segunda-feira, 21 de maio de 2012

Integração Lavoura, Pecuária e Floresta revolucionando o agronegócio brasileiro

As vantagens e potencialidades do sistema de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) foram abordadas durante o XXIII Fórum ABAG-Cocamar, na última sexta-feira (18), em Maringá (PR). Fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira do Agronegócio e a Cooperativa Agroindustrial, o evento contou com cerca de 500 participantes, entre lideranças, pesquisadores, produtores e convidados.

Segundo o pesquisador da Embrapa, João Kluthcouski, existe no Brasil dois milhões de hectares onde é realizada alguma forma de integração e mais 100 milhões de hectares de pastos ainda degradados. Apresentando um estudo de caso da Fazenda Santa Brígida, localizada em Ipameri (GO), ressaltou que a ILPF vai ser a maior das revoluções verdes no mundo todo. Com a introdução do sistema, a propriedade passou a produzir o ano todo e é considerada uma referência em manejo sustentável no país. “Tenho alta produtividade no grão e na carne. É um sistema perfeito!”, confirma a proprietária, Marize Porto Costa.
Fonte:Agrolink


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Exportações brasileiras de carne bovina industrializada registram queda em abril

Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em abril, as exportações brasileiras de carne industrializada diminuíram. Na comparação com março, o faturamento de US$ 64,6 milhões foi 10,1% inferior. O volume embarcado caiu 6%, ficando em 37,9 mil toneladas equivalente carcaça.
Em relação a abril de 2011, o faturamento e o volume foram 2% e 9,2% inferiores, respectivamente. Os Estados Unidos, Reino Unido e Angola são os principais destinos da carne bovina industrializada brasileira.
Fonte:Beef World – 15/05/2012

Preço pago ao produtor de leite deve crescer na maior parte do Brasil em maio

O preço pago ao produtor de leite deve ter um aumento entre R$0,01 e R$0,05 por litro nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. O pagamento de maio remunera a produção de abril.

De acordo com dados da Scot Consultoria, a curva de produção segue em queda nessas regiões. A menor oferta dá sustentação ao mercado, apesar de relatos de recuos nas vendas de produtos lácteos nas últimas quinzenas.
Para o Sul do país, a expectativa é de manutenção do preço do leite pago ao produtor. Segundo analistas, o clima será decisivo para o desenvolvimento das culturas ou pastagens de inverno no Sul do Brasil e, consequentemente, para a produção.
Fonte: Canal Rural – 15/05/2012


Debate contra concentração de frigoríficos ganha força no país

A busca para frear a linha ascendente da concentração das indústrias frigorificas nas mãos de poucos grupos e a linha descendente dos pequenos frigoríficos, ganha força no Brasil, principalmente nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que detêm os maiores rebanhos bovinos brasileiros.

"Estamos em busca de explicação para saber por que alguns grupos foram abençoados com recursos públicos vindos do BNDES e outros não?", pergunta o superintendente da Acrimat - Associação dos Criadores de Mato Grosso, Luciano Vacari.
Os pequenos frigoríficos não tiveram, e continuam não tendo, ajuda do crédito oficial para se manter "e o resultado disso é que o pequeno fecha por falta de crédito e o grande, que foi abençoado pelo BNDES, compra o pequeno e gera a famigerada concentração".
Informações da Acrissul dão conta que a concentração da indústria frigorifica hoje é algo tão preocupante que somente 8 frigoríficos respondem por 29,4% de todo o abate no País. Em Mato Grosso do Sul três frigoríficos respondem dos 70% dos abates. "É preciso que saibamos nos posicionar em relação a este entrave que vem sendo desenhado pela concentração da indústria frigorífica. Se não agirmos unidos e com eficiência, poderemos nos tornar no futuro meros integrados, como já acontece na produção de suínos e aves", compara Chico Maia, presidente da Acrissul.
O BNDES, imputou ao povo brasileiro, prejuízos através de sociedades firmadas com grupos frigoríficos". Vacari ainda pondera, que "se o BNDES pulverizasse esse crédito a situação seria bem diferente e o banco deve explicações sobre isso, não só aos produtores, mas à sociedade brasileira, que no final é a que paga a conta".
Participam da reunião em Campo Grande, o presidente da Acrimat, José João Bernardes, e o vice-presidente, Jorge Pires e o superintendente, Luciano Vacari, o presidente da Acrissul, Francisco Maia, da União Democrática Ruralista, comparece o presidente Luiz Antônio Nabhan Garcia, e do Pará estará o presidente da Associação dos Exportadores de Boi em Pé, Gil Oliveira Reis.
OPINIÃO
Está crescendo em algumas regiões o movimento contra a alta concentração na mão de uns poucos frigoríficos da comercialização de carne bovina, gerando um desequilíbrio na negociação que prejudica bastante os produtores. A notícia da reunião no Mato Grosso do Sul das Associações de Produtores foi veículada ontem neste Blog, e agora vamos aguardar o que surgirá de concreto que possa melhorar a relação entre produtor e indústria. Estamos de olho.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Gepenews

