sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Previsão do tempo

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MS terá novo modelo de pesagem de bovinos

Pecuaristas do Mato Grosso do Sul passam a contar com um novo modelo de pesagem do boi gordo entregue ao frigorífico JBS. O projeto piloto, que visa tornar o processo mais confiável e melhorar a relação entre o frigorífico e o produtor, foi firmado nesta quinta-feira, 13, durante reunião na Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul).

“A pesagem, que hoje é feita pelos frigoríficos na fase pós limpeza, passará a ser feita em três momentos: logo após o abate, depois da retirada do couro e das vísceras e depois da limpeza dos animais abatidos”, explica Rogério Beretta, superintendente do sistema Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul).
Com o procedimento, os criadores esperam diminuir as alegadas diferenças no peso dos animais destinados ao abate. Em reuniões realizadas pela Famasul, produtores da região Sul do Estado chegaram a alegar que o peso da carcaça limpa registrado no frigorífico apresenta rendimento aproximado de 47% em relação ao peso do animal registrado na propriedade. Normalmente, a relação entre a carcaça no frigorífico e o boi pesado ainda na fazenda fica em torno de 53%.
O novo modelo vai contar com balanças lacradas e um software que vai transmitir as informações para um banco de dados que será analisado por uma comissão composta por membros da indústria e do setor produtivo. “Estamos nos baseando em modelo já usado com sucesso no Uruguai, mas lá são sete balanças”, explica Beretta.
Os testes terão início no primeiro trimestre de 2013 na planta de Campo Grande do JBS e devem durar entre seis meses e um ano. “Vamos colher os dados para tentar evoluir na forma de pagamento”, conclui Beretta.
“A pesagem e a classificação da carcaça sempre foram objetos de contestação dos produtores. Esperamos que essa seja a primeira de uma série de iniciativas de consenso entre os elos, as quais são necessárias para o fortalecimento da cadeia da carne, com o qual todos saem ganhado”, afirma Eduardo Riedel, presidente da Famasul.
Após a fase de teste a expectativa é que o modelo seja ampliado para todas as unidades de abate do JBS em Mato Grosso do Sul. Para Wesley Batista, presidente da multinacional, a medida soma esforços para fortalecer a cadeia da pecuária. “Precisamos investir na imagem do produto e no crescimento do consumo”, sintetiza.
Além da presidência da Famasul e Acrissul/Fenapec, o projeto contou com o aval da secretária de Produção e Turismo (Seprotur/MS), Tereza Cristina Correa da Costa Dias, e de representantes da Sociedade Rural Brasileira (SRA), Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e da União Democrática Ruralista (UDR).
Fonte:Portal DBO – 13/12/2012
Gepecorte comenta
Qualquer iniciativa que torne transparente a pesagem nas indústrias frigoríficas é bem vinda. As queixas por parte da maioria dos pecuaristas que temos contato e que fazem abate de seus animais seja nos frigoríficos de grande porte ou no "frigomato" é de quebra da pesagem entre a fazenda e o abate. É necessário que o mercado e os setores que compõem a cadeia produtiva da carne entendam que o tempo é do ganha-ganha.
Criar uma relação de credibilidade e confiança será o caminho para que o setor se fortaleça.

