quarta-feira, 6 de novembro de 2013

IMPORTÂNCIA DO PLANO DE NEGÓCIO


Primeiramente, precisamos entender o que é um Plano de Negócio (PN). “O PN é um mapa que descreve o caminho que vou seguir na criação e desenvolvimento do meu negócio.”  Bizzotto 2008. O Plano não é o negócio! Ele é um documento vivo, pois deve estar em constante atualização, sendo portanto um processo e não um produto.
Um plano de negócio não existe apenas para iniciar novos negócios, mas também para qualquer ação empreendedora das organizações já estabelecidas, seja para desenvolvimento do negócio, para revisões periódicas, para inserção de novas práticas (de produção de comercialização, de projetos estratégicos, de fusões, ampliações etc).
Quanto maior a dificuldade, as condições adversas e a escassez de recursos, mais importante se torna o desenvolvimento de um plano, porém paradoxalmente, nesses momentos de crise, dificilmente os empreendedores focam no planejamento, pois suas atenções se voltam para as questões emergenciais.
São muitos os benefícios alcançados peça elaboração de um plano de negócio, pois ele obriga ao empreendedor, no nosso caso ao produtor rural, a concentrar-se na análise do ambiente*¹, nos objetivos do negócio, nas estratégias, no modelo, nas competências, na estrutura, nos recursos, nos investimentos, no volume de capital disponível e a ser financiado dentre outros, de forma que lhe permita observar as condições para que o negócio seja viável, diminuindo assim os riscos e a vulnerabilidade.
Também é considerado um benefício do plano de negócio o dimensionamento quantitativo e qualitativo dos padrões de produção, de qualidade e de comercialização que deverão no futuro ser medidos e avaliados periodicamente ao longo da vida útil da organização.
Outro grande e fundamental benefício do PN é a sua utilização como instrumento de comunicação da equipe, pois ele permite que haja uma linguagem comum entre os membros da organização, quem mesmo tendo pontos de vista diferentes, deverão seguir as previsões determinadas no Plano.
Todo o processo de desenvolver um plano de negócio é lastreado em muita reflexão, duvidas, questionamentos, mas à medida que ele vai se aprofundando e formando, todas essas dúvidas vão se diluindo. É fundamental que um Plano de negócio responda as seguintes perguntas:
a)      Qual é o nosso negócio?
b)       Onde estamos?
c)       Para onde vamos?
d)      Quais são os objetivos?
e)      Como vamos alcança-los?
f)       É viável?
g)      Quais os riscos?
Para desenvolver um Plano de negócio o empreendedor dispõe de uma série de manuais, livros, sites que ajudam e orientam nessa execução, porém o cerne da questão não está no modelo, mas na capacidade de capitação, observação, apreciação, análise, interpretação e verificação dos dados disponíveis para preencher o modelo do plano. Por isso muitos empreendedores desistem do plano.
Sendo assim, entender profundamente do ramo, ter visão, saber dosar sonhos e realizações, compreender as varáveis críticas do sistema, assim como saber construir possibilidades futuras, definir claramente o que fazer e o que não fazer é vital para um plano bem elaborado e consistente.
*¹ Abordei essa análise no texto Estratégias competitivas na produção de carne bovina.

Adriana Calmon de Brito Pedreira 

MSc. em Administração Estratégica
Fontes:

BERNARDI, L.A. Manual de plano de negócios – Fundamentos, processos e estruturação. São Paulo. Atlas, 2011, 1ᵃ edição
BIZZOTTO, C.E.N. Plano de Negócios para empreendimentos inovadores. São Paulo. Atlas, 2008.
PORTER, M. E. Competitive advantage: creating and sustaining superior performance. New York: Free Press, 1985. p.1-30.
 
 
 

 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Aftosa. Saiba mais.

O que é a febre aftosa?
É uma doença altamente contagiosa e se espalha rapidamente. Os animais têm febre, aftas na boca, tetas e entre as unhas; se isolam dos outros babam, mancam, arrepiam o pelo e param de comer e beber.
Quais animais podem contrair a febre aftosa?
Bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e animais silvestres que possuam casco bipartido.(duas unhas).
Como a febre aftosa é transmitida?
O vírus está presente na saliva, no líquido das aftas, no leite e nas fezes dos animais doentes. Qualquer objeto ou pessoa que tenha contato com essas fontes de infecção se torna um meio de transmissão para outros rebanhos. A transmissão para humanos é raríssima.
Quais os efeitos da febre aftosa?
A doença pode ser fatal em animais jovens. Os animais afetados não conseguem se alimentar e enfraquecem muito com perda severa de produção de leite e carne. O principal efeito da doença é comercial. Devido ao seu alto poder de difusão, os países estabeleceram barreiras comerciais às regiões onde ocorre aftosa, causando sérios prejuízos econômicos sociais.
O que fazer em caso de suspeita da doença?
Qualquer pessoa que verifique os sintomas nos animais deve comunicar imediatamente ao serviço veterinário oficial. Um veterinário fará a inspeção dos animais e tomará as providências necessárias.
Como a doença é controlada?
A vacinação é fundamental na erradicação e prevenção da aftosa. Se confirmada caso da doença, a principal forma de controle é o isolamento e sacrifício de animais doentes e eliminação de fontes de infecção. Quanto mais rápido for detectada a doença mais rápida será a contenção e menores os prejuízos.