Agora também via celular!


Encontro discute estratégias para ações de inspeção em 2012

A diretoria de Inspeção da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, realizou na última semana, no município de Entre Rios, uma oficina para a elaboração das metas e estratégias de trabalho para 2012. Durante o encontro, fiscais Estaduais, médicos veterinários, técnicos e colaboradores da Agência que atuam com a inspeção de produtos de origem agropecuária receberam informações sobre as atividades desenvolvidas em 2011, identificaram os desafios do setor e debateram as perspectivas para 2012.

Os participantes também tiveram seus conhecimentos atualizados quanto às auditorias do Sistema Brasileiro de Inspeção (SISBI), processos de rotulagem e sobre a cadeia produtiva do mel. Análises Laboratoriais Projeto de Matadouro Avícola e a consolidação da cadeia produtiva da carne constaram na pauta de discussões, assim como os sistemas de produção de leite desenvolvido dos EUA e no município baiano de Jaborandi. Ao final dos debates os participantes do encontro elaboraram o planejamento estratégico das ações de inspeção da Adab em 2012.
Fonte:Ascom Adab

Ministro da Agricultura critica itens do Código Florestal

O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, disse nesta segunda-feira (14/5) que o governo está examinando “exaustivamente” o texto do novo Código Florestal Brasileiro para tomar a decisão de vetá-lo totalmente ou parcialmente. A presidenta Dilma Roussef tem até o dia 25 para decidir.

Mendes não acredita que seja necessário um veto total, mas indicou alguns pontos que, segundo ele, estão inadequados.
“Tivemos os parágrafos 4º e 5º do [Artigo] 61 que, do meu ponto de vista, prejudicam o pequeno produtor. E existem outros textos confusos, mas esse exame está sendo feito com todo cuidado e, na data do veto, o governo fará o veto”, disse o ministro.
Os parágrafos citados se referem à recomposição das áreas de preservação permanente (APP) em margens de rios. De acordo com o texto, os imóveis rurais, independentemente do tamanho, com áreas consolidadas em APP ao longo de cursos d'água naturais com largura até 10 metros devem recompor as margens em 15 metros.
“Recebi o projeto na semana passada. Existem observações que deviam ser e foram feitas à Presidência”, ressaltou o ministro.“O governo, dentro do prazo, vai examinar exaustivamente o projeto e vai tomar a decisão, encerrando o processo legislativo”, explicou.
Independentemente da decisão presidencial, Mendes Ribeiro disse que a discussão sobre o código representou um avanço. “O preconceito com a área rural diminuiu e o conhecimento sobre a capacidade de produzir do trabalhador [rural] brasileiro ficou bem registrado. Amadurecemos, a educação ambiental cresceu, nós só ganhamos.”
Fonte: Globo Rural – 14/05/2012
OPINIÃO
É uma pena que o Código Florestal que levou um longo período até ser votado e aprovado nas duas casas legislativas, tenha sido instrumento não de amadurecimento, por parte de todos os orgãos, entidades, classes envolvidas e sim fonte de radicalismo por parte tanto de ambientalistas quantos de setores produtivos.Perdemos a oportunidade de criar uma legislação ambiental com responsabilidade social, com respeito ao meio ambiente que vivemos, sem no entanto inviabilizar o desenvolvimento do país, Agora estamos sujeito a ver o Código Florestal ou não exercer o verdadeiro e correto papel de ordemento jurídico nas questões ambientais ou ser inteiramente vetado pela Presidente Dilma , e tendo que começarmos todo o processo novamente, o que pode mais uma vez levar anos e não termos a tão necessária legislação florestal.

