
O preço de referência está em R$ 97,50/arroba, à vista, e R$ 98,50/arroba, a prazo. Nas demais praças, a demanda fraca por carne tem pressionado as cotações, mesmo sem excesso de oferta de boiadas.
No mercado atacadista de carne sem osso houve valorização sutil, que interrompeu cinco semanas de quedas. Ainda assim, a margem de comercialização está menor que nos últimos meses.
Mercado de reposição
Situações bastante heterogêneas marcaram o mercado de reposição nas praças pesquisadas nesta semana pela Scot Consultoria. Na Bahia, a estiagem que atinge boa parte do nordeste do Estado causou aumento na oferta de animais devido à falta de pasto, o que fez com que as cotações ficassem pressionadas.
Em São Paulo, mais uma semana de preços firmes, apenas com ajustes pontuais. O boi magro de 12 arrobas está cotado no Estado a R$ 1.210,00/cabeça, alta 4,3% em relação ao final de janeiro (R$ 1.160,00/cabeça).
A tendência é de demanda firme para este tipo de animal nas próximas semanas, já que março costuma registrar o começo da procura por animais para terminação em confinamento.
Fonte:Canal Rural – 08/03/2013

Gestão e Estratégia na Pecuária


A gestão das empresas, busca na sua essência o desempenho superior.
No caso da bovinocultura, pelo fato de se trabalhar num mercado de concorrência quase perfeita, este desempenho superior não se efetiva em relação aos concorrentes necessariamente, já que estes não são ameaças efetivas, mas sim em relação ao seu próprio desempenho anterior, ou seja, comparado com anos e resultados passados. É a chamada competitividade.
A competitividade das organizações passa por alguns fatores determinantes, conforme o modelo sugerido por Coutinho e Ferraz, 1995, que se dividem em fatores internos à empresa, fatores estruturais (setoriais) e fatores sistêmicos.
Este artigo abordará os fatores internos que envolvem decisões, modelos e planos no âmbito interno das organizações. São as efetivas ações que dependem única e exclusivamente dos gestores. São eles:

·         Estratégias e gestão

·         Capacidade para inovação

·         Capacidade produtiva

·         Recursos Humanos

A estratégia deve ser sempre uma opção inteligente, econômica e viável, pois ela é quem define como os recursos serão utilizados para que se obtenha desempenho superior ao longo dos anos.
Gerir empresas rurais difere um pouco de empresas urbanas a partir do momento que as rurais possuem peculiaridades que limitam algumas ações comuns na gestão de empresas urbanas. Determinar objetivos qualitativos e quantitativos, definir os caminhos a serem seguidos e avaliar os resultados é a fórmula perfeita para se alcançar desempenhos satisfatórios ao longo do trajeto. Essas ações permitem obter informações que serão indispensáveis para a tomada de decisão futura.
Com objetivos bem definidos e gestão efetiva, as empresas saberão, sempre o que priorizar e do que se pode abrir mão, quais custos são menos impactantes, quais categorias são mais rentáveis, quais categorias são mais comerciais, qual a rentabilidade da atividade, qual o ponto de equilíbrio do sistema produtivo, qual o tamanho da capacidade de investimento e qual o volume do capital de giro, por exemplo. Tudo isso é gestão e se a estratégia esta definida, a partir dessas informações o resultado será próspero.
A capacidade de inovação no contexto da bovinocultura foi tratada ao longo das duas décadas passadas como investimentos em tecnologias de reprodução, tecnologias em alimentação, mas muito pouco em inovação nos modelos de gestão ou nos formatos dos negócios pecuários. Pensar em planejamento estratégico, pensar em comercialização via BM&F, pensar em índices financeiros, pensar também em capacitação de mão de obra, em clima organizacional eram ações inexpressiva e quando aconteciam eram de forma bastante isoladas, por grandes empreendimentos. Hoje, as empresas que adotam algumas dessas inovações são líderes e mantêm seu “cash flow” em dia.
A capacidade produtiva das organizações voltadas para produção de bovinos, sempre foi a principal preocupação dos empresários, como já havia afirmado acima. Afinal produzir mais e melhor sempre foi o foco do produtor. Mas o que é mesmo produzir melhor? Não devemos entender somente como um produto mais bonito e/ou mais comercial, mas sim num produto mais rentável dentro das condições de mercado e principalmente adaptado às condições internas da propriedade, das características do setor e das ações sistêmicas do ambiente como previram Coutinho e Ferraz, 1995. Avaliar custo de produção e preço de venda é fundamental para a saúde financeira da empresa e esta intrínsecamente ligadaà produção da mercadoria final.Não se pode esquecer que a carne é uma comodity e que o produtor é um “price taker”.
Nessa mesma perspectiva de produzir o que o mercado quer e adaptado às condições operacionais da organização, a particularidade da capacidade técnica, humana e criativa das pessoas que compõem o quadro funcional, pode ser o pulo do gato.
Vaqueiro é vaqueiro, gestor é gestor e cada qual tem seu valor.Nesse contexto pensar estrategicamente, avaliar desempenho, acompanhar dados é função do gestor e não do vaqueiro que precisa de tempo para observar o gado, as pastagens, os minerais, as doenças, as causas “mortis” , o cio, o peso etc.
Assim, entende-se que os fatores internos estão totalmente ao alcance do produtor, independente do tamanho da propriedade, do total do rebanho, das condições financeiras.Quanto mais precisas se tornarem as ações, as decisões, os investimentos melhor desempenho terão as propriedades. 

