terça-feira, 28 de agosto de 2012

Menor oferta eleva preços da arroba

Devido à insatisfação de pecuaristas com os preços do boi gordo, a oferta de animais para abate reduziu em várias regiões consultadas pelo Cepea nos últimos dias. No estado de São Paulo, o Indicador do boi gordo Esalq/BM&FBovespa registrou elevação de 1,32% entre as duas últimas quartas-feiras, fechando a R$ 90,84 na quinta-feira (23). No acumulado do mês, a alta do Indicador é de 1,11%. Já no mercado da carne com osso na Grande São Paulo, mesmo com a aproximação do final do mês, período em que atacadistas costumam reforçar os estoques para as vendas na semana seguinte, não se notou aquecimento significativo da demanda. De acordo com dados do Cepea, a carcaça casada do boi fechou a R$ 5,94/kg, estável em sete dias.
Fonte:Beef World – 24/08/2012





Pastejo rotacionado diminui gastos na criação de gado leiteiro em MG

Foi preciso tirar o gado do confinamento e aumentar a área de pasto.
Os irmãos Daniel e João Santos começaram a criar gado leiteiro há mais de 20 anos, em Passos, a 370 quilômetros de Belo Horizonte, na fazenda Triângulo. Para diminuir gastos e aumentar os lucros da fazenda, os produtores de leite fizeram uma mudança geral na forma de criação e investiram no pastejo rotacionado.
"Trabalhamos com gado puro holandês confinado, que é o costume da nossa região. A alimentação é toda no cocho, o dia todo, bem à vontade, então era confinamento total. A área que hoje é pastagem, a gente plantava milho para silagem, fazia duas safras, safra e safrinha, sempre silagem para alimentar esse gado", relata Daniel.
O diagnóstico da fazenda Triângulo mostrou números desanimadores. A fazenda gastava 93% do que arrecadava e precisava reestruturar o rebanho. Só 40% das vacas produziam leite. Os outros 60% dos animais eram bezerras e novilhas.
A principal mudança no manejo da fazenda foi tirar os animais do confinamento e transformar a área onde havia cultivo de milho em pasto. Com a implantação do pastejo rotacionado, é preciso fazer um planejamento para definir onde cada lote de vaca vai ficar. O objetivo desse sistema é aumentar a eficiência da pastagem, já que é feito um calendário onde sempre haverá partes do pasto sendo usadas e partes em descanso, para que a planta se recupere.
Na fazenda Triângulo a área total do pastejo é de 18 hectares. Foram feitos quatro módulos com 26 piquetes, cada. No primeiro módulo, entra o lote de novilhas; no segundo, o das vacas de maior produção; no terceiro, o lote das vacas com produção intermediária; e no quarto, o das vacas com menor produção, já em fim de lactação.
Duas ordenhas são feitas por dia: uma às 6hs e outra às 15hs. Após a ordenha da tarde, as vacas são liberadas para o piquete determinado, onde passam a noite toda pastando. A cerca elétrica já tem que estar aberta, para que elas saibam o caminho.
No verão, a lotação é de 12 vacas por hectare e, no inverno, de seis. Assim que o lote de vacas sai, o piquete recebe adubação química de nitrogênio e adubação orgânica, feita com o esterco recolhido no próprio curral.
O esterco é recolhido três vezes ao dia, levado para uma trincheira coberta e misturado à cama de frango, da criação de aves que os irmãos têm em outro sítio. Com o trator, o esterco aduba a pastagem diariamente.
 O mombaça é o carro-chefe da pastagem, pois rebrota sozinho e dá o ano todo. No inverno, porém, quem se sobressai é o azevém, durante junho e julho, e a aveia, durante agosto e setembro. Quando o tempo começa a esquentar, o mombaça toma conta da área de novo.
"Com essas forrageiras, a fazenda ganhou em produtividade. Ela passou de 1300 litros de leite para 2400 litros. Outro ponto fundamental é que esse pasto tem muita proteína. Ela tem 22% de proteína, enquanto uma silagem de milho tem apenas 8%. Hoje, a proteína está incidindo num custo muito pesado na produção de leite. Então, com isso, a gente consegue fazer um concentrado com pouca proteína", explica Fernando.
Para enfrentar horas no pasto, o gado precisa ser mais rústico. Antes mesmo de deixar o confinamento, Daniel e João já estavam criando vacas girolandas - cruzamento de holandês com gir. Agora estão testando um outro tipo: jersey com holandês, um gado muito comum na Nova Zelândia, popularmente chamado de jersolando.
Quatro anos depois de implantado o novo sistema na fazenda, os números estão mais animadores. O custo de produção em 2009 era de R$ 0,89. Hoje está em R$ 0,64 por litro de leite. Se antes gastavam 93% do que arrecadavam, em 2011 fecharam com 71%.
Fonte:O Leite – 27/08/2012

Intensificação da pastagem pode melhorar em 62% receita bruta do pecuarista, aponta Boletim da CNA

Os impactos das regras do novo Código Florestal em vigor para a pecuária de corte foram analisados pelos pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). Eles avaliam que, devido à obrigatoriedade de retirar parcela de terra e recompor a área com espécies nativas, o produtor deve manter seus rebanhos numa área menor. Neste caso, eles precisam intensificar o uso das pastagens com o objetivo de, num primeiro momento, evitar a diminuição do rebanho.
O levantamento mostra que a intensificação de pastagem, além de gerar um melhor aproveitamento da área da propriedade, pode elevar em 42% a taxa de lotação e em 62% a receita bruta do pecuarista.
O boletim Ativos da Pecuária de Corte, elaborado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) analisa, ainda, o custo para recuperação de florestas nativas e os custos de produção da atividade.
Entre os insumos usados na pecuária de corte, os preços dos adubos e dos corretivos foram os que mais subiram nos últimos meses. No acumulado até junho, a alta do grupo adubos e corretivos para pastagens foi de 5,13%, resultado influenciado pela demanda aquecida para a cultura da soja, a valorização do dólar e a recente compra de grandes quantidades de uréia pelos norte-americanos. O estímulo para se ampliar a produção de soja decorre das quebras de safra na América do Sul e nos Estados Unidos, situação que impulsionou os preços para níveis recordes.
Fonte:Boi Pesado – 24/08/2012