Estudos buscam melhoraria na eficiência alimentar de bovinos de corte

Entre os diversos índices de eficiência alimentar, o consumo alimentar residual tem sido o mais estudado e o mais discutido como critério de seleção de animais. Programas de melhoramento genético de bovinos de corte de países como Austrália, Canadá e Estados Unidos e mais recentemente o Brasil tem considerado o seu uso.

Porém, duas teses recém defendidas na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), demonstraram que os animais mais eficientes conforme o índice possuem menos gordura entremeada na carne. Segundo a pesquisadora da Esalq, Michele Lopes do Nascimento, isto indica que a seleção genética dos animais por este índice de eficiência pode ter impactos negativos sobre a qualidade da carne.
– Então quando selecionar esses animais eficientes e eles deixam de ter essa característica que é muito bem aceita no mercado, isso é um ponto negativo da seleção. Então basicamente esse é um dos resultados mais recentes que a gente tem e que faz a gente pensar se realmente se deve utilizar esse índice ou não – afirma.
Os resultados das duas teses sugerem que 30% da variação observada para este índice de eficiência são explicados pela produção de carne mais magra. Melhorar a eficiência do rebanho é muito importante para reduzir o custo de produção e impacto ambiental da atividade, mas se houver prejuízo na qualidade e aceitação da carne pelos consumidores isto se torna muito perigoso. A pesquisadora da Esalq afirma que hoje a pecuária tem que ser uma atividade empresarial e a eficiência alimentar é uma vertente desse contexto.
– Na hora em que se tenta manter a eficiência como um todo, com controle, com pesagens dos animais, você precisa saber quanto seus animais estão ganhando, quanto eles consomem, quanto eles te custam, se aquela matriz que está no seu rebanho está dando lucro, ela está sendo eficiente, se tem controle dela. Então acho que a eficiência no sentido global é a palavra que deve ficar na cabeceira de todo o produtor – salienta.
Outra conclusão importante destas duas teses é que seria possível desenvolver duas linhagens genéticas distintas. Uma para produção de carne de qualidade e outra para produção de carne de forma mais eficiente, que seria mais magra.
Fonte: Beef World – 14/05/2012


Pecuaristas do país se mobilizam contra monopólio da cadeia da carne

As principais entidades representativas do setor pecuário nacional realizam na segunda, dia 14, em Campo Grande (MS), uma mobilização contra a concentração da cadeia da carne bovina no País. De acordo com o presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrisul), Francisco Maia, grandes grupos frigoríficos estão comprando empresas pequenas e médias, ampliando o risco de monopólio no setor.

Alguns frigoríficos menores são adquiridos e fechados ou levados à falência, deixando os pecuaristas sem opção para a venda de bois. A concentração, segundo ele, favorece a manipulação de preços.
- A arroba do boi caiu 6% nas últimas semanas, mas não houve redução de preço para o consumidor ,afirmou.
— É preciso que saibamos nos posicionar em relação a este entrave que vem sendo desenhado pela concentração da indústria frigorífica. Se não agirmos unidos e com eficiência, poderemos nos tornar no futuro meros integrados, como já acontece na produção de suínos e aves — compara Maia.