Obs: Já há anos a Bahia está livre desta doença que traz enormes prejuízos comerciais. Somos considerado Zona Livre de Aftosa com Vacinação. Caminhamos em busca do status de Zona Livre sem Vacinação.
Produtor: vacine seu rebanho e leve a sua declaração ao escritório da ADAB de sua região.

Fonte: Adab.Adpatado Gepecorte

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Novembro. Mês da Campanha da Vacinação de Aftosa

No próximo mês de novembro é período do calendário de vacinação contra aftosa.
Não cabe mais alertar para a necessidade e para a importância comercial e sanitária da vacinação contra aftosa. O Brasil como um dos maiores exportadores mundiais da carne bovina tem a obrigação de manter as atuais zonas livres de aftosa, e mais ainda ampliar as fronteiras internas onde a doença está erradicada. A meta atual é para em breve termos o estado da Bahia com o status de livre sem vacinação.
Para isso é preciso que os pecuaristas façam sua parte: vacinando e declarando nas agências da ADAB o rebanho vacinado.
Nesta etapa da vacinação só devemos vacinar os animais até 24 mm de idade.( exceção para as propriedades que se encontram na zona de proteção)*
No intuito de colaborar com os pecuaristas e seus empregados seguem algumas dicas importantes para que a vacinação ocorra de modo tranquilo e eficaz.
1.Compre suas vacinas somente em lojas registradas
2.Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2 e 8 graus centígrados
3.Para transporta-las, use uma caixa térmica; coloque três partes de gelo para uma de vacina.
4.Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação
5.Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado
6.Durante a vacinação mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica; use agulhas novas, adequadas e limpas.
7.Agite o frasco antes de usar a aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml
A higiene e a limpeza são fundamentais para uma boa vacinação
Atenção: Não é quebra de recorde para vacinar. A pressa em vacinar gera acidentes com os animais, peões e não é feita uma vacinação correta.
 
Fonte: Gepecorte. ADAB. SEAGRI

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cotações do Boi Gordo.

Veja a cotação do Boi Gordo para as principais praças da Bahia e o comportamento do Mercado Futuro.



 
 
 
 
 
Cotação Boi gordo / 28.10.2013

PRAÇA
Salvador
Teixeira de Feitas
Amargosa
Itapetinga
São Paulo. BM&F
@/ R$
R$ 105,00
R$ 93,00
R$ 100,00
R$ 100,00
R$ 107,90

Base Posto Frigorífico.Pagamento 30 dd. Fonte: Gepecorte/Tortuga

 
 
Mercado Futuro / 25.10.2013
MESES
OUT
NOV
DEZ
JAN
FEV
MAR
@/ R$
R$ 107,63
R$ 106,15
R$ 105,11
R$ 104,76
R$ 104,26
R$ 102,43
Fonte: BM&F. Beef  Point
 

 


Dia de Campo da Faz. Tapete Mágico

No último sábado (26/10) foi realizado, com grande sucesso o segundo Dia de Campo da Faz. Tapete Mágico localizada no município de Conceição de Jacuípe ( Berimbau ).
Uma realização da Faz. Tapete Mágico e da DSM / Tortuga, em  parceria com a Dow e Maxxi 3 o evento permitiu aos participantes através da palestra do Dr. Rosendo Lopes e com visita ao campo tomarem contato com uma das ferramentas que mais se desenvolve na pecuária baiana. O semi -confinamento.
Quando a estiagem, obrigou a maioria dos fazendeiros do nosso estado a utilizar a suplementação, como solução para alimentar os seus rebanhos, esta técnica acabou tornando-se ótima solução estratégica nas propriedades baianas.
Já se disse que nas crises é que surgem as grandes oportunidades, e o semi-confinamento tem se tornado uma estratégia bastante eficaz na produtividade na engorda dos bovinos.
Utilizando-se de uma mistura simples ( Fosbovi Confinamento 10 x milho grão moído ) mais o volumoso do pasto tem-se conseguido ganhos em torno de 1,3 @ mês na engorda .
Parabenizamos a Faz. Tapete Mágico, a Tortuga e demais participantes pelo sucesso do evento. Em especial a empresa representante, SUPORTE REPRESENTAÇÕES, através do seu titular Gustavo Resende que acompanha o empreendimento sempre em busca dos melhores resultados para o criador.
Para conhecer melhor sobre o semi-confinamento, e se tem vontade de utilizar  esta importante ferramenta na sua fazenda consulte a Gepecorte. ( 71 9965 6881 / 71 3353 3713 )
 
 

A carne vermelha! Vilã ou Heroína da Nutrição?


