terça-feira, 24 de abril de 2012

Cadeia da carne bovina deve mirar mercados emergentes, diz estudo

O avanço da cadeia de carne bovina no Brasil está na conquista de mercados emergentes como Ásia, Oriente Médio e Norte da África, que devem incrementar suas compras em 5% neste ano, para 8,2 milhões de toneladas. A crise econômica que teve início nos EUA e depois chegou à Europa ajudou a acelerar a mudança do mapa do comércio mundial de alimentos. Se em 1965 os países em desenvolvimento representaram 15,4% das importações mundiais de carnes, em 2010 essa fatia chegou a 55,4%.

As perspectivas para o segmento dentro do próprio país não são menos otimistas, com a ascensão econômica da classe C, que representa 54% da população brasileira. Com renda mensal familiar média de R$ 2.900, o perfil desse consumidor mudou rapidamente, em especial na área de alimentação. Uma das mais significativas transformações está no aumento de 4,2% das compras de carne bovina de primeira, em especial filé mignon e picanha.
A avaliação sobre negócios e oportunidades dessa atividade que sempre teve papel fundamental no Brasil faz parte do estudo "Caminhos da Pecuária - Estratégias para a Cadeia Produtiva da Carne Bovina no Brasil", que foi encomendado pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e elaborado por uma tripla parceria entre USP, Centro de Pesquisa e Projetos em Marketing e Estratégia (Markestrat) e Scot Consultoria.
Segundo o levantamento, a cadeia movimentou US$ 167,8 bilhões em 2010 (ano-base do estudo), somando-se todas as vendas realizadas - como insumos utilizados nas fazendas, cercas e medicamentos e animais vendidos aos frigoríficos - até chegar nas carnes e subprodutos comercializados pelas indústrias. "É uma atividade que gera 7 milhões de empregos, US$ 16,5 bilhões de impostos agregados e faturamento de US$ 42 bilhões para os frigoríficos, dos quais 89% foram contabilizados no mercado interno e 11% com exportações", informa o autor Marcos Fava Neto, coordenador científico do Markestrat e professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da USP em Ribeirão Preto (SP).
Para ele, mesmo que o principal mercado da indústria ainda seja o interno, que absorve 91% da produção nacional estimada em 9,17 milhões de toneladas - o segmento precisa intensificar o comércio Brasil afora, não apenas em emergentes tradicionais como Rússia e China. "Há forte ascensão no Egito, Irã, Malásia, Filipinas, entre outros". Fava Neves ressalta que o Brasil é atualmente o principal exportador de carne bovina do mundo, com 20% do mercado internacional e vendas que geraram faturamento de US$ 3,9 bilhões, resultado do comércio de 953 mil toneladas.
No entanto, para que ambos os mercados - interno e externo - não corram o risco de serem mal atendidos, o estudo da Abiec projeta aumento na produção em 2017 para 14,9 milhões de toneladas, com excedente de cerca de 5,3 milhões de toneladas. Segundo Fava Neves, muitas razões podem ser atribuídas para este crescimento, incluindo crédito rural para a renovação dos rebanhos e melhoria na genética e nas pastagens que vão aumentar o tamanho das criações e permitir maior oferta de animais prontos para o abate. "Alguns frigoríficos têm feito parceria com produtores para aumentar o número de animais confinados e mantê-los prontos para o abate durante todo o ano", informa.
Fonte:Site da Carne – 23/04/2012



SECOU!

A grande maioria das regiõs agropecuárias da Bahia enfrenta prolongado período de estiagem, sem chuvas expressivas e com os institutos de pesquisa espacial avisando que o quadro não é muito animador - Não há perspectivas de chuvas de monta para os próximos dias- Já são inúmeros municípios com decreto de emergência e calamidade pela seca.
Instalou-se o caos!
E o termômetro mais eficaz que muitos institutos e previsões do tempo, é você andar pelo interior da Bahia como fiz na semana passada e vê o estado das pastagens e ouvir de fazendeiros, vaqueiros, capatazes, peões etc.. as mais diversas opiniões e boatarias: desde que estamos vivendo novo ciclo de dez anos de seca, a estórias verdadeiras ou não de venda de gado com preços e prazos os mais inusitados possíveis. Na minha região, por exemplo, virou fato que alguém que vendeu vacas com prazo de um ano (o velho conhecido prazo de égua ), ou aquele que entregou o gado para receber no futuro  a metade dos animais.
A que os fatos nos remetem mais uma vez é que infelizmente somos despreparados e pouco planejamos estratégicamente nossas propriedades pecuárias.
A seca, no meu entender, é fato não esporádico mas rotineiro aqui no Nordeste. Se passamos alguns anos mais generosos por parte de "São Pedro", já passamos também a achar que aqui chove igual a região norte  do país.
Temos que assumir que aqui chove pouco e temos seca!
O que precisamos é criar alternativas, planejamento estratégico, para enfrentar estes momentos e superar a crise.
Inúmeras ferramentas podem ser utilizadas, com antecipação é claro, para atravessarmos este período.
Já as citamos tanto neste blog quanto no nosso site em artigos anteriores.
Garanto que tem muito fazendeiro aproveitando-se das condições comerciais citadas acima para ganhar dinheiro.
Certamente estes souberam planejar seua atividade pecuária e agora vão colher os frutos deste planejamento.