Adriana Calmon de B. Pedreira
Administradora de Empresas
Pós Graduação em Adm Rural. Univ. Federal de Lavras
Mestranda em Administração Estratégica. Unifacs
               

sexta-feira, 8 de março de 2013

Governo vai construir três novas barragens na região central da Bahia

Na quinta reunião itinerante do Comitê Estadual para Ações de Convivência com a Seca realizada ontem, no auditório do campus da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Itaberaba, o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, anunciou três novos projetos de barragens – de Baraúnas, Campinhos e do Rio Cachoeirinha –, que beneficiarão a população dos territórios de identidade Chapada Diamantina e Piemonte do Paraguaçu, na região centro norte da Bahia.
O investimento na barragem de Baraúnas soma R$ 45 milhões e vai atender a cerca de 60 mil pessoas no município de Seabra. A previsão de conclusão do projeto é em abril deste ano. A barragem de Campinhos beneficiará 10 mil pessoas em Abaíra e Mucugê.
O projeto tem previsão de ser concluído em agosto próximo e o investimento será da ordem de R$ 24,4 milhões. A barragem do Rio Cachoeirinha terá um investimento de R$ 9,17 milhões, com finalização do projeto prevista para setembro deste ano. Ela beneficiará cerca de 10 mil pessoas na cidade de Wagner.
Segundo Rui Costa, as obras são fundamentais para o abastecimento de água em longo prazo. "Não combatemos a seca, pois não se combate a natureza e suas condições climáticas. Falamos em convivência com a seca e traçamos estratégias, realizamos obras estruturantes. Essa é a nossa prioridade."
Participaram do encontro também o secretário estadual da Agricultura, Eduardo Salles, e 31 dos 37 prefeitos de municípios dos dois territórios de identidade.
Poços – O número de poços já perfurados na Chapada Diamantina atinge 315 e mais 72 ainda serão executados. No Piemonte do Paraguaçu, são 69 poços perfurados e 51 a perfurar. Para isso, foi solicitado aos prefeitos que enviem mapeamento dos poços que ainda precisam ser implantados. "Contanto que não sejam para uso privado, instalaremos todos."
Fonte: Seagri

Mercado de Commodities – Caos logístico interfere na comercialização

Análise de Gilda M. Bozza, Economista da DTE/FAEP
 
O caos logístico brasileiro vem interferindo na comercialização das commodities agrícolas, haja vista as dificuldades do produto brasileiro para atender em tempo hábil a demanda mundial. Com isso, tradicionais compradores do Brasil procuram outros mercados, caso do interesse pela soja norte-americana.
Ocorrem que os investimentos em obras de infraestrutura não tem acompanhado a evolução da produção agrícola. A capacidade da armazenagem brasileira é de 121 milhões toneladas e considerando uma produção nacional de grãos de 185 milhões, tem-se um déficit de 64 milhões de toneladas.
No transporte de soja, de Cascavel até o Porto de Paranaguá, verifica-se uma perda de renda de US$ 4,00 por saca, correspondente a 12% do valor inicial. É um custo alto, resultado das deficiências sérias de nossa infraestrutura. O preço recebido pelo produtor de soja – ou qualquer outra commodity – é calculado de frente para trás. Há um preço CIF, isto é, colocado no porto de destino e que vale para a soja, milho ou outro qualquer produto.
A partir desde preço, vão sendo deduzidos os preços das diferentes etapas do processo de comercialização. O que sobra desta conta é o que ganha o produtor rural, deduzidos, é claro, os custos diretos de produção. Portanto, o custo logístico significa perda de lucratividade.
Fonte: Agrolink

quinta-feira, 7 de março de 2013

OIE: alerta de febre aftosa na China


A OIE (World Organisation for Animal Health) emitiu recentemente um alerta de febre aftosa na China. A origem do vírus é desconhecida e várias medidas já foram tomadas para tentar controlar a situação. Essa informação foi enviada à OIE pelo Ministério da Agricultura da China.
De acordo com o relatório, houve apenas um surto de febre aftosa no país, com 948 suínos suscetíveis a doença. Destes, 88 casos foram confirmados.
Fonte: Beef Point – 06/03/2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Fatores nutricionais que afetam a gordura do leite