Já é um fato muito conhecido dos antropólogos que a introdução de alimentos de origem animal foi fundamental para evolução humana. Alguns estudiosos defendem ainda que o desenvolvimento do processo de cozimento da carne foi essencial para o desenvolvimento do cérebro avantajado do Homo sapiens, uma vez que isso tornou a carne mais macia e fácil de digerir.
Durante muito tempo, até o homem começar a desenvolver a agricultura e abandonar sua característica nômade, mais da metade das calorias da dieta humana provinha de alimentos fontes de proteína. Esses dados vem fazendo muitos nutricionistas repensarem se existiria um prejuízo tão grande de fato em uma dieta hiper proteica, como muito tempo se pensou. Hoje muitos estudos vem mostrando que a ingestão de carboidratos e gorduras de forma elevada sem a prática de exercícios físicos é mais prejudicial do que a ingestão elevada de proteínas, principalmente se essa ingestão de proteínas a mais, é acompanhada de exercício físico. Além disso, já existem estudos que mostram que a ingestão de proteínas não afeta a função renal de forma tão prejudicial como muito tempo se pensou, salvo exceções dos indivíduos que apresentam problemas prévios nesse órgão.

Apesar das proteínas oferecerem um quantidade de calorias muito semelhantes aos carboidratos, elas também vem sendo muito usadas não só em estratégias para ganho de massa em atletas como também na perda de peso, uma vez que oferecem mais saciedade por apresentarem uma digestão mais lenta. Muitos nutricionistas recomendam que as carnes, excelentes fontes de proteínas de alto valor biológico, devem compor pelo menos duas das seis ou sete refeições diárias recomendadas para um indivíduo.

Como tudo em nossa alimentação (e em nossas vida), o ideal é manter o equilíbrio, e isso significa manter o consumo moderado de todos os alimentos, inclusive das carnes, na nossa dieta.
Mas as carnes vermelhas? Onde elas se encaixam em tudo isso?
A cor vermelha da
carne do boi é gerada pela presença de mioglobina, proteína que transporta oxigênio para os músculos. É fato que a carne vermelha contém mais gordura saturada e colesterol que as carnes brancas, mas nem por isso ela deixam de ter nutrientes importantes para nossa saúde.
A carne do boi tem uma grande quantidade e variedade de nutrientes essenciais para o desenvolvimento, contém aminoácidos importantes e é um alimento riquíssimo em ferro, e por isso é recomendada para prevenir anemia, principalmente em crianças, gestantes e idosos. A deficiência desse mineral prejudica o transporte de oxigênio no sangue. O zinco também está presente na carne vermelha e é um mineral muito importante para nosso sistema imunológico, regulação hormonal e saúde da pele.

A carne vermelha contém ainda uma boa quantidade de vitaminas do complexo B, que ajudam na formação do DNA e na saúde neurológica. Um vitamina desse complexo que está presente em na carne é a B12. Essa vitamina, assim como o ácido fólico, é essencial para fabricação de células vermelhas e a deficiência destas, pode comprometer desempenho aeróbio. A redução desse desempenho trará muitos malefícios, entre eles a redução do uso gorduras no desempenho de nossas atividades, favorecendo o ganho de peso.
Existe ainda outro argumento mostrando que a retirada da carne vermelha da dieta visando a redução de gordura pode não ser uma estratégia tão eficiente. A exclusão de carne vermelha muitas vezes leva o indivíduo a ingerir uma maior quantidade de carboidratos, em especial os carboidratos simples, que geram picos de insulina no organismo. Esse pico de insulina é responsável pela lipogênese, processo de conversão de glicose (presente nos carboidratos) em triglicerídeos, gorduras que serão armazenada no corpo. Os picos de insulina também podem acarretar em diabetes, uma das doenças que mais cresce no mundo atual.A carne, por apresentar digestão lenta, contribui para redução nesses picos de insulina.

Em se tratando da questão do colesterol, é claro que pessoas com tendência a colesterol ruim devem sempre fazer acompanhamento nutricional e estar mais atentos a alimentação, mas convém lembrar que muitos profissionais da saúde concordam que o colesterol é na verdade, muito mais influenciado por fatores genéticos do que quaisquer outros. O que não reduz a necessidade de indivíduos que apresentem esse quadro estarem atentos a alimentação.
Quando nos questionamos como proceder em relação a carne vermelha na dieta, a resposta acaba sendo um velho clichê: alimentação é equilíbrio. A carne vermelha pode e deve ser incluída na dieta pois, apesar de conter alguns pontos negativos, como todo alimento, ela traz benefícios muito mais significativos para nossa saúde, além de um sabor único e agradável para nossa espécie, a qual está acostumada a ingeri-la há mais de dois milhões de anos.