Abate de bovinos atinge número recorde no terceiro trimestre de 2012

O abate de bovinos no terceiro trimestre de 2012 atingiu a marca recorde de 8,027 milhões de cabeças – número mais alto na série histórica do abate de bovinos, que começou a ser divulgada em 1997, superando o patamar alcançado no primeiro trimestre de 2007 (7,957 milhões de cabeças abatidas). Esse valor foi 5% maior que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 10,2% superior ao registrado no mesmo período de 2011. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O peso acumulado de carcaças também recorde, alcançando 1,911 milhão de toneladas de julho a setembro deste ano. O volume foi 6,2% maior que o registrado no trimestre anterior e 9,7% superior ao registrado no mesmo período de 2011. O valor mais alto na série histórica do peso acumulado de carcaças de bovinos, desde quando a Pesquisa Trimestral de Abate de Animais foi criada, em 1997, havia sido alcançado no segundo trimestre de 2010, com a marca de 1,828 milhões de toneladas.
Algumas razões colaboraram para os recordes, como a redução dos preços da carne bovina e o aumento das exportações. As carnes apresentaram deflação média de 4,1% de janeiro a setembro de 2012 (IPCA), enquanto subiram os preços da carne de porco (2,05%), pescados (6,34%) e aves e ovos (6,03%), seus principais. Já a exportação de carne in natura, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), registrou, na passagem do segundo para o terceiro trimestre, crescimento de 16,9%.
Os países que mais importaram carne bovina in natura brasileira foram a Rússia (26%), Egito (17%), Irã (14%), Hong Kong (9%), Chile (6%), Venezuela (5%) e Arábia Saudita (3%). Os Estados de São Paulo (27%), Mato Grosso (18%), Goiás (16%), Mato Grosso do Sul (11%), Rondônia (9%) e Minas Gerais (7%) participaram com 90% do volume exportado no terceiro trimestre de 2012.
Na comparação dos terceiros trimestres 2011/2012, a região Nordeste foi a única que apresentou decréscimo no abate de bovinos, influenciado, sobretudo, pela redução de 26,8% do abate de bovinos em Pernambuco. O Centro-Oeste respondeu por 38,6% do abate nacional, com incremento de 14,5% frente ao terceiro trimestre de 2011; a região Sudeste, por 20,8%, com incremento de 12,7%; o Norte, por 18,7%, com incremento de 3%; e o Sul, por 11,9%, com incremento de 14,8%.
Fonte:Canal Rural – 13/12/2012

Incertezas sobre o comércio exterior aumentam pressão de baixa e especulação no mercado do boi gordo

A pressão de baixa no mercado do boi gordo, que já vinha sendo observada, com a dificuldade nas vendas da carne, agora se soma às incertezas referentes ao mercado externo, em razão da divulgação da presença do agente causador da doença da vaca louca em um animal do Paraná morto em 2010. Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta quarta, dia 12, houve queda de preços em 18 das 31 praças pesquisadas para o boi gordo.

Com isso, o mercado está fortemente especulado, com grande flutuação de preços, principalmente levando em conta as empresas exportadoras, que reduzem as compras e pressionam com maior intensidade os preços. Em São Paulo a referência ficou em R$95,00 por arroba à vista, sendo que existem ofertas de compra abaixo deste valor.
A escala média de abate no Estado é de seis dias úteis, com algumas empresas com o ano já fechado. No mercado atacadista de carne bovina com osso, houve queda no preço de algumas peças, com o boi casado de animais castrados cotado em R$6,23 por quilo.
Fonte: Canal Rural – 13/12/2012
Gepecorte comenta
Começa a se verificar na prática os riscos que comentamos ontem neste mesmo espaço. Aproveitando-se de incertezas na área sanitária, o comércio internacional cria embargos buscando vantagens comerciais na aquisilçao da carne brasileira. A demora na divulgação da ocorrência (2010 ) gera insegurança e desconfiança da comunidade internacional em relação aos mecanismos de controle sanitário no Brasil.
O pecuarista em geral vai pagar este peixe.(ou carne)!

Países estão suspendendo importações da carne bovina brasileira

Uma semana após anunciar a ocorrência de um caso considerado não-clássico do mal da vaca louca em um bovino no Paraná, em 2010, o Ministério da Agricultura confirmou que novos países estão suspendendo as importações da carne bovina brasileira. Nesta quinta, o governo confirmou as restrições de China e África do Sul ao produto nacional.


Acesse o vídeo

http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/rural-noticias/2012/12/paises-esto-suspendendo-importaces-carne-bovina-brasileira/7745/


Fonte: Canal Rural – 13/12/2012

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vaca Louca. Mal e tardiamente explicado.