Ele diz que esse alerta encontra respaldo em todas as análises de mercado.
Participam também da mobilização a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Exportadores de Boi em Pé do Pará, Associação Brasileira de Criadores de Gado Zebu (ABCGZ), Associação Nacional de Produtores de Bovinos de Corte (ANPBC), Associação de Fazendeiros do Alto Xingu (AFAX), Sociedade Rural Brasileira (SRB) e União Democrática Ruralista (UDR).
Fonte: Beef World – 14/05/2012

 OPINIÃO
Sempre que se discute as relações entre produtor e indústria frigorífica, fica clara a desvantagem,dos fazendeiros em relação ao setor industrial. Não creio que somente o alto poder de barganha, ditado pela característica de "commoditie" da carne bovina exercido pelos frigoríficos, possa ser responsabilizado por esse desnivelamento. Não há dúvida que a concentração por que passa atualmente o setor tem agravado a situação. Ainda mais quando o BNDES, que no meu entender, tem extrapolado a sua função como agência de fomento, vem injetando grande somas de reais em conglemerados frigoríficos. Mas será preciso que os produtores assumam sua importância como classe, e se utilizam deste poder, com ferramentas modernas de gestão de mercado que certamente lhes possibilitará melhores negociações no futuro.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cadeia da carne bovina deve mirar mercados emergentes, diz estudo

O avanço da cadeia de carne bovina no Brasil está na conquista de mercados emergentes como Ásia, Oriente Médio e Norte da África, que devem incrementar suas compras em 5% neste ano, para 8,2 milhões de toneladas. A crise econômica que teve início nos EUA e depois chegou à Europa ajudou a acelerar a mudança do mapa do comércio mundial de alimentos. Se em 1965 os países em desenvolvimento representaram 15,4% das importações mundiais de carnes, em 2010 essa fatia chegou a 55,4%.

As perspectivas para o segmento dentro do próprio país não são menos otimistas, com a ascensão econômica da classe C, que representa 54% da população brasileira. Com renda mensal familiar média de R$ 2.900, o perfil desse consumidor mudou rapidamente, em especial na área de alimentação. Uma das mais significativas transformações está no aumento de 4,2% das compras de carne bovina de primeira, em especial filé mignon e picanha.
A avaliação sobre negócios e oportunidades dessa atividade que sempre teve papel fundamental no Brasil faz parte do estudo "Caminhos da Pecuária - Estratégias para a Cadeia Produtiva da Carne Bovina no Brasil", que foi encomendado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e elaborado por uma tripla parceria entre USP, Centro de Pesquisa e Projetos em Marketing e Estratégia (Markestrat) e Scot Consultoria.
Segundo o levantamento, a cadeia movimentou US$ 167,8 bilhões em 2010 (ano-base do estudo), somando-se todas as vendas realizadas - como insumos utilizados nas fazendas, cercas e medicamentos e animais vendidos aos frigoríficos - até chegar nas carnes e subprodutos comercializados pelas indústrias. "É uma atividade que gera 7 milhões de empregos, US$ 16,5 bilhões de impostos agregados e faturamento de US$ 42 bilhões para os frigoríficos, dos quais 89% foram contabilizados no mercado interno e 11% com exportações", informa o autor Marcos Fava Neto, coordenador científico do Markestrat e professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP em Ribeirão Preto (SP).
Para ele, mesmo que o principal mercado da indústria ainda seja o interno, que absorve 91% da produção nacional estimada em 9,17 milhões de toneladas - o segmento precisa intensificar o comércio Brasil afora, não apenas em emergentes tradicionais como Rússia e China. "Há forte ascensão no Egito, Irã, Malásia, Filipinas, entre outros". Fava Neves ressalta que o Brasil é atualmente o principal exportador de carne bovina do mundo, com 20% do mercado internacional e vendas que geraram faturamento de US$ 3,9 bilhões, resultado do comércio de 953 mil toneladas.
No entanto, para que ambos os mercados - interno e externo - não corram o risco de serem mal atendidos, o estudo da Abiec projeta aumento na produção em 2017 para 14,9 milhões de toneladas, com excedente de cerca de 5,3 milhões de toneladas. Segundo Fava Neves, muitas razões podem ser atribuídas para este crescimento, incluindo crédito rural para a renovação dos rebanhos e melhoria na genética e nas pastagens que vão aumentar o tamanho das criações e permitir maior oferta de animais prontos para o abate. "Alguns frigoríficos têm feito parceria com produtores para aumentar o número de animais confinados e mantê-los prontos para o abate durante todo o ano", informa.
Fonte:Site da Carne – 23/04/2012



SECOU!