E, sem dúvida, nossa saúde alimentar inclui também ouvir, com sabedoria, as demandas do nosso paladar.
Manuela Pedreira. Graduanda em Nutrição pela UFBA
Fontes: REVISTA SCIENTIFIC AMEERICAN BRASIL, Outubro de 2013.
Valor nutricional da carne bovina e suas implicações para a saúde humana /
Sérgio Raposo de Medeiros — Campo Grande, MS : Embrapa Gado de Corte, 2008
Blogs de nutricionistas: http://rodolfoperes.com.br/
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS NA PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA. Parte 2

Continuação do artigo publicado na postagem anterior.

Ameaça de produtos substitutos:

Produtos que o consumidor pode adquirir em substituição à carne bovina, podem ser considerados uma ameaça a competitividade do setor. Frango, suíno, ovino, caprino, peixe e até a soja, são produtos que podem suprir a necessidade de proteína animal do ser humano. Nesse caso, se apresentam uma relação custo benefício maior para o consumidor, pode-se ter risco de diminuição no consumo de carne bovina.
As ações das empresas para diminuírem o efeito do produto substituto, passam por oferecer um produto de melhor qualidade, de acordo com as exigências do consumidor, por um preço competitivo (através de redução de custo unitário e economias de escala), e por uma articulação da cadeia tal como existe hoje na produção de frango*¹. Campanhas incentivando o consumo, esclarecendo os benefícios ajudam bastante na formação da opinião do consumidor.

Poder de negociação dos clientes:

Quanto maior o poder que o cliente tiver em interferir no preço ou na negociação comercial do produto, menor será a competitividade da empresa. O volume de clientes pode interferir nesse poder, pois se ele for reduzido ou concentrado, qualquer alteração na sua perspectiva de compra diminui a capacidade da empresa negociar, dessa forma, ter na carteira uma diversidade de clientes em termos de volume e frequência de vendas melhora para a organização a capacidade de negociar.
Da mesma forma, se o seu produto representa um volume elevado nos custos do seu cliente, ele terá uma tendência de buscar sempre uma negociação mais favorável a diminuir esse custo. Nesse caso, para reduzir esse risco, ou esse poder de barganha dos clientes, a empresa pode buscar diferenciar o produto como já foi sugerido anteriormente inclusive através da criação de valor agregado ao produto que dificultem a mudança de fornecedor por parte dos clientes.

Poder de negociação dos fornecedores:

Fornecedores de insumos, matéria prima e equipamentos, dentre outros itens necessários a uma propriedade rural, podem exercer forte influência nos custos e nos modelos operacionais das organizações. Alguns motivos que levam a um elevado poder são estruturais do mercado e que não dependem da ação do produtor, o que não quer dizer que estrategicamente não se possa driblar essa condição. Um exemplo é o número de fornecedores existentes no mercado, que quanto mais reduzido, maior o poder que eles têm na negociação.
Outra situação estrutural que favorece ao fornecedor na negociação de compras é a ausência de produtos substitutos no mercado, que impede a organização produtor pode concentrar suas compras num fornecedor.
Para fugir dessa dependência ou dessa situação de refém, o produtor pode concentrar suas compras em poucos fornecedores de forma a ser grande, volumoso e representativo para ele (fornecedor), trocando o lado da força que deixa de ser do fornecedor para ser do cliente (produtor).
Concluindo, observa-se na análise de competitividade da indústria, baseada no modelo de Porter que o produtor precisa essencialmente trabalhar na propriedade em busca de ganhos em produtividade, ganhos em escala e diferenciação dentre outras ações específicas.
Essa tarefa só poderá ser efetivada através da profissionalização das organizações, da utilização de tecnologia e da qualificação da mão de obra de forma essencial.
Desenhar sua análise própria e construir as estratégias e planos de ação baseado nesse contexto poderá indicar melhorias consideráveis nos resultados operacionais e financeiros.

*¹ A cadeia do frango desenvolveu sistema de produção integrado, cortes selecionados, embalagem qualificada e distribuição diversificada.

Adriana Calmon de Brito Pedreira
Msc. em Administração Estratégica


ANSOFF, H. I.; ROGER, P. D.; ROBERT, L. H. Do planejamento estratégico à administração estratégica. São Paulo: Atlas, 1981. p.50.
COUTINHO, L. G.; FERRAZ, J. C. Estudo da competitividade da indústria brasileira. 2.ed. Campinas: Papirus, 1994. 510p.