"A ocorrência em si não é grave, mas a demora em diagnosticar e divulgar o resultado é que afeta a credibilidade do nosso sistema sanitário”, afirma Guedes, do CNPC.
Para Guedes, a Secretaria de Defesa Sanitária deve repensar o sistema de diagnóstico para agilizar análises como a desse caso. “Na nossa avaliação, embora o Ministério da Agricultura tenha atuado corretamente, com competência, ele demorou a agir”, concorda Sampaio, do Cosag e do Marfrig.

A vaca portadora do agente da doença não manifestou o mal da vaca louca e morreu por outras causas em 2010. Recentemente, nos Estados Unidos, uma ocorrência semelhante mostrou ter origem em uma mutação ocasional, e não em uma contaminação externa."
Fonte:Beef World – 12/12/2012
GEPECORTE COMENTA
Como comentamos mais cedo o estrago de certa forma está feito. O MAPA, os diversos orgãos de defesa sanitária, associações etc.. têm sido ágeis em esclarecer o ocorrido. No entanto o mercado internacional também é rápido em usar destas ocorrências para tentar baixar o preço da carne.

Analista da Scot Consultoria fala sobre o mercado do boi gordo

Vejam o vídeo onde o anlaista da Scot Consultoria, Alcides Torres faz uma análise do mercado do boi gordo neste momento:


http://videos.ruralbr.com.br/canalrural/video/jornal-da-pecuaria/2012/12/analista-scot-consultoria-fala-sobre-mercado-boi-gordo/7657/


Fonte: Scot Consultoria

O mal do pecuarista "louco"

Propositadamente postamos as quatro notícias abaixo, em sequência visando chamar atenção mais uma vez para a necessidade de que a pecuária e os elos que compõem a chamada cadeia da carne bovina estejam atentos e responsáveis no trato sanitário dos seus animais.
Várias vezes em nosso site, (http://www.gepecorte.com.br/) neste blog e na nossa  página da rede social (https://www.facebook.com/home/GepecorteGerenciaDePecuaria), temos alertados para o fato de que as barreiras sanitárias , além das econômicas e ambientais estarão presentes no jogo do mercado internacional de carne.
Quando em 2005 no Mato Grosso do Sul, ocorreram alguns focos de aftosa os prejuízos produtivos e econômicos para o estado e para o Brasil foram de grande monta. De lá para cá temos visto um grande esforço de todo o setor, envolvendo o MAPA, Defesa Agropecuária, indústria frigorífica e pecuaristas de evitar qualquer ocorrência de doença que possa afetar a pecuária bovina do país. As campanhas se espalham por todo o país e poucos ainda são os estados que não são declarados livre de aftosa com vacinação.
No caso do mal da vaca louca o Brasil é classificado como país sem risco para incidência da EEB, como  é conhecida cientificamente a doença.
Na semana passada para surpresa de todos surgiu uma notícia de poderia ter ocorrido no Paraná em 2010 um caso não manifesto de EEB, o que tecnicamente , segundo todos os órgãos internacionais não caracteriza ocorrência da doença.
Ótimo!
Mas valem algumas reflexões:
Porque o Ministério e seus órgãos de defesa levaram tanto tempo para detectar ou divulgar o caso, principalmente se tratando de "não ocorrência" clássica.
Este comportamento abriu a oportunidade de que os países importadores logo se manifestassem proibindo a importação de carne brasileira , caso do Japão, ou manifestando-se no sentido de averiguar melhor o caso com possíveis futuros embargos,caso da Rússia.
Agora faz-se necessário esforço diplomático, comercial etc para retomar o ritmo normal das exportações.
Além disso, e não menos importante, faz-se necessário mais uma vez que o pecuarista se conscientize da necessidade de cumprir todas as normas sanitárias internacionais. Se não para cumprir com as regras e leis mas para não ver ameaçado o seu empreendimento pecuário.
Sabe-se que um dos vetores da doença é o uso de ração animal na suplementação de bovinos. Tipo cama de frango (mais comum).
Pergunto: Se temos o melhor e maior potencial de alimentar os nossos bois e vacas com ração vegetal porque alguns insistem em usar insumos proibidos?
Pelo imediatismo , do argumento de baixo custo sem considerar que no longo prazo os prejuízos serão muito maiores.
É uma pena que alguns dos nossos fazendeiros ainda raciocinem segundo a famigerada "lei de Gerson": Levar vantagem em tudo!
Não sofra do "mal do pecuarista louco"
Esta pseudo vantagem poderá no futuro cair em nossas fazendas na forma de prejuízo econômico .
Pensem nisso!