Mapa cria grupo para modernizar a defesa agropecuária



O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (20/8) a Portaria nº 769, instituindo o Grupo de Trabalho que vai propor a estruturação do Centro de Inteligência e de Formação em Defesa Agropecuária. O objetivo da medida é o aperfeiçoamento e a modernização dos processos da defesa agropecuária em todo o território nacional.
O Grupo de Trabalho será composto por um representante titular e um suplente de cada um dos seguintes órgãos: Secretaria de Defesa Agropecuária (DAS); Secretaria-Executiva (SE); Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa); e a Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Anteffa). O Grupo de Trabalho será coordenado por um representante da SDA que se reportará ao secretário Executivo, José Carlos Vaz.
O relatório final deverá ser apresentado no prazo de 90 dias, contados a partir de 3 de setembro de 2012, para aprovação do Secretário Executivo e apreciação do ministro Mendes Ribeiro Filho.
Fonte:Globo Rural – 20/08/2012

Com alta no preço do farelo de soja, poder de compra do pecuarista de corte diminui, de acordo com pesquisa

O preço do farelo de soja registrou alta de 4,8% em agosto, em relação à cotação de julho, segundo a Scot Consultoria. Este foi o oitavo mês consecutivo de aumento, e, conforme pesquisa da empresa, desde janeiro, os preços do insumo subiram 110,3% em São Paulo. A tonelada do farelo de soja está cotada, em média, em R$ 1.381,00 no Estado. Em relação ao mesmo período do ano passado, o produto está 112,5% mais caro.

Considerando a praça de São Paulo, são necessárias 15 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de farelo. Isto significa 133,3% (8,6 arrobas de boi gordo) a mais para a compra da mesma quantidade do alimento, na comparação com agosto de 2011.
Em curto prazo, a expectativa da Scot é de mercado firme, porém, sem muito espaço para alta de preços. O ritmo de alta da soja grão diminuiu e a procura por farelo, nos atuais preços, está menor. Para este ano, a expectativa é de que a produção brasileira de farelo seja 9,8% menor, frente a 2011. A demanda interna, porém, deve aumentar 2,6%.
Preços dos derivados e do boi gordo
O preço de venda do couro verde no Brasil Central (45 quilos) equivale a 4,7% do preço pago pelo boi gordo (16,5 arrobas) em São Paulo, conforme a consultoria. Esta relação é 0,9 ponto percentual maior que no início do ano. Desde janeiro, o boi gordo recuou 7,9%, enquanto o derivado teve valorização de 14,3%.
A relação de preços média desde o início de 2009 é de 3,8%. O número representa 0,9 ponto percentual a menos que a atual. Para o sebo, a relação entre o preço de venda de 18 quilos do produto e o valor do boi gordo está em 2,1% - igual à média do período analisado e 0,2 ponto percentual superior à do início do ano.
Fonte:Canal Rural – 24/08/2012

.Programa para erradicação da brucelose e da tuberculose tem pouca adesão de criadores

A brucelose e tuberculose são doenças que estão presentes em todo o território nacional e preocupam não só pelo prejuízo econômico, mas também por serem zoonoses. Em 2001, foi lançado um programa nacional de controle e erradicação destas duas doenças, mas a adesão dos produtores, que é voluntária, ainda é muito pequena.

Na região de Orlândia, no Estado de São Paulo, dos 12 municípios que o projeto abrange, apenas quatro propriedades têm o certificado do programa. Uma delas é a fazenda Santana da Estiva, no município de Morro Agudo, no norte de São Paulo, duas pequenas marcas no pescoço de todos os animais chamam a atenção. O pelo raspado tinha uma razão importante. Era dia de teste de tuberculose e também de coleta de sangue para exame de brucelose.
Os dois exames são feitos anualmente para revalidar o certificado que a fazenda recebeu em maio de 2009, documento que é um dos grandes orgulhos de Maria Beatriz e Francisco Marcolino, os donos da propriedade. O certificado é emitido pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação de Tuberculose e Brucelose Animal, do Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento. Se um único animal apresentar sinais de alguma das doenças, a fazenda tem o certificado suspenso. Se em um próximo exame der positivo novamente, o documento é caçado.
Para entrar no programa e receber o certificado, a propriedade precisa apresentar três exames negativos para as duas doenças num período mínimo de nove meses. O programa adota procedimentos diferentes para as propriedades de gado de corte e de leite. Para o gado de leite, o rebanho inteiro precisa ser examinado, tanto para receber, como para manter o certificado. Já para o gado de corte os exames são por amostragem e a propriedade recebe um atestado de monitorada para as duas doenças.
Fonte:Canal Rural – 17/08/2012

JBS espera crescimento da exportação de carne brasileira durante o ano

O JBS, gigante do setor de carnes, espera ver um aumento do volume exportado de carne bovina do Brasil, mas o preço pode ceder um pouco, afirmou o diretor de Relações com Investidores, Jeremiah OCallaghan, ontem, em teleconferência. Já o presidente do JBS, Wesley Batista, disse que o mercado interno para carne bovina deverá ter um segundo semestre melhor, mas não será nada "eufórico".