LAZZAROTO, J.; SCHMITT,R.; ROESSING,A. A competitividade da cadeia produtiva da carne bovina. Universidade Federal de Viçosa.
PORTER, M. E. Competitive advantage: creating and sustaining superior performance. New York: Free Press, 1985. p.1-30.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

ESTRATÉGIAS COMPETITIVAS NA PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA. Parte 1


No século XXI, os produtos oriundos da agropecuária tiveram uma participação diferenciada no percentual do gasto realizado pelas famílias. Isso não significa que a população esteja comendo menos ou pior (ao menos pela ótica econômica), mas que os preços agrícolas não aumentaram tanto quanto os preços de outros componentes da despesa fixa das famílias. Habitação, saúde, transporte, lazer e outros itens tiveram aumento representativo e acima da inflação.
Essa mudança, ou melhor, essa perda de valor, ou essa elevação abaixo da inflação ou ainda a diminuição dos preços em muitos casos, são sentidas pelos produtores quando eles percebem que a conta está difícil de fechar com saldo positivo.

A luz no fim do túnel chama-se competitividade. Palavra mágica? Não, mas um conjunto de análises, ações, decisões e processos que poderão ajudar a trilhar novos caminhos. Competitividade é a capacidade ou a potencialidade que as empresas têm em ter êxito ou sucesso diferenciado em relação aos concorrentes.
Obter êxito superior aos concorrentes porém, não deve ser necessariamente o foco do produtor rural no momento, visto que a pecuária, de forma mais específica, segundo Porter(1991) é uma indústria fragmentada. O foco deve ser superar-se!
Esclarecendo sobre a indústria fragmentada, para que possamos seguir adiante, entende-se como um setor onde o volume de participantes é elevado, mas que nenhum desses participantes detém parcela significativa do mercado capaz de interferir no composto ou no comportamento da indústria, assim como não há fidelidade dos clientes em relação aos fornecedores, já que o produto não tem diferenciação (a produção agropecuária é commodity), os custos de transporte são elevados e em muitos casos não há vantagem de tamanho na relação com fornecedores. Além de ter preços ditados pelo mercado.

Pois bem, se o produtor tem problemas com preço final da sua produção, sofre influência dos altos preços dos insumos, serviços e matéria prima, se seu produto não tem diferenciação, não se beneficiam da fidelidade de clientes e ainda não são capazes de influenciar o setor, será que estão num negócio de louco?
Nem tanto. O contexto do ambiente no passado permitia lucrar e sobreviver numa condição de inércia e amadorismo, agora temos um negócio como outro qualquer e precisamos ser competitivos, buscar superação, melhorar as performances produtivas, comerciais e consequentemente financeiras, tornar o setor como um todo mais competitivo e não só a unidade produtiva. Isso pode ser possível através da reversão de algumas dessas situações.

A competitividade de determinada região, ou de determinado setor numa região está na dependência da competitividade das suas empresas, é fundamental que estas elaborem estratégias concorrenciais que permitam, ao longo do tempo, determinar uma posição sustentável no mercado” (Coutinho e Ferraz, 1994). Dessa forma cuidar da nossa empresa rural e transformá-la numa fazenda competitiva contribuirá a médio prazo para uma maior competitividade do setor como um todo naquela região.

O “Papa” do estudo da estratégia, Igor Ansoff afirmou em 1981 que as empresas se relacionam com o ambiente de duas formas: a primeira por um comportamento operacional competitivo quando ela busca obter lucro do ambiente ao produzir de maneira mais eficiente, garantir um segmento de mercado e conseguir melhores preços. A segunda forma de relacionamento é estratégica, através da qual a firma procura melhorar ou substituir seus produtos por outros mais adequados ao mercado, encontrar novos mercados e novos clientes em busca de potencial de lucros futuros. Tudo isso depende da capacidade da empresa de identificar novas demandas, desenvolver novos produtos e adotar novas técnicas de produção e marketing.

De forma mais prática Porter,1985 traz um modelo que permite contextualizar a organização dentro do sistema ou do ambiente competitivo de forma a desenvolver essa performance estratégica. Ele sugere cinco elementos que interferem de forma decisiva na intensidade da concorrência assim como na capacidade de ser rentável. São eles: a) rivalidade entre empresas do setor, b) ameaça de novos concorrentes, c) ameaça de produtos substitutos, d) poder de negociação de clientes e por fim e) poder de negociação dos fornecedores.

Rivalidade entre empresas do setor:
A rivalidade é expressa pela tentativa das empresas em melhorarem seu desempenho, ou sua posição no setor. A intensidade dessa rivalidade, pontua a favor ou contra um melhor desempenho e é expressa por alguns fatores tais como:

·         Concorrentes numerosos: Quanto maior o número de firmas atuantes no setor e em tamanhos equivalentes, mais instável ele é. No caso da pecuária de corte, já foi mencionado que essa situação é característica do setor, porém esse fator ainda não dificulta a ascensão de uma firma isoladamente ao ponto de diminuir as possibilidades de rentabilidade diferenciada.