A composição do leite é determinada por vários fatores como: raça, genética, estágio de lactação, sanidade, conforto animal e nutrição. As tendências atuais da comercialização do leite demandam a obtenção de certos produtos lácteos que, em geral, são influenciados pela composição do leite. Nos últimos anos, diversas empresas compradoras de leite têm implementado sistemas de pagamento por qualidade do leite, com bonificação para baixos teores de células somáticas, baixa contagem bacteriana e teores elevados de sólidos do leite, especialmente gordura e proteína. Assim, esse texto terá como destaque os principais fatores que afetam os conteúdos de gordura do leite.
Flávio Augusto Portela Santos
A gordura é o componente de maior variabilidade do leite, podendo oscilar entre valores baixos (2,0%) e altos (4,0% ou mais). Seu  teor é fortemente influenciado pela genética, por fatores nutricionais e ambientais. Metade da gordura secretada no leite é produzida na glândula mamária da vaca e a outra metade vem da gordura da dieta e da gordura mobilizada do tecido adiposo do animal. A síntese de gordura do leite na glândula mamária responde diretamente a alterações no padrão de fermentação  ruminal, visto que nesse processo são produzidos tanto os precursores quanto metabólitos  reguladores da fermentação.
A fibra é o componente da dieta  que mais diretamente afeta a mastigação, ruminação e consequentemente a produção de saliva, principal responsável pelo tamponamento ruminal. Com a redução no nível de fibra e aumento  no teor de carboidratos não fibrosos da dieta, ocorrem redução no pH e mudanças nos padrões de fermentação no rúmen, que ocasionam decréscimo nos teores de gordura do leite. É importante salientar que apenas o nível de fibra na dieta não garante manutenção dos níveis de gordura do leite. Aspectos qualitativos da fração fibrosa também interferem tanto no consumo de forragem, quanto no padrão fermentativo do rúmen e com isso são capazes de alterar o teor de gordura no leite. O tamanho de  partículas do alimento volumoso influencia a mastigação, a ruminação do animal e a taxa de passagem da digesta pelo rúmen. Tudo isso faz com que dietas com o mesmo teor de fibra possam ter efeitos diferentes na composição do leite.
Fonte:Portal DBO – 05/03/2013

Margem de comercialização dos frigoríficos é a menor desde junho de 2012

Atualmente a venda da carcaça, miúdos, derivados e subprodutos gera ao frigorífico receita equivalente a R$115,36 por arroba, o menor valor desde o final de agosto de 2012, segundo a Scot Consultoria. Considerando o preço do boi gordo, a margem de comercialização da indústria que não realiza desossa está em 17,1%. Vale destacar que esta margem não indica lucro, uma vez que os custos não foram considerados.
É a menor margem desde o início de junho de 2012. No último ano, a margem média foi 20,2%, 3,1 pontos percentuais maior que a atual. Há um ano estava em 16,1%. No entanto, a relação atual ainda é 1,7 ponto percentual maior que a média desde o início de 2008, de 15,4%.

Fonte:Canal Rural – 05/03/2013

UE: exigência de rastreabilidade na exportação de carne bovina

Os frigoríficos brasileiros que exportam seus produtos para a União Europeia também vão pagar a conta do escândalo provocado pela descoberta do uso de carne de cavalo em lugar da bovina em alimentos vendidos no Velho Continente, para permitir a retomada da confiança dos consumidores.
A Europa vai inevitavelmente endurecer suas regras de rastreabilidade e tornar obrigatória uma rígida rotulagem da carne vendida nos 27 países da UE, qualquer que seja a procedência.
O presidente da Federação Europeia de Produtores de Carne Bovina, Pierre Chevalier, quer que a Europa rotule toda a carne. O Brasil deverá aplicar a mesma rotulagem para os pedaços de entrecorte, bife, carne moída, etc. A carne brasileira é excelente e seus produtores também terão interesse em dar total transparência ao consumidor europeu.
De acordo com o vice-presidente da Federação Francesa de Agricultura, Henri Bies-Péré, na França, o problema com a falta de rastreabilidade foi logo conhecido, mas em alguns países na Europa existe ausência de transparência na rastreabilidade.
O deputado e ativista ecológico José Bové quer que os produtores indiquem aos consumidores não apenas informações como a origem da carne e local do abate dos animais, mas também como eles são alimentados.
Para Chevalier, da Federação Europeia, compensará aos brasileiros gastar um pouco mais para atender às exigências adicionais da Europa para acalmar os consumidores. Mas para Fleury, o ideal seria o Brasil se concentrar nos mercados asiáticos, onde o consumo está aumentando. Ele afirma que a carne europeia tem a vantagem de ser produzida localmente. A federação de Fleury assinou um acordo com o Carrefour pelo qual a rede varejista se comprometeu a utilizar 100% de carne francesa por seis meses em seus pratos preparados. A Intermarché, outra cadeia de supermercados, também confirmou compromisso com uma cooperativa que reúne 17 mil pecuaristas franceses.
As vendas de pratos congelados a base de carne bovina recuaram 45% em grandes supermercados franceses na primeira semana de revelação do escândalo da carne de cavalo. No Reino Unido, um entre três britânicos diz ter parado de comprar pratos preparados. Segundo Chevalier, a produção bovina na Europa seguirá em declínio. Neste ano, a queda estimada é de 3%. Ele disse que só a França perdeu 200 mil vacas na concorrência com a produção agrícola, já que mais pessoas abandonaram a pecuária para produzir cereais.