A empresa espera também resultados sólidos no Mercosul em bovinos, couros e no segmento de aves, afirmou Batista.
Ainda de acordo com o CEO, o negócio de bovinos nos Estados Unidos deverá ter bons resultados no segundo semestre.
"Esperamos registrar dois dígitos de margem, crescendo de forma sustentável por um período nos próximos trimestres no Mercosul", disse Batista.
Ele demonstrou otimismo com a operação de aves nos Estados Unidos, mas reconheceu que o segmento terá de enfrentar o desafio da alta dos grãos. Ele ponderou que será necessário repassar custos para compensar os insumos mais caros.
A companhia trabalha com um cenário favorável, especialmente para o Brasil no segundo semestre, depois da expansão realizada recentemente, quando foram agregadas dez unidades de bovinos no Brasil, com capacidade de abate de 2 milhões de cabeças por ano.
"Vamos ter sólidos resultados nos próximos anos, e que serão sustentáveis devido ao ciclo de baixa do gado, ao câmbio [valorização do dólar] e da melhor utilização da capacidade instalada", afirmou Batista em teleconferência para detalhar resultados do segundo trimestre.

O JBS registrou lucro líquido de 169,5 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo no mesmo período do ano anterior, de 180,8 milhões de reais. O resultado foi atribuído à expansão e melhora da receita no negócio de bovinos.
Segundo Batista, na prática, o lucro líquido atingiu 212 milhões de reais, uma vez que o ajuste aplicado no resultado representa o provisionamento do imposto de renda no passivo, um valor registrado em caixa, mas que não foi desembolsado.
Com o processo de expansão e a melhora das exportações do Brasil no período, o JBS registrou um aumento da necessidade de capital de giro, o que tende a ser reduzido no próximo semestre. "O que tinha para consumir de capital de giro pela necessidade de expansão já veio", afirmou o presidente.
Batista disse na teleconferência que o mercado interno para carne bovina deverá ter um segundo semestre melhor, mas não será nada "eufórico".
O diretor de relações com investidores, Jeremiah OCallaghan, disse esperar um aumento do volume exportado de carne bovina do Brasil, mas o preço pode ceder um pouco, afirmou.
Fonte:Beef World – 17/08/2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Falta de forragem é o maior desafio para nutrição do rebanho leiteiro

Nos dias 21 e 22 de agosto de 2012 acontecerá o Encontro da Pecuária Leiteira da Scot Consultoria, em Ribeirão Preto (SP). Um dos palestrantes será Flávio Portela, engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP e professor doutor do Departamento de Produção Animal da ESALQ/USP.
A palestra abordará as estratégias para a nutrição de vacas leiteiras. Para saber um pouco sobre os assuntos que serão discutidos na apresentação de Flávio, leia a entrevista que ele concedeu à Pamela Alves, analista da Scot Consultoria.
Scot Consultoria: A suplementação com cana-de-açúcar é mais vantajosa em relação à silagem?
Flávio Portela: Não existe recomendação geral que vale para todos os casos. A cana-de-açúcar, quando trabalhada de forma correta, permite produzir forragem mais barata que a silagem de milho, seja por unidade de matéria seca ou de energia. Sua produção por área é normalmente maior que a da silagem de milho, o que pode ser vantajoso para pequenas propriedades.
As desvantagens da cana são o menor valor nutritivo e a necessidade de dose maior de concentrado para a mesma produção de leite, em comparação com a silagem de milho. Quando o custo do concentrado está elevado, a vantagem do menor custo da matéria seca ou da energia da cana pode ser anulada em relação à silagem de milho, em virtude da maior dose de concentrado para a mesma produção de leite.
Scot Consultoria: Como está a conversão alimentar média do rebanho brasileiro, em quilos de matéria seca por litro de leite?
Flávio Portela: A vaca média brasileira produz ao redor de 5 litros de leite por dia. Apenas o gasto da vaca para manutenção já resulta em conversão ruim. Esse número na verdade ninguém sabe o quanto é, mas com certeza é muito ruim quando se pensa na média de produção da vaca brasileira.
Scot Consultoria: Qual o gargalo, em termos de nutrição, que existe na pecuária leiteira nacional?
Flávio Portela: Infelizmente ainda é a falta de forragem em quantidade e qualidade adequada durante boa parte do ano. Algo extremamente básico.
Scot Consultoria: A suplementação proteica/mineral tem sido utilizada no ano todo, em maior proporção? O produtor está consciente da necessidade de utilização destes produtos para aumentar a produtividade?
Flávio Portela: Os poucos levantamentos disponíveis indicam que grande parte das vacas leiteiras no Brasil recebe algum tipo de suplementação. O problema é que ainda é comum o produtor fazer uso de concentrado para tentar sanar a falta de qualidade e de quantidade adequada de forragem no sistema de produção.
O nível e fonte de suplementação recomendada dependem de vários fatores, como potencial genético do animal, nível de produção, qualidade da forragem, disponibilidade e preço dos suplementos e valor pago pelo leite.
Scot Consultoria: Devido ao preço e tendência, principalmente da soja, quais os alimentos que aparecem como principais opções para suplementação este ano?
Flávio Portela: As opções de suplementos proteicos são limitadas no Brasil. Fora o farelo de soja, fonte principal, há oferta regional de farelo de algodão e farelo de amendoim. Ingredientes médios em proteína, como o caroço de algodão, o refinazil, o promill, o resíduo de cervejaria e o farelo de girassol, quando incluídos na dieta, reduzem a necessidade de farelo de soja.
Fonte:Globo Rural – 22/07/2012
COMENTANDO
Não há como produzir proteína animal, seja ela carne ou leite, sem um bom planejamento nutricional para a propriedade rural. A oferta de volumoso em qualidade e quantidade adequada para engorda, reprodução e produção de leite é fundamental na attividade pecuária. O uso de ferramentas de suplementação nas ocasiões de estiagem normal ou prolongada e atípica são também técnicas que devem ser incorporadas ao sistema produtivo visando não haver perda de rentabilidade da atividade.
O pecuarista tem que se convencer urgente de algumas coisas:
1.Tornar-se um agricultor de suas pastagens
2.Planejar seu estoque nutricional para épocas de escassez
3.Entender sua fazenda como um complexo indústria/ comércio onde a gestão é ponto capital para um bom desempenho.
GEPECORTE