·         Ausência de diferenciação ou baixo custo de mudança: o produto carne é uma commodity, não existe diferenciação o que permite ao consumidor trocar a qualquer momento de fornecedor, sendo esse fator um contraponto à rentabilidade. Diferenciar seu produto pode ser um caminho.

·         Custos fixos elevados: Se as organizações do setor possuem elevados custos fixos, essa rivalidade é acirrada pois elas precisam aumentar a produção para equilibrar esses custos o que pode gerar um excedente na oferta. No caso da produção pecuária aumentar a produtividade para diluir os custos fixos e alcançar custos unitários menores é uma alternativa certeira. O aumento na oferta não trará, no médio prazo, excedente no mercado, portanto a alternativa diminui a intensidade da rivalidade.

·         Elevadas barreiras à saída: São fatores que fazem a organização continuar operando mesmo com rentabilidade baixa ou retorno de capital investido negativo. Exemplo desses fatores: custo elevado de saída do negócio (passivos trabalhistas, manutenção de recursos produtivos), inter-relações estratégicas (vínculos entre empresas do mesmo grupo), barreiras emocionais (vínculo familiar, vínculo com empregados, orgulho).Se essas barreiras existem deve-se portanto buscar que o negócio funcione, diminuindo tamanho, revendo os modelos produtivos, os ciclos de produção, as estratégias de comercialização etc.
Ameaça de novos concorrentes:

A entrada de novas empresas no setor sempre gera um aumento de produção e de oferta do produto. Esse aumento traz consequências para o setor pois com o excesso de oferta há uma forte tendência a ocorrer diminuição de preço e por consequência de rentabilidade. Isso já sabemos, assim como que a entrada de novos produtores de carne tende a não trazer fortes influências no mercado.
Tende a não trazer? Sim, tende, pois a atividade oferece barreiras que dificultam a entrada de novos pecuaristas tais como:

·         Custo elevado para entrar no negócio - comprar uma fazenda e dar-lhe condição de produzir exige capital elevado.

·         Longo período de produção - o giro na produção de carne é longo, a receita demora a acontecer, o que depende de um capital de giro mais robusto.

·         Acesso a canais de distribuição – conhecer fornecedores tanto no setor a montante quanto no a jusante é fundamental para o desenvolvimento e funcionamento operacional da fazenda.

·         Curva de aprendizagem - o exercício da atividade por longo período oferece uma experiência ao produtor que pode ser imensurável do ponto de vista da vantagem em relação a um novo produtor. Esse fator muitas vezes impede o propenso novo entrante a seguir nesse mercado.

·         Preço de mercado – se o preço do produto no mercado for baixo e a demanda não for expansiva, em função dos altos investimentos o novo entrante tende a perder o interesse pelo negócio.
Vale ressaltar que se esse novo entrante for grande, capitalizado, articulado estrategicamente de forma a ter uma rotatividade maior, uma relação comercial eficiente, custos unitários reduzidos etc, ele poderá abrigar uma quantidade representativa do fornecimento de carne local e de fato representar uma ameaça aos instalados.


Adriana Calmon de Brito Pedreira
Msc. em Administração Estratégica
Obs: A parte 2 deste artigo será publicada em futura postagem
 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Grupo lança projeto para dar assistência técnica a pecuaristas

O Grupo de Trabalho Pecuária Sustentável (GTPS), criado em 2009 por varejistas, frigoríficos, associações de pecuaristas e entidades ambientalistas lança amanhã um projeto que prevê investir cerca de R$ 12 milhões em assistência técnica e aportes diretos em propriedades rurais de 856 pecuaristas de cinco Estados do país
Leia mais acessando o link:
| ABIEC |

Adubação Verde


Ótima técnica para melhoria das suas pastagens
Guia de boas práticas: o que é adubação verde?

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Prazo para entrega do ITR começa dia 19/8