A grande maioria das regiõs agropecuárias da Bahia enfrenta prolongado período de estiagem, sem chuvas expressivas e com os institutos de pesquisa espacial avisando que o quadro não é muito animador - Não há perspectivas de chuvas de monta para os próximos dias- Já são inúmeros municípios com decreto de emergência e calamidade pela seca.
Instalou-se o caos!
E o termômetro mais eficaz que muitos institutos e previsões do tempo, é você andar pelo interior da Bahia como fiz na semana passada e vê o estado das pastagens e ouvir de fazendeiros, vaqueiros, capatazes, peões etc.. as mais diversas opiniões e boatarias: desde que estamos vivendo novo ciclo de dez anos de seca, a estórias verdadeiras ou não de venda de gado com preços e prazos os mais inusitados possíveis. Na minha região, por exemplo, virou fato que alguém que vendeu vacas com prazo de um ano (o velho conhecido prazo de égua ), ou aquele que entregou o gado para receber no futuro  a metade dos animais.
A que os fatos nos remetem mais uma vez é que infelizmente somos despreparados e pouco planejamos estratégicamente nossas propriedades pecuárias.
A seca, no meu entender, é fato não esporádico mas rotineiro aqui no Nordeste. Se passamos alguns anos mais generosos por parte de "São Pedro", já passamos também a achar que aqui chove igual a região norte  do país.
Temos que assumir que aqui chove pouco e temos seca!
O que precisamos é criar alternativas, planejamento estratégico, para enfrentar estes momentos e superar a crise.
Inúmeras ferramentas podem ser utilizadas, com antecipação é claro, para atravessarmos este período.
Já as citamos tanto neste blog quanto no nosso site em artigos anteriores.
Garanto que tem muito fazendeiro aproveitando-se das condições comerciais citadas acima para ganhar dinheiro.
Certamente estes souberam planejar seua atividade pecuária e agora vão colher os frutos deste planejamento.

Milho e boi gordo tem a melhor relação de troca para pecuaristas em 13 meses

Em São Paulo, de acordo com pesquisa da Scot Consultoria, são necessárias 4,75 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de milho grão. A relação de troca é melhor dos últimos 13 meses para os pecuaristas.

O preço do insumo caiu 8,8% em abril, na comparação com março. A retração é reflexo da maior oferta no mercado interno, com a colheita da safra de verão finalizada. A expectativa de uma maior produção na safrinha também colabora com a pressão de baixa.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção pode chegar a 29 milhões de toneladas de milho na segunda safra, 35,1% mais que o colhido na safrinha passada. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do grão está cotada em R$ 460,00 (preço médio) em São Paulo.
Fonte:Canal Rural – 20/04/2012

Tanto como estratégia de suplementação alimentar na seca, quanto estratégia econômica, o milho tem sido largamente usado na alimentação bovina em confinamentos e semi-confinamentos.Particularmente temos recomendado o uso deste grão junto ao núcleo mineral específico para semi-confinamento e os resultados encontrados nas propriedades que adotaram esta ferramenta têm sido bastante compensadores. No último ano de 2011 em função da alta do preço do milho estes resultados ficaram com margens mais estreitas. Neste momento de safra no oeste da Bahia voltamos a ter preços que estão compensando a adoção do semi-confinamento como estratégia bem interessante para, como dissemos, tanto reduzir o impacto da seca quanto obter resultados econômicos financeiros satisfatórios.
Consulte-nos, marque uma visita e mostraremos como se utilizar da técnica que é muito mais simples do  que pensamos nós pecuaristas.
 Gepecorte
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Agronegócio participou com 36,9% das exportações brasileiras em março

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as exportações totais do Brasil foram de US$20,9 bilhões em março. Os produtos do agronegócio participaram com US$7,71 bilhões, 36,9% do total.