Inteconf: discussão sobre a relação entre indústria e criadores é uma constante

O boi é a matéria-prima da indústria. De um lado, os frigoríficos precisam do produto e, portanto, têm interesse no confinamento, que traz maior produtividade em menos tempo. De outro, os confinadores precisam da indústria para vender o gado. Apesar de um suprir a necessidade do outro, a discussão entre pecuaristas e indústrias é constante, uma vez que os altos custos de produção e os baixos preços recebidos pela indústria são reclamações constantes dos criadores. Todas essas questões serão discutidas durante a realização da Conferência Internacional de Confinadores 2012 (Interconf), que acontece nos dias 11, 12 e 13 de setembro, em Goiânia (GO).
Uma fazenda em São Paulo tem 42 anos e há 25 pratica o confinamento e o semi-confinamento de gado. Deste modo, os bezerros desmamam nos meses de maio e agosto e já são selecionados para irem para o cocho, no ano seguinte, onde deverão permanecer por até 100 dias. Existe um plano de rotação para o confinamento e, neste ano, serão cerca de duas mil cabeças confinadas. Aos 20 meses, o boi já está pronto para o abate a um custo médio de R$ 74,00 a arroba.
De acordo com o pecuarista Rodrigo Odilon, a técnica foi a forma encontrada pelos produtores paulistas para enfrentar um problema desta região do país.
– Em São Paulo, onde o preço da terra é mais alto que em outros Estados, como Mato Grosso, Goiás, Tocantins, não é possível criar o boi solto. À medida que a zona urbana cresce, a zona do boi se afasta para as zonas rurais, mais distantes, o que incentiva a prática do confinamento na região – explica.
De acordo com os pecuaristas, com o alto custo de produção e o preço da arroba baixo, é preciso uma equação muito acertada para não ter prejuízo. Além disso, os frigoríficos, que também confinam, acabam representando concorrência aos produtores.
– Os frigoríficos querem controlar, eles tem o mercado interno e o mercado exportador, e querem estabelecer um preço do boi acabado, de boi gordo, muito baixo, inferior a R$ 100,00, enquanto que os insumos e o custo de mão-de-obra crescem todo ano de 5% a 10%. Isso traz um problema financeiro para o produtor – argumenta.
Para o consultor de mercado Elio Micheloni, a lei da oferta e da procura é um dos fatores que interferem no preço do boi. Segundo o especialista, a maior preocupação de quem vai confinar é em relação à concentração de oferta dentro de um curto período
– Quando o meu boi estiver pronto, o do vizinho também vai estar, e então você passa a ter uma concentração de oferta muito grande em um determinado espaço de tempo. Isso é uma pressão negativa no mercado e, por isso, nós induzimos para que haja uma trava de preço porque a atividade demanda muito investimento – explica o consultor.
Já o consultor José Vicente Ferraz alega que o conflito com a indústria acontece com o pecuarista tradicional, que ainda confina apenas como forma de driblar a temporada de inverno. Mesmo assim, ele acredita que esse cenário esteja com os dias contados.
– Vai continuar uma situação incerta, mas muito mais administrada, mais inteligente, onde serão buscadas parcerias e a divisão de riscos e lucros. O mercado está mudando, não apenas no Brasil, mas principalmente lá fora, em que isso vai ser uma necessidade. Quando é necessário, as coisas acontecem – enfatiza.
Na opinião de Micheloni, a própria indústria tem interesse que haja o confinamento de modo a suprir a demanda. O especialista salienta que, no entanto, quem está confinando quer ter retorno e garantias, o que leva à necessidade de contratos que sejam bons para ambas as partes, o que deve aproximar as cadeias.
Fonte: Canal Rural – 17/07/2012
COMENTANDO
Esta é uma briga que já perdura por muito e muito tempo. Já lido com pecuária há mais de 20 anos e especificamente na empresa GEPECORTE há quase 15 anos.
Em todo este tempo a luta do pecuarista por ver melhor remunerado seu produto e consequentemente um bom retorno do seu investimento é de certa forma desigual.
Por outro lado os frigoríficos reclamam da incerteza da oferta (por isso têm se dedicado a atividade do confinamento ) da qualidade do produto oferecido (o boi), e das baixas margens de rentabilidade da atividade.
No meu entender o que falta é a modernização da pecuária, com instrumentos de gestão eficientes que permitam ao fazendeiro gerir seu negócio dentro dos padrões acadêmicos de gerenciamento,  aliado a sua capacidade criativa para adaptar-se e produzir um boi de qualidade no menor tempo possível. No entanto é preciso que a indústria reconheça quando receber nos seus currais de abate um produto diferenciado, e resolva pagar por êle também um preço diferenciado.
Por sua vez a rede varejista (supermercados especialmente ), elo importante desta  cadeia, tem que participar dando tb sua contribuição.
Ou seja a situação pode ser resumida em aplicar-se uma nova regra de mercado onde a relação correta entre fornecedor e consumidor deve ser o ganha-ganha, onde todos os participantes são bem remunerados e o consumidor final terá na mesa de sua casa, nas churrasqueiras de fim de semana um bom produto.
GEPECORTE