Fonte: Beef Point – 04/03/2013

segunda-feira, 4 de março de 2013

Agro segura as contas do País em tempos de crise

Em janeiro, exportações do setor subiram 14,7%, representando 41,2% das vendas do País.

A balança comercial brasileira vem registrando resultados fracos em razão dos efeitos da crise internacional sobre as exportações, segundo o governo. Mas as vendas externas do agro são exceção à regra. Enquanto o comércio de petróleo e de produtos industrializados está em queda, a pauta de exportações dos produtos agrícolas está em franca ascensão. Em janeiro, quando a balança global teve o maior déficit da história, de US$ 4,035 bilhões, a agrícola sustentou superávit de US$ 5,12 bilhões.
As vendas do setor, que subiram 14,7%, representaram 41,2% das exportações do País. Com poucas exceções, o comércio dos produtos cresceu na casa de dois dígitos e de até três dígitos. Mas, na avaliação de exportadores, o País tem o desafio de equilibrar as vendas externas de industrializados para não depender só das commodities. Para isso, é necessário investir em barateamento do custo de produção, na qualificação de mão de obra e em infraestrutura de transporte.
Fonte: Sou Agro

Adab e Mapa apreendem 15 toneladas de produtos cárneos

Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em ação conjunta com o Ministério da Agricultura, Irrigação, Pecuária e Abastecimento (Mapa), interditou o estabelecimento que falsificava rótulos e Selos de Inspeção Federal (SIF), além de apreender 15 toneladas de produtos cárneos (rim, fígado, mocotó, linguiça), na última quinta-feira (28), no município de Barreiras.
A equipe formada por fiscais de Agência, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura (Seagri), ao verificar uma suspeita de rotulagem irregular, encontrou selos do SIF falsos com o intuito de ludibriar a fiscalização e distribuir produtos cárneos sem inspeção no comércio. O estabelecimento não tinha armazenamento adequado, a manipulação de produtos sem a devida higiene e foram encontrados miúdos já embalados para comercialização com sinais de putrefação.
O SIF possibilita o comércio interestadual de produtos de origem animal nas diversas escalas de produção em todo o Brasil. “A Adab, por meio da Educação Sanitária, vem alertando a sociedade que os alimentos não inspecionados oferecem riscos à saúde da população, por isso, é importante que, durante a compra, verifique-se a presença do carimbo ou selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou do Serviço de Inspeção Municipal (SIM)”, ressalta do Diretor de Inspeção de Produtos Agropecuários da Agência, Adriano Bouzas.
A empresa que possui o selo do Serviço de Inspeção passa por fiscalizações periódicas onde são avaliadas todas as condições higiênico-sanitárias, de fluxo operacional, além do controle de qualidade dos produtos. “Com a utilização do selo, o consumidor final tem a garantia da segurança do alimento com produtos saudáveis e de qualidade em sua mesa”, explica o Diretor Geral da Adab, Paulo Emílio Torres.
O resultado da operação que envolveu a Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público e Vigilância Sanitária Municipal foi o fechamento do estabelecimento, infratores multados e 15 toneladas de produtos apreendidos e destruídos.
Fonte:Ascom/Adab