Nada justifica possível restrição à carne do Brasil, diz Abrafrigo

O presidente executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, disse, por meio de nota, que não há argumentos válidos para os mercados justificarem restrições à carne bovina brasileira.
"Todas as garantias e certificações que o país pode dar sobre a ausência da doença da vaca louca (EEB, na sigla em inglês) continuam presentes e valendo; não podendo ser apresentado o argumento da presença da doença para a imposição de barreiras contra a importação do produto brasileiro", declarou.
No último fim de semana, o Japão suspendeu as compras da proteína brasileira e boatos no mercado indicam que a Rússia pode retomar o embargo imposto às carnes - embora o Ministério da Agricultura não tenha recebido qualquer informação oficial do governo russo.
Péricles comentou ainda no comunicado que o país não tem registro de vaca louca em seus animais, que a presença do agente causador do mal em uma vaca do Paraná morta em 2010 foi uma mutação aleatória da proteína, a exemplo do que ocorreu em diversos países, como Estados Unidos, Canadá, Japão, Portugal e Inglaterra.
"Nestes países aconteceram muitos casos da presença da proteína príon, o que não resultou na doença, passando o caso a ser identificado como "não clássico", completou.
E ressaltou que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) manteve a classificação de risco "insignificante" para a doença.
"A criação de gado bovino no Brasil é, sobretudo, realizada em pastagens, sistema que reduz muito a possibilidade de surgimento da EEB, o que, além de uma vantagem competitiva, é uma vantagem sanitária muito grande para este tipo de doença", explicou Salazar.
Fonte: Canal Rural – 11/12/2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Rússia pode suspender importações de carne bovina brasileira

A Rússia está considerando suspender as importações de carne bovina do Brasil, devido a temores relacionados à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), afirmou o órgão de fiscalização de saúde animal e vegetal russo, Rosselkhoznadzor. “Nós estamos considerando”, disse Alexei Alekseenko, porta-voz do órgão em uma mensagem de texto, evitando fazer qualquer comentário adicional.

O Brasil, tradicionalmente o maior exportador global de carne bovina, forneceu 43% da carne importada pela Rússia de janeiro a setembro deste ano. A Rússia é o principal importador de carne bovina do Brasil, tendo comprado 230 mil toneladas de um total de 1,02 milhão de toneladas das exportações brasileiras entre janeiro e outubro, de acordo com os últimos dados publicados pelo Ministério da Agricultura do país.
Fonte: Beef Point

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Governo brasileiro tenta reverter embargo do Japão à carne bovina

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está tentando reverter o embargo japonês à carne bovina brasileira. Nesta segunda, dia 10, o órgão divulgou um comunicado afirmando que está empenhado em prestar esclarecimentos ao país asiático e às demais nações importadoras das carnes do Brasil.

Na sexta, dia 7, o Japão suspendeu as compras do produto alegando a comprovação de contaminação pelo agente causador da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), também conhecida como doença da vaca louca. O embargo aconteceu após o governo brasileiro ter comprovado a presença do agente da doença em análises dos restos de uma vaca morta no Paraná, em 2010.
No documento divulgado nesta segunda, o governo brasileiro argumenta que o caso do Paraná foi uma ocorrência "não clássica" da EEB, ou seja, apesar da presença do agente a doença não se manifestou no animal. De acordo com informações do ministério, a presença do agente da vaca louca foi descoberta dois anos depois da morte em análises extras dos tecidos. O comunicado informa que hoje o adido agrícola japonês no Brasil, Kentaro Morita, se reuniu com técnicos do ministério para obter informações sobre o assunto.
Ainda segundo a nota, o adido agrícola brasileiro no Japão, Gutemberg Barone, prestará nesta terça, dia 11, esclarecimentos ao diretor de Segurança de Importações de Alimentos daquele país, Hideshi Michino, e entregará um relatório completo sobre o caso. Barone deve entregar ainda às autoridades japonesas ofícios de entidades internacionais validando os procedimentos de defesa sanitária animal adotados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura também planeja visitas técnicas aos 20 principais parceiros comerciais de importação de carne.
Fonte: Canal Rural – 10/12/2012