Mapa lança Comitê Estratégico do Agronegócio

O ministro da Agricultura (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, lançou na manhã desta segunda-feira,23, o Comitê Estratégico do Agronegócio. Em seguida, o ministro coordena a primeira reunião do Comitê Estratégico, onde será discutido o Plano de Ações Estratégicas do Mapa de 2012 a 2014. “Estamos criando, a partir de hoje, muito mais do que uma nova instância consultiva junto ao ministério. Estamos cuidando da administração pública para o bem de todos os brasileiros”, ressaltou. A iniciativa integra a programação de aniversário de 152 anos do ministério, comemorado em 28 de julho.
O comitê será composto por 15 membros já divulgados no Diário Oficial da União do dia 20 de julho, mais dois integrantes que serão indicados pelo Senado Federal, com limite de até 20 representantes. Coordenado pelo ministro da Agricultura, o comitê pretende definir prioridades a serem estabelecidas na formulação das políticas agrícolas, contribuir na fixação de diretrizes, indicadores e metas de desempenho do agronegócio e suas respectivas cadeias produtivas, e ainda avaliar e acompanhar as ações governamentais aplicadas ao desenvolvimento e sustentabilidade do agronegócio nacional.
“Este comitê nos ajudará no aferimento dos resultados, na implementação do Plano Agrícola e Pecuário ou mesmo na condução de programas estratégicos para o ministério e para o governo. Além de ampliar o diálogo do ministério com as cadeias produtivas, e produtores e construir uma agenda estratégica para o desenvolvimento do nosso agronegócio”, destacou Mendes Ribeiro.
Pelo menos duas vezes ao ano, nos meses de abril e novembro, o grupo se reunirá, em Brasília. No entanto, poderão ocorrer encontros extraordinários por convocação do seu presidente ou por solicitação subscrita de dois terços dos integrantes.
Fonte:Portal DBO – 23/07/2012

Produção de leite no país pode crescer 4%

A produção formal de leite no país poderá crescer de 3% a 4% em 2012, segundo projeção divulgada pela Scot Consultoria a partir da análise de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, conforme o IBGE, foram 21,8 bilhões de litros. Considerada também a participação do leite informal, que não passa por laticínios e cooperativas, o volume alcançou cerca de 31 bilhões de litros.
No primeiro trimestre deste ano, o IBGE registrou a captação "formal" de 5,7 bilhões de litros, 4,4% mais que em igual intervalo de 2011. A região Sul, que lidera a produção nacional, puxou o incremento verificado, com alta de 15,7%.
Apesar dos índices negativos registrados em abril (queda de 5,5% na captação nacional) e em maio (3%) e da ligeira alta em junho (aumento "preliminar" de 1,4%), a expectativa é que a produção leiteira retome sua força no segundo semestre, quando termina a entressafra e as pastagens tornam-se de melhor qualidade.
A projeção não descarta as pressões que podem influenciar os resultados. Entre elas estão o aumento dos custos causado pela alta dos preços dos farelos - consequência das cotações elevadas dos grãos - e a interferência do clima, cuja estiagem causou graves danos em algumas regiões do país.
Fonte:O Leite – 17/07/2012

Preço da arroba do boi registra valor mais baixo dos últimos quatro anos

A falta de reação do preço do boi gordo nesta entressafra é uma situação pouco comum para os pecuaristas do Centro-Oeste e do Sudeste. A arroba do boi, que em julho de 2008 atingiu o pico de R$ 114, está sendo negociada por R$ 91.
A entressafra deste ano está sendo bem diferente do que o produtor está acostumado. O pasto, que deveria estar amarelado e seco, continua verde por causa das chuvas dos últimos meses. O frio do inverno também atrasou e ainda não houve geada. O resultado é a economia na alimentação do gado.
Cerca de 800 animais estão no campo nos 500 hectares da propriedade do pecuarista Edi Ruiz. O produtor, que esperava a seca, preparou-se para colocar parte do rebanho no confinamento. Como ela não veio, o pasto foi a alternativa para engordar o gado e reduzir os custos.
Apesar do bom pasto, o produtor vive um momento complicado. O preço da arroba está no valor mais baixo dos últimos quatro anos. Em julho de 2008, a arroba em São Paulo atingiu o pico de R$ 114. Depois, entrou em queda e subiu um pouquinho no ano passado para R$ 104. Agora, está em R$ 91.
O criador, que resolveu não segurar o gado no pasto para esperar a reação no preço, pretende negociar nos próximos dias 72 animais que já estão preparados para o abate.
Os frigoríficos dizem que um dos principais motivos para o preço baixo é a boa oferta de gado no mercado. Os currais nos abatedouros estão cheios. No primeiro semestre deste ano, a exportação brasileira de carne bovina cresceu 2%, mas diminuiu 3% em receita por causa da queda de preço da carne no mercado internacional.
Fonte:Beef World – 23/07/2012

Pecuária de corte apresenta ligeira alta nos custos de produção em julho, aponta consultoria

Os custos de produção da pecuária de corte de baixa e alta tecnologia tiveram aumento de 1,8% e 1,2%, respectivamente, em julho, segundo a Scot Consultoria. A alta acumulada nos primeiros sete meses deste ano, conforme levantamento da empresa, foi de 4,7% para os sistemas de baixa tecnologia e 5,3% para os de alta.
Os técnicos da Scot apontam que até meados de julho a cotação da arroba do boi gordo em São Paulo caiu 7,1%. Portanto, além dos custos em alta, o pecuarista se depara com um preço menor do produto. Isto retrata o encurtamento de margens da atividade. O destaque entre os componentes do custo foi para o item alimentos concentrados proteicos, cuja alta, em média, foi de 3,7%.
Fonte:Canal Rural – 23/07/2012