Consumo de carne sem fiscalização pode ser prejudicial à saúde


O consumo de carne de animais abatidos sem higiene e expostos à sujeira pode acarretar diversos problemas de saúde. Por isso, é importante
saber a procedência dos produtos na hora
de comprá-los. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) alerta para este tipo de produto, especialmente se adquiridos na rua ou em estabelecimentos duvidosos.
Além dos riscos de contaminação durante o processo de abate e transporte, o armazenamento e o preparo deste alimento podem fazer a diferença para a saúde do consumidor.
O risco maior é a toxinfecção alimentar, que pode levar à morte. Mas existem outras doenças que são transmitidas dos animais aos seres humanos, causando uma série de problemas.
O Mapa indica a compra do produto bem embalado, refrigerado e, principalmente, com o selo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, que atesta a qualidade, bem como do Organismo Estadual (SIE) ou Municipal (SIM) correspondente.
Como evitar irregularidades
A principal dica é prestar atenção na procedência do alimento. O consumidor nunca deve adquirir um produto de origem duvidosa, no caso, clandestino, sob pena de ter graves problemas de saúde. Os produtos obtidos a partir do abate clandestino, por exemplo, sem a devida inspeção veterinária oficial, podem ser vetores de doenças e infecções alimentares. As chamadas zoonoses (doenças de homens e animais) e a contaminação das carnes somente poderão ser identificadas e descartadas mediante a inspeção de médico veterinário capacitado. Ambas podem provocar uma série de prejuízos à saúde dos consumidores, entre estes estão: tuberculose, brucelose e cisticercose, além das infecções e intoxicações alimentares, causadas por microorganismos que contaminam os produtos de origem animal, cujos sinais variam de diarreias, dores abdominais, febre, abortos e até mesmo demência, confusão mental e óbito.
Se identificado o produto no comércio, sem inspeção, a denúncia deve ser feita na Vigilância Sanitária do município. No procedimento de investigação pelos órgãos de controle sanitários, o assunto poderá ser remetido à Polícia, tendo em vista que muita carne clandestina é proveniente do roubo de cargas no país.

Fonte:Globo Rural – 04/03/2013

Falta de renda na pecuária compromete PIB do campo, aponta SRB


O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, afirmou que a pecuária atravessa um momento difícil, "com rentabilidade aquém do razoável".
– O setor tem mantido padrão de produção, mas está defasado na correção de preços – disse.
Na sexta, dia 1º, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a pecuária teve impacto significativo na queda de 2,3% do PIB da agropecuária em 2012. O presidente da SRB acrescenta que a pecuária tem cedido área para a agricultura.
– Vamos colher recorde de 180 milhões de toneladas de grãos este ano, em parte como resultado da dificuldade da pecuária.
Ele cita que a criação de gado está inserida no contexto de alta tecnologia e larga escala, que exige recursos para investimentos e é desenvolvida principalmente no Centro-Oeste. Para ele, os pequenos e médios produtores, como os paulistas, com média de 80 cabeças de gado por propriedade, teriam menos acesso aos recursos.
Com relação à produção agrícola em 2012, Ramalho da Silva destaca que o país perdeu cerca de 10 milhões de toneladas de grãos em 2012, principalmente soja, por causa da estiagem, que atingiu desde o oeste de São Paulo até o Sul.
Em contrapartida, o saldo foi positivo na produção de milho e café, segundo o IBGE. O presidente da SRB ressalta que o Brasil teve avanço extraordinário no cultivo de milho, por meio de novas tecnologias de plantio e variedades mais produtivas. De acordo com ele, o Brasil se tornou, em 2012, importante player no mercado internacional do cereal, com o volume de exportação saltando de 10 milhões de toneladas em 2011 para cerca de 22 milhões de toneladas no ano passado.
Quanto ao café, Ramalho da Silva diz que, apesar do aumento na produção em 2012, as cotações do grão caíram.
– Mesmo assim, o Brasil tem conseguido bons resultados na exportação, mantendo sua participação no mercado – observa.
Com relação ao quarto trimestre de 2012, quando a agropecuária apresentou queda de 7,5% em relação a igual período de 2011, o presidente da SRB diz que "falta política governamental para o trigo, que tem sido confusa e complexa. Não há firmes incentivos". Além disso, os produtores enfrentaram a seca, que prejudicou a produção. O trigo foi o principal produto com desempenho negativo no trimestre, conforme o IBGE.
Os produtores de cana-de-açúcar também tiveram problemas provocados pela estiagem com impacto negativo no PIB do trimestre. A produção caiu, mas deve se recuperar este ano. Quanto aos citricultores, Ramalho da Silva comenta que o setor perdeu cerca de 8% da produção de cerca de 370 milhões de caixas de 40,8 kg em 2012.
– A laranja simplesmente ficou no pé por causa da falta de preço remunerador. A capacidade de estocagem também está no limite – afirma.
O fumo foi outro produto que influenciou negativamente o PIB do quarto trimestre de 2012. Conforme o presidente da SRB, os produtores do Sul têm se deparado com questões trabalhistas de difícil solução.
 