No mesmo mês de 2011 a participação do setor nas exportações totais do país foi de 38,2%. O agronegócio exportou US$7,37 bilhões, dos US$19,29 bilhões totais embarcados pelo país.
As importações brasileiras em março de 2012 somaram US$18,89 bilhões. Deste total, US$1,53 bilhão foi de produtos do agronegócio. Nas importações, o setor representou 8,1%.
A participação do agronegócio nas importações no último mês foi a mesma de março do ano passado. Naquele mês as importações totais foram de US$17,73 bilhões, ante US$1,43 bilhão do agronegócio.
Fonte : Beef World – 20/04/2012

Produção mundial de carne bovina terá que crescer 60%


Para atender a crescente demanda por proteína, impulsionada pelo aumento da população mundial, que deverá chegar a aproximadamente nove bilhões de pessoas em 2050 - em 2011 chegou a sete bi -, a produção de carne bovina terá que crescer cerca de 60%. Hoje, o mundo produz algo em torno de 60 milhões de toneladas do produto e este volume terá que atingir 96 milhões.
Já o volume produzido de todas as carnes, especialmente (bovina, suína e frango) deverá aumentar de 200 milhões de toneladas para 470 milhões. Foi o que destacou o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Eduardo Biagi, em coletiva de imprensa, realizada hoje (17) na capital paulista, para apresentação da Expozebu 2012.
Com base nestes números da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Biagi disse que a demanda será puxada, principalmente pelos países da Ásia e África. Segundo ele, o Brasil, que produz atualmente cerca de nove milhões de toneladas de carne bovina, poderá dobrar a produção nos próximos vinte anos. Em 2011, aproximadamente 16% da carne bovina produzida no mundo foi brasileira.
De acordo com Biagi, genética, recuperação e elevação do padrão tecnológico das pastagens são e serão os pilares da evolução da produtividade da pecuária nacional. Além disso, o presidente da ABCZ ressaltou que a pecuária brasileira, baseada no modelo extensivo - essencialmente marcado pelo boi que se alimenta de capim -, de fato, ocupa mais área, mas tem menos impacto ambiental do que o sistema de confinamento, que no cálculo geral precisa computar custos "ambientais" relacionados à fabricação de rações.
Fonte: Site da Carne – 20/04/2012




EBDA implanta campos de palma adensada em propriedades rurais

Com a estiagem prolongada na maioria das regiões da Bahia esta é uma ótima ferramenta para minimizar os efeitos da seca.

Para evitar a escassez de alimentos aos animais nos períodos de seca no semiárido, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) está implantando campos de palma adensada, em propriedades de agricultores familiares da comunidade de Belo Jardim, distrito do município de Curaçá.

O plantio diminui o espaçamento entre as mudas e utiliza um sistema de irrigação localizada, no qual a água é fornecida por gotejamento, através de emissores, próximo ao caule da planta.
"Nossa região é muito fraca de chuva e sem água não tem capim nem folhas nas árvores para os animais comerem. Desse jeito, eles emagrecem demais. Com esse sistema de produção de palma, a situação vai ser diferente", disse o agricultor e criador de caprinos e ovinos, Gregório de Araújo Neto.
Baixo custo – Segundo o técnico da EBDA, Enivaldo Coelho, o sistema de palma adensada implantado na região é de baixo custo, inclusive com grande economia de água, o que possibilita ao pequeno produtor familiar oportunidade de produzir alimentos para o rebanho durante períodos de estiagem ou com pequeno volume de chuva.
"A cactácea é rica em nutrientes necessários para a alimentação dos animais. O que faltava era palma suficiente para os períodos mais críticos", disse Coelho. O agricultor interessado em implantar, em sua propriedade, um campo de palma adensada deve procurar o escritório da empresa no município e solicitar uma visita técnica.
A chefe de escritório da EBDA em Curaçá, Terezinha Costa, afirmou que "somos uma empresa de assistência técnica e extensão rural (Ater) voltada ao agricultor familiar."
De acordo com ela, além da palma, a empresa disponibiliza inseminação artificial, visando o melhoramento genético do rebanho de caprinos e ovinos, sistemas de irrigação, produção de mudas de árvores nativas da região e construção de barragens subterrâneas para armazenamento de água. "Todas as nossas atividades são realizadas sem nenhum ônus para o produtor