Seca estimula uso de proteína animal

O abate de animais por consumo de proteína animal na Bahia no primeiro semestre de 2012 já é 68% superior ao registrado em todo o ano de 2011, quando 44 bovinos foram sacrificados. Neste ano, o número chegou a 74 animais. A morte dos animais é praxe para evitar casos de encefalopatia espongiforme bovina (EEB), ou mal da vaca louca. Os dados são da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab).
O uso de cama de frango ou produto de origem animal para alimentar os bovinos foi identificado em duas propriedades em Feira de Santana, uma de Vitória da Conquista e outras duas de Ribeira do Pombal. "A redução do uso destes produtos é notória desde que intensificamos as ações para mitigação de risco de EEB em 2010. Contudo, o Estado passa por uma seca rigorosa e os produtores optam por esse tipo de alimento porque a situação está caótica", relata o coordenador estadual do Programa de Controle de Raiva e Outras Doenças Transmissíveis da Adab, José Neder Moreira Alves.
Ele explica que os pecuaristas da região são orientados a buscar alternativas de alimentação e a evitar o uso de proteína animal. Recentemente, o governo liberou a venda de milho a balcão por preços abaixo do mercado para atender os criadores. "Se usar, o produtor resolve um problema a curto prazo, mas prejudica a si mesmo e ao País", pondera Alves.
Ele também atribui o uso de proteína animal na alimentação de bovinos a uma questão cultural. "É difícil mudar um comportamento. Na década de 80 isso foi difundido por ser alimento barato e com valor nutricional razoável", argumenta.
A secretaria atuará de forma intensiva nas áreas de maior risco para evitar que mias produtores solucionem a falta de alimentos na seca desta forma. "Nossa expectativa é que o produtor entenda e colabore", salienta Alves.
Fonte:Boi Pesado – 20/07/2012
COMENTANDO
Boa parte do território baiano sofre neste momento uma estiagem prolongada e em algumas regiões poderíamos afirmar atípica. No entanto este fato não deve ser desculpa para que produtores se utilizem irresponsavelmente de proteína animal na alimentação do seu rebanho, que sabemos está neste momento sem pasto para ingerir e em alguns casos até sem água para beber.
O uso da proteína animal comprovadamente provoca doenças sérias e com consequências muito graves tanto de natureza econômica quanto sanitária. Inclusive para o ser humano. Vide caso da Vaca Louca.
Existem alternativas viáveis tanto do aspecto produtivo quanto de custos para se suplemnetar um rebanho que esteja sofrendo com a seca. Já citamos várias delas aqui neste blog quanto na nossa fanpage (https://www.facebook.com/#!/GepecorteGerenciaDePecuaria). É de responsabilidade do pecuarista fazer sua parte e não jogar por terra todo um trabalho de sanidade animal que o estado e o país vem fazendo no intuito de atingirmos o mercado mundial de carnes e não sofrermos restrições sanitárias, já que as econômicas , aqui e acolá sempre aparecem.
É uma pena que ainda existam pecuaristas com uma visão tão pequena da importância da sua atividade.
GEPECORTE

Governo autoriza medicamento genérico e similar para uso veterinário

O governo federal decidiu autorizar o registro, a prescrição e o uso de medicamentos genéricos e similares por animais no país. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20).
A lei 12.689, de 19 de julho, vale para substâncias químicas, biológicas ou geneticamente modificadas encontradas em remédios, vacinas, antissépticos, aditivos, produtos para embelezamento e itens de aplicação ambiental, como pesticidas e desinfetantes.
A nova medida diz que essas drogas veterinárias podem ser usadas individual ou coletivamente, de forma direta ou misturada a alimentos, para prevenir, diagnosticar, tratar ou curar doenças.
Todos os produtos farmacêuticos genéricos ou similares devem ter sua eficácia, segurança e qualidade comprovadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que deverá coletar amostras desses compostos e também vai se encarregar da fiscalização.
Os medicamentos genéricos são representados por seu princípio ativo e custam menos que os chamados "de referência", pois não têm marca. Os similares também são mais baratos, mas informam um nome fantasia e o composto ativo, após o vencimento da patente do laboratório que a detém. Ao contrário do genérico, o similar pode não ser "bioequivalente" ao produto de referência, ou seja, igual quanto a efeitos, segurança e eficácia.
Ambos os remédios, porém, devem ter os mesmos princípios ativos, indicação terapêutica, concentração, forma, via de administração (oral, injetável ou para passar na pele) e dosagem que os de marca. Mas podem se distinguir em características como tamanho, formato, embalagem, rotulagem, prazo de validade e substâncias usadas na fórmula para "ligar" ou dissolver outras.
Além da comercialização de medicamentos genéricos por animais, a resolução federal fala sobre a promoção de programas técnico-científicos para melhorar a qualidade e a eficácia dos remédios veterinários no Brasil.
Fonte:Beef World – 20/07/2012
COMENTANDO
Da mesma forma que ocorreu nos medicamentos para humanos, a autorização (pelo MAPA) para que os remédios veterinários possam passar a ter fórmulas genéricas, o importante é que esta autorização, traga preços menores e diminuição de custos para os pecuaristas e criadores de animais em geral já que a autorização tb se estende a linha pet.
Caberá ao produtor, junto a comunidade veterinária, utilizar-se dos filtros para uma boa escolha entre genérico e de marca sem perder a eficácia da droga.
Aliando-se a isto a economia de custos no trato sanitário do rebanho, certamente os resultados serão muito interessantes para a pecuária.
GEPECORTE

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os frigoríficos pretendem alterar a cadeia da carne para ganhar novos mercado