Fonte:Canal Rural – 01/03/2013

Boi/CEPEA: Indicador se mantém praticamente estável em fevereiro


Os preços do boi gordo têm se mantido praticamente estáveis no mercado brasileiro. Entre 20 e 27 de fevereiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa passou de R$ 98,10 para R$ 97,95, ligeira queda de 0,16%. Segundo pesquisadores do Cepea, essa estabilidade persiste há muitas semanas. Desde o início do ano, por exemplo, o Indicador oscilou entre a mínima de R$ 97,02 (08/01) e a máxima de R$ 98,40 (08/02). Em fevereiro, o Indicador acumula pequena alta de 0,23%, até o dia 27. No geral, o ritmo de negócios, que já não era acelerado, esteve ainda mais lento no início desta última semana do mês. Muitos operadores ligados à compra e à venda de animais para abate recuaram.
Fonte: Boi Pesado – 01/03/2013

Melhora das pastagens tem movimentado o mercado de reposição, diz Scot Consultoria


A melhora das condições das pastagens, especialmente no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, fez com que aumentasse a demanda no mercado de reposição. O mercado do boi gordo firme nestes Estados também está influenciando a maior procura por animais de reposição, de acordo com levantamento da Scot Consultoria.
Em São Paulo, esse cenário também foi registrado, dando firmeza às cotações. O boi magro anelorado (12 arrobas) está sendo negociado, em média, em R$1.200,00/cabeça, segunda alta consecutiva. Na média de todas as categorias cotadas no Estado, a alta foi de 2%.
Na Bahia, as chuvas que começaram nos últimos dias melhoram a situação das pastagens aos poucos. A oferta de animais diminuiu e os preços estão estáveis, mas a demanda está comedida, com isto o volume de negócios é pequeno.
O mercado do boi gordo lento e a falta de pasto têm atrapalhado os negócios no mercado de reposição em Estados como Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Fonte:Canal Rural – 01/03/2013

Pressão baixista continuará em 2013

O aumento da oferta de boi gordo, que frustrou as expectativas de muitos pecuaristas que apostavam na reação da arroba em 2012, deve se manter em 2013, apesar das perspectivas de redução de plantel. Segundo previsão feita pela Scot Consultoria, depois do aumento de 8% na quantidade de bovinos abatidos em 2012, em relação a 2011, os abates gerais (incluindo o gado não inspecionado) subirão mais 4,4% este ano, para 47,5 milhões de cabeças.
“Além da perspectiva de elevação ainda maior na oferta de fêmeas, ainda há muitos machos remanescentes da safra de 2010, período marcado pela forte retenção de matrizes”, aponta o analista Hyberville Neto.
“Todos os fatores levam a crer que teremos mais um ano de preços frouxos no mercado interno”, prevê José Vicente Ferraz, diretor técnico da Informa Economics FNP, de São Paulo.
A maior disponibilidade de gado só não está sendo ruim para a indústria frigorífica, que depois de dois anos seguidos enfrentando escassez de oferta, teve, no ano passado, maior poder de barganha na negociação do boi gordo, elevando suas escalas de abate e a margens de lucro.
Do lado da demanda, analistas acreditam que os consumidores, tanto interno quanto externo, terão condições de absorver, com certa tranquilidade, este aumento esperado de oferta de boi gordo.
A Scot prevê um consumo interno de 8,7 milhões de toneladas equivalente-carcaça de carne bovina em 2013, o que significaria um aumento de 4% sobre a demanda de 2012. Em relação ao mercado externo, a consultoria prevê exportações de 1,8 milhão de toneladas equivalente carcaça, com elevação de 5% sobre 2012.
Fonte: Anuário DBO 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Adab de Barreiras apreende duas toneladas de produtos impróprios para consumo

A Coordenadoria Regional da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) em Barreiras, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri), intensificou as ações de fiscalização de trânsito de produtos na BR 242/020. Durante todo o mês de fevereiro médicos veterinários e fiscais estaduais agropecuários, em conjunto com a Polícia Rodoviária, estiveram na região de Barreiras para evitar que produtos clandestinos transitem pelo Estado, colocando em risco a agropecuária baiana. No total, a Agência retirou de circulação duas toneladas de carne, queijo e peixe impróprios para consumo.
Foram apreendidos 500 Kg de carne clandestina, 600 Kg de queijo sem selo de inspeção, com origem de Porangatu, município de Goiás, e 800 Kg de peixe transportados sem condições mínimas de higiene. Toda a carga estava sem inspeção sanitária e imprópria para consumo. “Nossa maior preocupação é com a saúde pública, uma vez que as condições dos alimentos nesses casos, não atendem às exigências higiênico-sanitárias, oferecendo graves riscos aos consumidores”, afirma o coordenador regional da Adab em Barreiras, Sanderson Barreto.
“Por isso, ao comprar o alimento, a população deve verificar a presença do carimbo ou selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou do Serviço de Inspeção Municipal (SIM)”, finaliza o Coordenador de Barreiras Sanitárias da Adab, Roberto Pacheco.
Fonte:
Ascom/Adab

Leite mais caro?