Investidores lucram com o agro

Em tempos de Declaração de Imposto de Renda esta é uma boa dica.


O bom momento do agro brasileiro está abrindo oportunidades de lucro também para as pessoas físicas das cidades. Cada vez mais gente tem investido suas economias em títulos do agronegócio, como indicam os números da Cetip, integradora do mercado financeiro que registra uma boa parte desses negócios.

No ano passado, o volume de títulos do agronegócio registrados na Cetip cresceu 43% sobre 2010, totalizando R$ 21 bilhões (veja o gráfico abaixo). A maior parte desse total está concentrada em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). “A grande vantagem das LCAs é que elas são isentas de imposto de renda para pessoas físicas”, explica o gerente de desenvolvimento de produtos da Cetip, Ricardo Magalhães.
Os títulos do agronegócio servem para financiar as empresas do setor, em geral antecipando valores ou mercadorias que elas têm a receber. Com esses recursos, elas fortalecem os investimentos e o capital de giro. Os investidores que compram esses títulos estão, indiretamente, entregando o dinheiro para as empresas do agro. Em troca, recebem juros sobre o valor investido.
O lastro – ou garantia – dessas operações são os créditos que as empresas do agro têm a receber. No caso das LCAs, especificamente, elas são emitidas por bancos que emprestam os recursos captados ao agro; o lastro, então, são os financiamentos que o agro têm a pagar para o banco.
“Acreditamos que a demanda dos investidores hoje é até maior do que a oferta desses títulos, por isso trabalhamos para que cada vez mais operações de crédito possam servir de lastro para a emissão desses papéis”, conta Magalhães.
Uma prova de que a demanda está reprimida é que os bancos não costumam oferecer o investimento em LCAs para muitos clientes. Em algumas instituições financeiras, o investimento mínimo em LCAs é de R$ 100 mil. Há outros bancos que só emitem LCAs de R$ 1 milhão ou mais.
Embora não faça projeções para o mercado de títulos do agro, Magalhães afirma que o forte crescimento de 2012 não foi uma surpresa. “Esse mercado de títulos foi criado por uma lei de 2004, e o crescimento tem sido consistente desde 2007?, diz o executivo



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Terceirização na Pecuária

Eu abordei a questão da gestão na segunda-feira aqui no bolg e hoje me deparei com esse pequeno comentário sobre terceirização na gestão das fazendas.

Esse é um dos serviços que a GEPECORTE executa: Consultoria pecuária em bovinocultura e todos vocês sabem disso.

Defender essa idéia não é meramente uma questão comercial para nós, mas o fato de termos a certeza que a maioria dos produtores de bovinos da Bahia não vive única e exclusivamente dessa atividade, como também essa atividade não é a sua principal fonte de renda.

Aí mora o perigo! Por não ter a expertise necessária para se tocar uma fazenda, os erros, enganos podem passar sem serem percebidos e isso diminuir absurdamente o seu faturamento, através de maiores custos, maiores desperdícios e ineficiência. Às vezes uma pequena mudança num processo, num fluxo consegue melhorar a gestão e os resultados.

Não gosto, porém de exagerar ou generalizar. Para aqueles que conhecem bem o ramo, dispõem de tempo suficiente elem de gostarem da atividade, só podemos desejar SUCESSO!