Os frigoríficos pretendem alterar a cadeia da carne para ganhar novos mercados e aumentar o faturamento.
Em vez de sair à procura de clientes após abater o gado, pretendem vender o produto antes mesmo de adquiri-lo.
Hoje, a indústria compra o gado, abate os animais e vende a carne. A nova proposta é primeiro vender a carne, para só depois abater o animal que se enquadre exatamente nas exigências do comprador.
Antônio Camardelli, presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), espera que, com isso, os frigoríficos atendam melhor o mercado e fidelizem o cliente, além de otimizar a produção.
"Hoje, se o boi tem 20% de gordura e o cliente quer apenas 10%, a indústria tem que retirar o excesso. Com a mudança, vamos procurar o produtor que faça boi com 10% para esse mercado", afirm"Tem que do mercado partir para o boi, e não fatiar o boi e ir atrás do mercado."
Com o modelo atual, afirma Camardelli, o Brasil faz carne "ingrediente", vendida sem valor agregado. Mudando a cadeia, diz, pode chegar à carne "culinária", um pouco mais valorizada, e daí à "gourmet", com alto valor agregado --e com chances de entrar em mercados nobres, como Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul e Japão.
PRODUTOR
Na disputa com frigoríficos pelo preço do boi, os produtores esperam ser remunerados para produzir aquilo que o mercado deseja.
"O Brasil tem como produzir o boi que o consumidor quiser. Mas tem que ser pago por essa qualidade", defende Luciano Vaccari, presidente da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso).
Para Vaccari, produto diferenciado implica custos mais altos. "Se o cliente quiser boi com cupim vermelho, a gente pinta. Mas alguém tem que pagar o cara que vai pintar o boi e a tinta usada."
Ele usa como exemplo as carnes de grife, que já existem no Brasil: têm mais qualidade, mas são mais caras. "Não há como fazer isso sem remuneração."
O preço da arroba bovina caiu 3% em julho, para R$ 93, contrariando a expectativa de recuperação. No início do ano, a arroba valia R$ 100.
Site Carne – 13/07/2012
COMENTANDO
Se por um lado esta notícia traz um aspecto muito positivo, quando demosntra que um dos elos da cadeia produtiva da carne, está preocupada em atender o consumidor naquilo que êle deseja, assumindo posições modernas de estratégia de gestão e marketing, proporciona que o elo fornecedor (pecuaristas) desta carne diferenciada possa se posicionar perante os outros elos de forma possível pró ativa e positiva. Também êle fazendeiro deve estar interessado que o consumidor esteja na ponta final da cadeia satisfeito com o produto que chega até a sua mesa. Isto é criar mercado cativo e sustentável. No entanto não podem indústria e varejo quere agregar valor aos seus produtos sem também remunerar o produtor com parte deste ganho marginal.O moderno posicionamento de uma cadeia produtiva é o famoso ganha-ganha onde todos os elos saem satisfeitos e justamente remunerados. Não é mais tempo do pecuarista transferir parte de sua renda para frigoríficos e supermercados, com estes capitalizando sozinhos os ganhos e  trunfos de oferecer produto diferenciado ao consumidor.
GEPECORTE

Nova regra para uso de embriões em receptoras zebuínas gera polêmica entre pecuaristas

Criadores de raças zebuínas que usam fertilização in vitro (FIV) e transferência de embriões (TE) como técnicas de reprodução só poderão usar como receptoras vacas zebuínas a partir de 2014. A mudança gera polêmica entre pecuaristas. Alguns alegam que a alteração aumentará o custo, enquanto a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) acredita que valorizará as raças puras.
Alguns pecuaristas já estão se preparando. Aos poucos, no meio das receptoras mestiças, vão surgindo as zebuínas. Na chácara Naviraí, no município de Uberaba, no Triângulo Mineiro, alguns vacas da raça brahmam e guzerá já são usadas como receptoras para bezerros nelore. Ao todo, a fazenda tem cerca de 150 receptoras de raças zebuínas.
A determinação da ABCZ vale para as raças nelore, brahman, cangaian e indubrasil. As associações das outras raças, como gir leiteiro e guzerá, não aceitaram a nova regra.
De acordo com dados da associação, em 2011, somando as técnicas de FIV e TE foram implantados quase 280 mil embriões de raças zebuínas em todo o país. Poderão ser usadas como receptoras zebuínas as fêmeas PO, LA, fruto de cruzamento de zebu com zebu e também aquelas consideradas, pelo fenótipo, como 100% zebuínas, mas estas últimas só durante dois anos.
A mudança trará efeito direto nos bancos de receptoras, que atualmente usam somente animais mestiços de gado europeu. Atualmente, uma fêmea para ser trabalhada como receptora custa cerca de R$ 1,05 mil. A estimativa é que com a medida uma receptora zebuína ultrapasse o valor de R$ 1,5 mil.
Fonte:Canal Rural – 11/07/2012
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Esta mudança realmente traz inúmeras consequências ao mercado de elite em particular, e ao mercado de fêmeas como um todo. Sempre fui partidário da corrente que acha que o uso de recptoras com sangue europeu e especialmente de característica leiteira, deformava a criação/desmama dos bezerros das raças com sangue estritamente zebuíno. Creio que a correção se faz agora com a norma implantada pela ABCZ, quando bezerros zebus só poderão ser criados por fêmeas zebu.
Por outro lado o mercado de recptoras sofrerá uma grande transformação pois haverá valorização de fêmeas zebú, principalmente para raças com caracteristicas leiteiras(gir e guzerá por exemplo) e deverá ocorrer uma sobre oferta de fêmeas européias.
Vamos aguardar como se comportará o mercado já que a norma valerá a partir de 2014.
GEPECORTE