Uma desaceleração acentuada na produção de leite da Nova Zelândia (foto) provocada por uma estiagem poderá puxar para cima os preços globais de produtos lácteos, informou a Dow Jones Newswires. O governo do país, que lidera as exportações globais do segmento, declarou que uma área ao norte do Auckland Harbour Bridge sofre severamente com a falta de água e que isso "deverá se repetir em outras regiões". Á área de Auckland Harbour Bridge representa cerca de 7,5% da produção de leite da Nova Zelândia. Waikato, que representa 25% da produção nacional, também deverá enfrentar problemas.
Fonte: Seagri

Integra SP (ILPF) pretende recuperar mais de 300 mil hectares de pastagem em oito anos » Notícia » Portal do Agronegócio

Integra SP (ILPF) pretende recuperar mais de 300 mil hectares de pastagem em oito anos » Notícia » Portal do Agronegócio

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Com o boi na sombra


Pode parecer brincadeira, mas nunca um trocadilho fez tanto sentido. O célebre ditado “fulano colocou o burro na sombra”, tem tudo a ver com a pecuária brasileira. Mas ao invés do burro, criadores estão empenhados em colocar mesmo é o boi na sombra. Literalmente.
Isso porque um projeto da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) quer incentivar pecuaristas de todo o Brasil a investirem em áreas sombreadas nos pastos. Além de garantir bem-estar aos animais, a iniciativa pode gerar lucros extras com a comercialização de madeira, sem falar nos benefícios para a terra, evitando erosão.
Para João Gilberto Bento, superintendente de marketing da ABCZ, um projeto com este foco vai ajudar a transformar as áreas de pastagens brasileiras em verdadeiros bosques. Com isso, a pecuária brasileira quer mostrar ao mundo que é uma das atividades que mais pode contribuir para a proteção das florestas.
“E o gado vai pastar saudável embaixo dessas árvores”, diz Bento.  Ele conta que há cinco anos a ABCZ vem desenvolvendo programas voltados para a sustentabilidade e proteção do meio ambiente e agora está discutindo quais serão as melhores ações para o projeto de sombreamentoMesmo antes de se falar em preservação e desenvolvimento sustentável, há 25 anos, o pecuarista Jovelino Carvalho Mineiro faz o manejo das pastagens de sua fazenda Sant’Anna em Rancharia, (SP). Ele faz o consórcio da área com o plantio de eucaliptos na linha das cercas. O espaçamento de um metro entre uma planta e outra possibilita que a árvore cresça e que haja áreas sombreadas nos quatro cantos do piquete.
“Com isso garantimos sombra aos animais, bem estar do rebanho e madeira para comercialização”, explica o pecuarista, que a cada quatro anos retira lascas da madeira das árvores e depois de mais alguns anos, faz o corte da madeira para venda. “A cada ciclo desses fazemos a reposição das árvores e reformamos as pastagens, plantando amendoim e sorgo”, conta.
Quem também se dedica a preservar a fazenda e garantir o bem-estar dos animais desde o final dos anos 80 é Arnaldo de Souza Machado Borges. Dono da Fazenda Ipê Ouro, no triângulo mineiro, ele diz que anualmente faz o plantio de aproximadamente 500 mudas de espécies frutíferas na propriedade em forma de bosques e tem 12 quilômetros de cercas vivas com o jambolão, para proteger o pasto de uma rodovia que corta a fazenda.
“Os bosques são mais viáveis, porque protegem os animais de chuvas e vendavais e as árvores resistem por mais tempo”, explica. Borges conta que escolheu plantar as árvores frutíferas próprias da região, para contribuir na recuperação da flora.
Além disso, essas árvores, mais baixas e achatadas do que variedades como o eucalipto, por exemplo, têm pouca atratividade de raios durante tempestades. “Assim os animais ficam mais seguros. Tanto que agora, as vacas estão parindo no bosque, para proteger os bezerros de predadores também. Até a mortandade de recém-nascidos diminuiu”, diz.
Outro ponto favorável da consorciação entre pastos e floresta está no solo. “A terra fica mais úmida e a braquiária cresce mais verde e forte. Assim, os animais se alimentam melhor e engordam rapidamente.”
Juliana Ribeiro


Recorde na balança comercial do agronegócio em 2012

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as exportações do agronegócio somaram US$95,81 bilhões em 2012, o que correspondeu a 39,5% do total exportado pelo Brasil, US$242,58 bilhões.
As importações de produtos do campo somaram US$16,41 bilhões no último ano, o equivalente a 7,4% das importações totais do país, que somaram US$223,14 bilhões.
A balança comercial do agronegócio teve superávit de US$79,41 bilhões, aumento de 2,5% frente ao resultado de 2011. No mesmo intervalo a balança comercial total teve redução de 34,8% no saldo.