Leiam o link: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=52114

Adriana Calmon de Brito Pedreira

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Falando um pouco de gestão...

Muito pouco se escreve fora da academia (teses, dissertações e artigos científicos) sobre a gestão da pecuária. Quando se aborda o tema, o foco é logo levado para a gestão de operações, que de fato é o coração das organizações. Quanto a isso não há o que se discutir.


Primeiro decidimos o que vamos produzir e depois organizamos os outros setores da empresa, os recursos, as pessoas, o local, as formas de comercio etc. Assim é feito um plano de negócio. Pensamos em um produto ou serviços, avaliamos o mercado e depois montamos nossa proposta econômica, financeira, administrativa e produtiva e avaliamos se o negócio é viável.

Passado essa etapa o negócio já tem 70% de chance de dar certo, mas aí surge a pergunta que não quer calar: - quantos produtores rurais fizeram um plano de negócio antes de iniciarem seus empreendimentos, quantos fazem planos de negócio para uma nova estrutura a ser implantada, um novo produto, um novo sistema produtivo, um aumento de área, um aumento de capital etc etc etc.? Quantos?

Esse é um ponto frágil na cadeia, pois como sabemos, o boi é uma commoditie. Os preços são regulados pelo mercado e o nosso produto em geral não tem diferenciação e dentro dessa realidade que o ambiente externo nos apresenta precisamos criar artifícios que nos resguardem dessa ameaça.

Se não agirmos internamente em busca de melhor qualidade de nosso produto, melhor eficiência produtiva, financeira, administrativa e das pessoas teremos resultados medíocres, frágeis, vulneráveis e principalmente insuficientes.

A organização, a empresa, é o ponto chave para a competitividade do produto no mercado. Sua capacidade de lidar com os preços altos e baixos, de reagir às pressões dos fornecedores, administrar as variações da natureza que interferem através do clima, proporcionar eficiência e motivação ao trabalhador são o seu diferencial perante o concorrente ou ainda perante a sua própria sobrevivência.

Amanhã traremos um pouco mais sobre modelos de estratégia para agir e reagir.

Bom inicio de semana a todos.
 
Adriana Calmon de Brito Pedreira

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Produção de Gado de Corte em Pastagens

Produzir carne bovina em sistema exclusivamente de pasto é um diferencial que o Brasil ainda desfruta perante a carne bovina produzida no resto do mundo. É uma produção barata, sanitariamente mais segura, permite custos de produção mais baixos e oferece ao sistema um modelo de produção mais harmônico com o ambiente.

Todas as vantagens não se tornam um diferencial competitivo aos produtores e à cadeia produtiva como um todo, se não houver uso intensivo de tecnologia, um planejamento estratégico adequado e uma integração da cadeia produtiva como um todo.

A tecnologia se destaca para permitir melhorias no manejo, na qualidade da forragem, no forma e nos produtos usados na adubação, nas técnicas adotadas, na genética do rebanho que deve se voltar a cada dia mais produzir carne de melhor qualidade.

O planejamento estratégico com sua função primordial de orientar clientes internos, parceiros e stakeholder sobre os objetivos macro e micro, assim como entender as dificuldades organizacionais apontando as alternativas para solucionar tais ameaças.

A integração da cadeia para que objetivos comuns sejam contemplados, para que a cadeia de valor seja justa e agregue de fato valor ao produto final, para que alianças estratégicas possam ser firmadas em benefício de uma rentabilidade maior do grupo ou troca de tecnologia ou ainda para a produção de uma carne mais adequada ao publico consumidor.

Se não for dessa forma a produção de bovinos a pasto perde sua característica competitiva e se torna um modelo de produção ineficiente, desintegrado, arcaico e fadado ao prejuízo constante.

Trataremos em breve de forma mais profunda os três temas apontados, mas o produtor já deve estar atento,observando os seus pontos fracos, vulneráveis e estudando soluções.
 
Adriana Calmon de Brito Pedreira