Começa hoje, 19 de agosto, o prazo para a entrega da Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2013. A apresentação deste documento deve ser feita junto à Secretaria da Receita Federal do Brasil, e é obrigatória para pessoas físicas e jurídicas que sejam proprietárias de imóveis rurais, titulares do domínio, ou possuidoras, a qualquer título, incluindo aquelas que somente usufruem do imóvel.
As regras para o ITR 2013 estão na Instrução Normativa (IN) 1.380. Quem não fizer a declaração ficará impedido de tirar a Certidão Negativa de Débitos, documento indispensável para registro de compra ou venda de propriedade rural e para a obtenção de financiamento agrícola. A data final para declarar o imposto é 30 de setembro.
A declaração deve ser feita por meio do Programa Gerador da Declaração do ITR, relativo ao exercício de 2013, que estará disponível no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br).
Áreas de interesse ambiental - O proprietário também deve entregar, até 30 de setembro, o Ato Declaratório Ambiental (ADA), que serve para comprovar a existência de áreas de interesse ambiental em sua propriedade. Estas áreas são classificadas como "não tributáveis" ficando, portanto, isentas do ITR.
São áreas de interesse ambiental: Áreas de Preservação Permanente (APP), Reservas Legais (RLs), Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), Interesse Ecológico, Servidão Ambiental, Cobertas por Floresta Nativa e Alagadas para constituição de reservatório de usinas hidrelétricas. Por meio do ADA, também é possível ter redução da alíquota para as áreas de manejo florestal.
Para entregar o ADA, o interessado deve preencher um formulário eletrônico do Sistema ADAWeb, que pode ser acessado no site do IBAMA. Nele, o proprietário rural informa seus dados, como o CPF ou CNPJ, senha e autenticação a respeito das informações ambientais que serão apresentadas ao Ibama. As declarações retificadoras referentes ao ADA deverão ser entregues até 30 de dezembro.
Fonte: CNA. 19 de agosto de 2013.
                       

Boi a Pasto.

Vejam na entrevista abaixo o uso das pastagens na engorda de bovinos
Acesse o link
Boi a Pasto | www.boiapasto.com.br – Zootecnista aborda eficiência do uso do pasto na engorda de bovinos

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Sementes forrageiras em alta

Alguns fatores tem contribuído para o desenvolvimento do mercado de sementes forrageiras, entre eles
a redução de área de plantio de brachiarias e o aumento da integração lavoura-pecuária. Maior exportador de sementes de forrageiras do mundo, o Brasil terá o mercado aquecido nesta safra, já que a demanda será mantida em função da necessidade que os pecuaristas têm enfrentado como a falta de pastagem disponível. Na avaliação do produtor Pierre Patriat, a projeção para esta safra que começa a ser colhida este mês de maio é de que a produção alcance 70 mil toneladas de sementes, plantadas em 130 mil hectares.
Outro ponto favorável para a produção de forrageiras é a adoção da técnica de integração lavourapecuária,
cada vez mais comum na agricultura brasileira, tornando a demanda crescente tanto para os sementeiros, pois muitos produtores estão ingressando nessa proposta, e ainda há o uso para ocontrole de nematóide com um preparo do solo diferenciado. O produtor explica que a torcida agora é que o clima continue sendo favorável aos produtores. Já que a produção de sementes de forrageira exige cada vez mais profissionalismo.
Um fator que também pesa nessa elevação da procura foi a redução das áreas plantadas das brachiarias, devido à falta de terra para o plantio por conta da demanda por soja, algodão e milho. Isso porque estados como Bahia e Goiás, que são grandes produtores de brachiarias, também viram essa cultura ser substituídas por outras. Estima-se que a redução de área tenha sido de 20% no país. Por outro lado, houve aumento na área plantada da cultivar “Panicum maximum” em duas regiões, São Paulo e Quirinópolis (GO). Ou seja, há equilíbrio nessas últimas safras. Na avaliação de especialistas, esse bom momento veio somente após um susto enfrentado pelo setor.
Já que na safra passada a expectativa era das melhores, no entanto, um período chuvoso entre os meses de maio e junho fez com que a produtividade das forrageiras não atingisse os patamares esperados. Com isso, o preço das sementes se manteve em alta e fez com os sementeiros vissem uma elevação de 50% no valor da tonelada entre março de 2012 e março deste ano. Um dos fatores positivos para o setor é que a partir de altos investimentos em pesquisa, o país se destaca como exportador de sementes tropicais de forrageiras, chegando a uma média de 10 mil toneladas exportadas, número que deverá ser mantido nesta temporada.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou no Diário Oficial da União, um
projeto de Instrução Normativa (IN) que revê toda a norma atual, adequando-a às inovações tecnológicas
do setor. Além disso, a norma regula a relação de sementes nocivas proibidas, de sementes nocivas
toleradas e seus limites máximos. Depois de atualizações pontuais em 2010, 2011 e 2012, o Mapa vai
revisar toda a normativa.
Fonte: Wolf Seeds / NATERRA
Gepecorte é representante Wolf Seeds / Naterra para toda Bahia.
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Milho para ração animal começa a chegar à Bahia

A semana começa com boa notícia: dos nove novos pólos de comercialização do milho, conseguidos pelo governo baiano, cinco deles já receberam parte do milho previsto para ser comercializado por meio do Programa Venda Balcão, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com limite máximo de seis mil quilos por produtor. Jacobina, Baixa Grande, Amargosa, Paramirim e Chorrochó são as cidades contempladas até o momento.
Até o final desta semana deverá chegar o milho nos demais pólos, compreendidos pelos municípios de Bom Jesus da Lapa, Maracás, Ponto Novo e Remanso. De acordo com o cronograma estabelecido, nesta semana está prevista a chegada de 30% do lote e, até o dia 1º de junho, aproximadamente 17 mil toneladas do grão chegarão. O milho, que será utilizado para ração animal, deverá ser vendido por R$ 18,12 a saca.
 