CNPC diz que vaca louca mina credibilidade da vigilância sanitária

O diretor de Sanidade Animal do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Sebastião Guedes, criticou nesta segunda-feira (7/12) o governo pela demora na notificação do caso classificado como "não clássico" de ocorrência do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como doença da "vaca louca", identificado num animal que morreu em dezembro de 2010 no Paraná. Segundo Guedes, o episódio "mina a credibilidade da vigilância sanitária brasileira". E pode, ainda de acordo com ele, "complicar" a retomada dos embarques de carne para a Rússia. "As perdas decorrentes desse caso não serão substanciais, mas vão complicar nosso futuro (em relações comerciais)", disse nos bastidores da reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), realizada hoje na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Sebastião Guedes enfatizou que faltam comandos regionais e um controle centralizado por parte da Secretaria de Defesa Agropecuária para que a vigilância seja mais eficiente. "Temos de trabalhar com suspeitas de doenças e melhorar o sistema de diagnósticos", disse.
Para o sócio diretor da MBAgro, Alexandre Mendonça de Barros, que também participou da reunião do Cosag, falta um corpo técnico público que atue por um sistema sanitário efetivo. Segundo ele, o caso também não representa problemas mais graves, mas tende a ser usado comercialmente pelos países importadores. "É legítimo o questionamento. Vão querer baixar o preço (da carne)", disse.
Fonte:Globo Rural – 10/12/2012

Brasil vai esclarecer importadores sobre não ocorrência da vaca louca

O Ministério da Agricultura e Pecuária vai intensificar os contatos com os principais países importadores de carne bovina para esclarecer o comunicado feito na última sexta-feira (7/12) sobre um caso de ocorrência não clássica do agente da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), a doença da vaca louca, verificado em 2010.No último sábado (8/12), o Japão anunciou que irá suspender a importação de carne bovina industrializada do país.

Nesta segunda-feira (10/12), o adido agrícola japonês no Brasil, Kentaro Morita, se reunirá com técnicos das secretarias de Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária para obter mais informações, a fim de subsidiar o governo daquele país. Na terça-feira, o adido agrícola brasileiro, Gutemberg Barone, se encontrará com o diretor do escritório de Segurança de Importações de Alimentos japonês, Hideshi Michino, para entregar um relatório completo a respeito do caso, bem como, os ofícios de entidades internacionais validando os procedimentos de defesa sanitária animal que o Brasil adota.
O Mapa também planeja a organização de missões técnicas para visitar os 20 principais parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo. “O governo como um todo está mobilizado para dar amplo esclarecimento sobre o ocorrido, para que não pairem dúvidas com relação à segurança do nosso sistema de defesa sanitária animal”, enfatiza José Carlos Vaz, Secretário-Executivo do Mapa. Os embaixadores e os adidos agrícolas serão chamados a colaborar, reforça ele.
Segundo Ênio Marques, secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, reações intempestivas são de certa forma previsíveis. “A nossa principal arma é a informação. Estamos preparados para responder a todos os questionamentos dos nossos parceiros comerciais” reitera. Ele informa ainda que o governo brasileiro está disposto a fazer reuniões bilaterais em Paris e em Genebra, nas próximas semanas, para esgotar o assunto.
Fonte:Globo Rural – 10/12/2012

Atual cenário do boi gordo é o oposto do observado em dezembro de 2010 e de 2011, avalia Scot Consultoria

O mercado do boi gordo esteve praticamente parado em São Paulo na última sexta, dia 7. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a maioria dos frigoríficos paulistas ficou fora das compras, com programações que atendiam, em média, cinco dias úteis.