SP: Baixa remuneração desacelera novamente produção de leite

Assim como em maio e junho, julho deve ter nova queda no volume produzido
A produção de leite no estado de São Paulo deve apresentar nova redução em julho, segundo estimativas da Associação dos Produtores de Leite B do estado. Desde maio, os pecuaristas leiteiros vêm reduzindo a produção em função da baixa remuneração que estão tendo com a venda do produto.
Segundo o presidente da entidade, Jorge Rubez, os produtores têm recebido quase 5% a menos no valor do litro do leite em pleno período de entressafra, mas os custos de produção se mantêm elevados. "Em alguns estados, como em São Paulo, o litro do leite caiu de cerca de R$ 0,90 para aproximadamente R$ 0,85", afirma.
Em maio, o índice do Custo Operacional Efetivo (COE), calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Esalq/USP, registrou o maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2008. Em relação a maio do ano anterior, a alta no COE foi de 8%.
O Brasil produz cerca de 31 bilhões de litros de leite ao ano. Toda a produção é destinada ao mercado interno, que é complementado pela importação de leite no Mercosul - principalmente Argentina e Uruguai.
O consumo per capita de leite está chegando aos níveis esperados pela indústria, que seria de 200 litros/percapita/ano. Nos últimos 15 anos, o consumo da bebida quase dobrou, passando de 90 litros/percapita/ano aos atuais 170 litros/percapita/ano.
Fonte: O Leite – 16/07/2012





Aumenta o uso de fertilizantes em pastagens no país

Incentivada pela necessidade de renovação de pastagens e maior produtividade na pecuária, aumentou o uso de fertilizantes nessas áreas nos últimos anos, de acordo com representantes do mercado. Mas como está intimamente ligada à situação econômica da atividade em função do alto custo para aumentar a adubação nos pastos, a demanda pode diminuir se os preços pagos pela arroba continuarem a recuar.
Segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as pastagens representaram 405 mil de um total de 28,3 milhões de toneladas de fertilizantes entregues pelas misturadoras às revendas em 2011, ou 1,4% do total. A fatia recuou em relação a 2010 (1,5%) e 2009 (1,6%), mas o volume aumentou: foram 357 mil toneladas em 2010 e 344 mil em 2009. Soja, milho, cana e algodão representaram 78,6% da demanda no ano passado.
A Heringer, uma das três maiores empresas do segmento no país, registrou aumento de 40% nas vendas anuais de fertilizantes para pastagens nos últimos três anos. A companhia investe no desenvolvimento de tecnologias para esse tipo de adubação e estima que haverá mais crescimento em função dos bons resultados obtidos pelos pecuaristas.
Daniel Latorraca, gestor do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), diz que esse movimento pode ser observado nos últimos três anos, quando o pecuarista enxergou a possibilidade de fazer investimentos para aumentar a produtividade. O IMEA acredita que a seca severa em 2011 em Mato Grosso, que tem 25 milhões de hectares de pastagens no total, também contribuiu para a renovação dos pastos.
Além disso, existe a demanda para manutenção e também para a conversão de pastos em cultivo de soja, processo que exige altas doses de adubo para uma boa fertilização do solo - em torno de 6 toneladas de calcário por hectare, ante 2 toneladas a cada quatro anos numa área em produção, segundo Latorraca. O IMEA estima que, em 2012/13, 300 mil hectares de pastos serão incorporados ao plantio de soja em Mato Grosso. Em 2011/12, o grão ocupou 7 milhões de hectares no estado.
A área com intensa adubação ainda é pequena e quase sem impacto no consumo global de fertilizantes, de acordo com o pesquisador da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro. Ele observa que existe também uma grande área de pasto com resíduos de fertilizantes usados nas culturas de grãos no processo de integração lavoura e pecuária.
O maior uso de adubos pode elevar a produtividade da pecuária de uma média de um animal (um boi de 15 arrobas de peso vivo) por hectare ao ano para entre 2,5 e 3 animais, sem a necessidade de uso das chamadas "forragens conservadas", como silagem, cana ou feno. Patricia Anchão, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, estima que a intensificação da adubação, principalmente com maior cobertura de nitrogênio, pode trazer médias maiores - até 12 animais por hectare nas estações chuvosas de regiões como Sudeste e Centro-Oeste. A Embrapa disponibiliza a técnicos e produtores um sistema de computador que calcula a necessidade adequada de aplicação de adubos a partir do tipo de solo e quantidade de animais.
Fonte:Boi Pesado – 16/07/2012
COMENTANDO
A maioria dos pecuaristas vive este dilema em aumentar os custos de produção utilizando-se da adubação de pastagens, e com isso obter melhores rendimentos e ganhos de peso expressivos no seu rebanho, ou ser conservador e não conseguir produzir mais carne, leite ou bezerros por ha/ano.
Evidente que a decisão irá primeiramente passar pela capacidade de investimento (caixa) deste fazendeiro . Partindo do pressuposto que existe esta disponibilidade, não temos receio em afirmar que o aumento de custeio e investimento  no uso de adubação das pastagens traz retorno e ganhos expressivos ao desempenho econômico financeiro do empreendimento. O que também é preciso cultivar é o hábito que não está presente na cultura de gestão do fazendeiro de tratar o seu pasto como agricultura. Talvez este seja o primeiro passo a ser dado. Mudar a forma de cuidar das nossas  pastagens, nos tornando eficientes agricultores de capim.
GEPECORTE




Médias da arroba do boi gordo registram quedas diárias em São Paulo, segundo o Cepea

O ritmo de negociações no mercado pecuário continua lento, desde a reposição até o atacado, de acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Operadores de todos os segmentos da cadeia se mostram receosos para fechar novos negócios, participando do mercado apenas quando necessário.
Com a liquidez baixa, segundo a entidade, as médias da arroba têm registrado quedas diárias, mesmo com a oferta de animais relativamente restrita. Nessa quarta, dia 11, o Indicador do boi gordo Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 91,22 (à vista, São Paulo) recuo de 1,46% entre 4 e 11 de julho.
Fonte:Canal Rural – 12/07/2012