Confira os endereços onde o milho está sendo vendido em cada município:
Jacobina: Av. Dr. Luis Sande de Oliveira, s/n – Centro
Baixa Grande: Vila Prodecor
Chorrochó: Loteamento Sol do Sertão, Casas Populares 2, Quadra Poliesportiva Coberta
Jacobina: Logradouro Travessa Fernando Daltro, s/n, Povoado de Lage do Batata
Paramirim: Av. São José, s/n, antigo depósito da Cesta do Povo
Maracás: Praça Adeovaldo Meira, s/n, Centro
Ponto Novo: Perímetro Irrigado de Ponto Novo, s/n
Remanso: Rua Cidade de Casa Nova, nº 260, Centro
Bom Jesus da Lapa: Rodovia Bom Jesus da Lapa - Santa Maria da Vitória, BR 349, KM 12

Fonte:
Secretaria da Agricultura,Pecuária, Irrigação,Reforma Agrária, Pesca e Aquicultura (Seagri)
Assessoria de Imprensa

Adab constata que criadores do Litoral Norte estão mais conscientes na prevenção do Mal da Vaca Louca

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), autarquia vinculada à Secretaria de Agricultura, realizou uma grande operação na fiscalização de propriedades rurais nos municípios de Acajutiba, Crisópolis, Aporá e Olindina. No decorrer da semana passada, entre os dias 6 e 10 de maio, quatro equipes formadas por médicos veterinários, auxiliares de fiscalização e policiais militares averiguaram denúncias no fornecimento de rações que possam conter proteína de origem animal ou resíduos de avicultura e suinocultura, proibidos na alimentação de ruminantes (bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos). Ficou constatado nas fiscalizações que estes criadores estão conscientes e respeitam as legislações vigentes (federais e estaduais) não oferecendo a “cama aviária” na alimentação dos animais, como medida preventiva para o Mal da Vaca louca.
Entre os subprodutos proibidos na composição da “cama de frango”, nome popular dado a este resíduo da criação de aves, está a farinha de carne e ossos. Antes de ser proibido o uso no Brasil, a “cama aviária” era uma opção mais barata na complementação alimentar de ruminantes, porém oferece risco de transmitir a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), mais conhecida como Mal da Vaca Louca. A doença pode ser transmitida ao homem por meio da ingestão de carnes contaminadas e tem importância econômica e de saúde pública.
“Estes subprodutos só devem ser utilizados, de maneira geral, como adubo na agricultura e sua incorporação deverá ser imediata no solo para evitar a proliferação de moscas, com especial atenção a “mosca do estábulo” que pode causar irritação no animal e perda de produtividade nos rebanhos vizinhos das propriedades que utilizam a cama de frango como adubo”, orienta o coordenador do Programa de Raiva dos Herbívoros e fiscal estadual agropecuário, José Neder.
“O importante neste momento é que o criador está cada vez mais consciente de sua responsabilidade e seja nosso parceiro, seguindo as orientais técnicas, pautadas na legislação sanitária da Adab. Só assim manteremos o rebanho sadio e a população livre do risco desta doença”, esclarece o diretor de Defesa Sanitária Animal, Rui Leal, ressaltando que não há registros de ocorrência da EEB no país, pois o sistema de alimentação do rebanho brasileiro utiliza, majoritariamente, capim.
Reuniões com pecuaristas da região foram realizadas como forma de salientar sobre o alcance exitoso das ações de fiscalização, além de enfatizar o envolvimento e a consciência do criador no que diz respeito ao combate das enfermidades que acometem o rebanho.
Fonte:Ascom/Adab

Salles faz palestra sobre seca em Mucugê

O Secretário Estadual da Agricultura (Seagri), engenheiro agrônomo Eduardo Salles, reúne-se na manhã deste sábado (18), no auditório do Sindicato Rural de Mucugê, na Chapada Diamantina com produtores e prefeitos da região para discutir a seca que continua castigando o Estado. Entre os participantes estão a prefeita de Mucugê, Ana Medrado, e o executivo do Agropolo Mucugê/Ibicoara, Evilásio Fraga.
Em palestra, Salles vai explicar as ações emergenciais que o governo está adotando e as ações estruturantes no âmbito da agropecuária que estão sendo desenvolvida pela Seagri.
A região, responsável por 90% produção de batata do reino que abastece o Nordeste, é abastecida pela Barragem do Apertado, que está funcionando com 30% de sua capacidade, o que implicou na redução de 10 mil para três mil hectares plantados no Agroplo, responsável pela geração de mais de cinco mil empregos.
Fonte:Ascom Seagri, 18 de maio de 2013