A oferta de animais terminados não é abundante, mas possibilita que as indústrias mantenham as escalas de abate sem dificuldades. Situação parecida ocorre em Goiás, onde o boi gordo tem sido negociado por R$91,00 por arroba à vista e R$93,00 por arroba a prazo.
O atual cenário é o oposto do observado no mesmo período de 2010 e 2011. O movimento sazonal do início de mês, associado ao final do ano, não ocorreu e as vendas de carne com osso no atacado estão fracas. Este tem sido um dos principais fatores baixistas para o preço do boi gordo nos últimos dias.
O boi casado de animais castrados tem sido negociado por R$6,26 por quilo, valor 6,4% menor em relação ao mesmo período do ano passado, na comparação nominal.
Fonte: Canal Rural – 10/12/2012

Leite ao produtor: mercado sinaliza manutenção dos preços em curto prazo

O preço do leite ao produtor registrou a maior alta neste segundo semestre no pagamento de novembro, referente ao leite entregue em outubro.
O aumento reflete a maior concorrência entre os laticínios, visto que a captação caiu até meados de outubro nas principais bacias.
Considerando a média nacional o produtor recebeu R$0,818 por litro, alta de 1,7% em relação ao pagamento anterior. O preço atual está 0,5% menor que o vigente no mesmo período de 2011, em valores nominais.
Para o próximo pagamento, a ser realizado em meados de dezembro, o mercado sinaliza para estabilidade, com possibilidade de queda nos valores pagos aos produtores.
A pressão de baixa é maior no Sudeste e no Centro-Oeste, onde o incremento na produção deve ser mais significativo em curto prazo.
Na segunda quinzena de novembro, os preços dos lácteos no atacado ficaram praticamente estáveis, considerando a média de todos os produtos pesquisados.
No varejo houve valorização de 0,6% nas cotações dos produtos, na comparação com a primeira quinzena de novembro.
A expectativa é de mercado frouxo em curto prazo. Além do aumento da oferta de matéria prima daqui em diante, a demanda por lácteos é menor nos próximos meses.
Fonte: O Leite – 05/12/2012

Falta de chuva prejudica o desenvolvimento das pastagens em quase todo o país

Apesar do aumento das chuvas em algumas regiões do país, as condições climáticas ainda não são totalmente satisfatórias para o desenvolvimento das pastagens, segundo boletim da Somar Meteorologia. Mesmo no Centro-Oeste e em Minas Gerais, onde as precipitações estão sendo mais frequentes, a demora na chegada das chuvas no segundo semestre do ano fez com que o crescimento dos pastos ficasse mais lento. Como consequência, a recuperação da produção de leite também está atrasada.

A falta de chuvas regulares e o forte calor sobre a região Sul, os Estados de São Paulo, Minas Gerais e a parte sul de Mato Grosso do Sul também fizeram com que os níveis de água no solo dessas áreas sigam aquém do ideal para o pleno desenvolvimento das pastagens. Por isso, muitos produtores continuam alimentando os rebanhos com rações e outros suplementos alimentares.
No sertão nordestino, as chuvas ainda não retornaram e a seca que atinge a região há mais de um ano segue castigando produtores e animais, tanto pela falta de água quanto pela falta de alimento. A previsão, segundo os meteorologistas, é de que as chuvas só voltem a ocorrer na região na segunda quinzena de dezembro e, mesmo assim, de forma irregular. Um maior volume de água só é esperado para o início de 2013.
Os Estados de Mato Grosso, Goiás e a porção norte de Mato Grosso do Sul são as únicas regiões do país que apresentam melhores condições para o desenvolvimento das pastagens, já que os níveis de umidade do solo estão acima dos 90%.
Mesmo assim, os pesquisadores alertam que, como estão sendo registradas chuvas e céu nublado diariamente nessas regiões, as taxas de radiação solar estão muito baixas, fazendo com que os solos não tenham a concentração de nutrientes necessária para o crescimento de um pasto saudável. Assim, o animal se alimenta, mas não ganha peso na velocidade que deveria para essa época do ano.
Fonte:Canal Rural – 05/12/2012

Vacinação contra febre aftosa continua em seis Estados

A segunda etapa da campanha anual de vacinação de bovinos e bubalinos contra febre aftosa continua em seis Estados, até o final do ano. Devido à forte seca que afetou Estados do semiárido brasileiro, o período de imunização foi prorrogado por mais 30 dias no Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia e em municípios atingidos pela estiagem em Minas Gerais. A campanha segue normalmente na área pantaneira de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul até 15 de dezembro.