Para o agronegócio foi o melhor resultado da série, iniciada em 1989.
Já para a balança comercial geral, foi o pior resultado desde 2002, quando o superávit foi de US$13,20 bilhões.
Fonte:Blog do Scot – 27/02/2013

Produtor brasileiro de carne terá um ano difícil, diz Fitch Ratings


A Fitch Ratings projetou na quarta, dia 27, que os produtores brasileiros de proteína animal terão um ano de 2013 "difícil". Em relatório, a agência de classificação de risco disse que o setor terá dificuldades em gerar lucro, fluxo de caixa e novos negócios neste ano.
– Em diferentes níveis, todos os produtores brasileiros de proteína estão expostos a riscos, incluindo volatilidade dos preços das commodities agrícolas, câmbio desfavorável, surtos de doenças e restrições à exportação – comentou Viktoria Krane, diretora da Fitch.
Os custos com ração seguem elevados para produtores de carne suína e de frango. Produtores de carne bovina, por sua vez, devem ser beneficiados por um ciclo pecuário favorável no Brasil e por preços altos da carne tanto nacional quanto internacionalmente, segundo o relatório.
Ainda de acordo com a Fitch, o ano será negativo ou neutro para o fluxo de caixa livre em razão de fatores como baixa lucratividade, capital de giro elevado e exigências de despesas de capital para sustentar o crescimento.
Produtores brasileiros de proteína captaram cerca de US$ 2 bilhões em dívida de longo prazo em janeiro de 2013. O volume, combinado com ofertas de ações no final de 2012, ajudarão as empresas a honrar os vencimentos de 2013 e melhorar o perfil de suas dívidas. Em geral, a liquidez não foi uma preocupação para as companhias de proteína em 2012, que continuarão a depender de fontes externas de financiamento em 2014 e além, concluiu o relatório da Fitch.
Fonte:Canal Rural – 27/02/2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

País deve manter crescimento de 3% na produção de leite em 2013


A produção total de leite no Brasil em 2012 alcançou 33,054 bilhões de litros, o que corresponde a um crescimento de 3% em relação ao ano anterior (32,091 bilhões de litros). O resultado faz parte de estudo da Leite Brasil, associação que representa os produtores nacionais, que acaba de divulgar o balanço anual do segmento no país. A expectativa é de que em 2013 o crescimento se mantenha em 3%, para 34,045 bilhões de litros.
Com esse desempenho, o país deve assegurar a terceira posição do ranking mundial, atrás dos Estados Unidos e Índia, afirma em comunicado o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez. O estudo mostra que a produção de leite industrializado no ano passado cresceu 5% no Brasil em relação a 2011, alcançando 24,033 bilhões de litros.
Segundo a pesquisa, o consumo per capita de leite teve alta de 3%, saltando de 173 litros por habitante por ano em 2011 para 177 litros por habitante em 2012. Mantido esse ritmo, a previsão é alcançar 181 litros por habitante em 2013. Segundo Rubez, a meta para daqui cinco anos é ficar próximo do recomendado pelo Guia Alimentar do Ministério da Saúde, que é de aproximadamente 200 litros por habitante equivalente em litros de leite.
De acordo com o estudo, o aumento do leite longa vida foi de 1,8% (referência a cidade de São Paulo) em 2012, bem abaixo da inflação IPCA calculada pelo IBGE no período, que foi 5,84%. Outro número que anima o presidente da Leite Brasil é a queda no consumo de leite informal no país em 2012 e que deve se manter para 2013.
Globo Rural – 26/02/2013

Preço do boi gordo em fevereiro de 2013 é o menor em três anos, em valores reais, aponta Scot Consultoria

Mesmo com as recentes altas na cotação do boi gordo, o preço médio da arroba registrado em fevereiro ainda é o menor em três anos, em valores reais, segundo a Scot Consultoria. Até o dia 25 de fevereiro, o preço médio em São Paulo ficou em R$ 98,82/arroba, a prazo. No mesmo mês de 2012, a cotação média foi de R$ 98,92, valor 0,1% maior.
Quando deflacionados os valores pelo IGP-DI, o valor este ano está 7,5% menor que no começo de 2012. Na comparação com fevereiro de 2011, o recuo nominal é de 3,8%. Em valores reais, a queda é de 13,9%. A arroba era negociada por R$ 114,75, em valores de hoje (deflacionados).
Os aumentos nas participações de fêmeas nos abates em 2011 e 2012 corroboram com o mercado mais ofertado e os preços menores, o que caracteriza a fase de baixa do ciclo pecuário.

Fonte: Canal Rural – 26/02/2013