A vacinação foi realizada na maioria dos Estados durante todo o mês de novembro. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) definiu estratégias diferenciadas para os Estados atingidos pela seca para garantir tempo hábil para que todos os produtores possam vacinar seus animais de forma segura.
A imunização na Paraíba, Piauí, agreste e sertão de Pernambuco está suspensa temporariamente. Os serviços veterinários oficiais desses estados deverão reavaliar a situação e definir, no início de janeiro, a estratégia a ser adotada. A flexibilização da segunda etapa da campanha, entretanto, não afetará o processo de reconhecimento da região como zona livre da febre aftosa com vacinação em 2013.
Os serviços veterinários oficiais têm 30 dias após o final da etapa para encaminhar ao Mapa relatório das atividades da campanha contra febre aftosa. Na primeira etapa, a cobertura vacinal foi de 97,85%.
Atualmente, a zona livre da febre aftosa com vacinação envolve áreas de 16 Estados e o Distrito Federal. A campanha e todo trabalho realizado pelo governo são fundamentais para garantir as zonas livres e impedir a reintrodução da doença no território. Santa Catarina não está no calendário por ser zona livre de aftosa sem vacinação.
Canal Rural – 04/12/2012

Exportação de carne bovina in natura foi menor em novembro

Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, vendas para o Exterior tiveram alta tanto no volume quanto no faturamento

Em novembro, o Brasil exportou 82,7 mil toneladas de carne bovina in natura, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na comparação com outubro, quando foram embarcadas 100,6 mil toneladas, o resultado atual é 17,8% menor.
O faturamento também caiu em relação a outubro, passando de US$ 485,9 milhões para US$ 399,2 milhões, de acordo com levantamento da Scot Consultoria. O valor pago por tonelada se manteve praticamente estável, ficando em US$ 4.829,30/tonelada.
Quando comparado ao mesmo período do ano passado, porém, tanto volume quanto faturamento foram maiores em novembro de 2012, registrando crescimento de 4,8% e 13,9%, respectivamente.
Fonte: Site da Carne – 04/12/2012

Custo da produção pecuária segue alto em 2013, prevê CNA

O presidente da Câmara Setorial da Carne Bovina, vinculada ao Ministério da Agricultura, Antenor Nogueira, declarou nesta terça, dia 4, que os custos de produção da pecuária de corte devem continuar pressionados até meados de 2013. Segundo ele, não há perspectiva no curto prazo de redução dos preços dos insumos, que dispararam após a alta das cotações dos grãos, provocada pela quebra da safra norte-americana.

Nogueira, que também preside o Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirmou que o aumento dos custos da pecuária interrompeu o processo de recomposição do rebanho dos últimos anos, já que “os criadores descapitalizados foram obrigados a se desfazer do capital imobilizado, que são as vacas, para cobrir a diferença de caixa, a fim de se manter na atividade e sustentar a família”.
O dirigente destacou que a retirada do embargo sobre as carnes pelo serviço sanitário russo deve favorecer os criadores do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, que desde junho do ano passado estão impedidos de acessar aquele mercado.
Nogueira observou que a restrição do governo russo não tem embasamento técnico e destacou a necessidade de investimento na busca do mercado asiático, "que consome produtos de maior valor agregado". Ele também defende maior atenção ao mercado interno, que consome 85% da produção brasileira.
Fonte:Canal Rural – 04/12/2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Mercado do Boi Gordo


Atualizando o mercado do Boi Gordo.


Cotações / BAHIA
Itapetinga...............................100,00        estável             29/11/12            47,65
Feira de Santana...................  106,00        estável             29/11/12            50,51
Salvador................................ 106,00        estável             29/11/12            51,46

Prazo 30 dias, para desconto imposto