Milho e boi gordo tem a melhor relação de troca para pecuaristas em 13 meses

Em São Paulo, de acordo com pesquisa da Scot Consultoria, são necessárias 4,75 arrobas de boi gordo para a compra de uma tonelada de milho grão. A relação de troca é melhor dos últimos 13 meses para os pecuaristas.

O preço do insumo caiu 8,8% em abril, na comparação com março. A retração é reflexo da maior oferta no mercado interno, com a colheita da safra de verão finalizada. A expectativa de uma maior produção na safrinha também colabora com a pressão de baixa.
Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção pode chegar a 29 milhões de toneladas de milho na segunda safra, 35,1% mais que o colhido na safrinha passada. Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do grão está cotada em R$ 460,00 (preço médio) em São Paulo.
Fonte:Canal Rural – 20/04/2012

Tanto como estratégia de suplementação alimentar na seca, quanto estratégia econômica, o milho tem sido largamente usado na alimentação bovina em confinamentos e semi-confinamentos.Particularmente temos recomendado o uso deste grão junto ao núcleo mineral específico para semi-confinamento e os resultados encontrados nas propriedades que adotaram esta ferramenta têm sido bastante compensadores. No último ano de 2011 em função da alta do preço do milho estes resultados ficaram com margens mais estreitas. Neste momento de safra no oeste da Bahia voltamos a ter preços que estão compensando a adoção do semi-confinamento como estratégia bem interessante para, como dissemos, tanto reduzir o impacto da seca quanto obter resultados econômicos financeiros satisfatórios.
Consulte-nos, marque uma visita e mostraremos como se utilizar da técnica que é muito mais simples do  que pensamos nós pecuaristas.
 Gepecorte
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Agronegócio participou com 36,9% das exportações brasileiras em março

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as exportações totais do Brasil foram de US$20,9 bilhões em março. Os produtos do agronegócio participaram com US$7,71 bilhões, 36,9% do total.

No mesmo mês de 2011 a participação do setor nas exportações totais do país foi de 38,2%. O agronegócio exportou US$7,37 bilhões, dos US$19,29 bilhões totais embarcados pelo país.
As importações brasileiras em março de 2012 somaram US$18,89 bilhões. Deste total, US$1,53 bilhão foi de produtos do agronegócio. Nas importações, o setor representou 8,1%.
A participação do agronegócio nas importações no último mês foi a mesma de março do ano passado. Naquele mês as importações totais foram de US$17,73 bilhões, ante US$1,43 bilhão do agronegócio.
Fonte : Beef World – 20/04/2012

Produção mundial de carne bovina terá que crescer 60%


Para atender a crescente demanda por proteína, impulsionada pelo aumento da população mundial, que deverá chegar a aproximadamente nove bilhões de pessoas em 2050 - em 2011 chegou a sete bi -, a produção de carne bovina terá que crescer cerca de 60%. Hoje, o mundo produz algo em torno de 60 milhões de toneladas do produto e este volume terá que atingir 96 milhões.
Já o volume produzido de todas as carnes, especialmente (bovina, suína e frango) deverá aumentar de 200 milhões de toneladas para 470 milhões. Foi o que destacou o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Eduardo Biagi, em coletiva de imprensa, realizada hoje (17) na capital paulista, para apresentação da Expozebu 2012.
Com base nestes números da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Biagi disse que a demanda será puxada, principalmente pelos países da Ásia e África. Segundo ele, o Brasil, que produz atualmente cerca de nove milhões de toneladas de carne bovina, poderá dobrar a produção nos próximos vinte anos. Em 2011, aproximadamente 16% da carne bovina produzida no mundo foi brasileira.
De acordo com Biagi, genética, recuperação e elevação do padrão tecnológico das pastagens são e serão os pilares da evolução da produtividade da pecuária nacional. Além disso, o presidente da ABCZ ressaltou que a pecuária brasileira, baseada no modelo extensivo - essencialmente marcado pelo boi que se alimenta de capim -, de fato, ocupa mais área, mas tem menos impacto ambiental do que o sistema de confinamento, que no cálculo geral precisa computar custos "ambientais" relacionados à fabricação de rações.
Fonte: Site da Carne – 20/04/2012




EBDA implanta campos de palma adensada em propriedades rurais

Com a estiagem prolongada na maioria das regiões da Bahia esta é uma ótima ferramenta para minimizar os efeitos da seca.

Para evitar a escassez de alimentos aos animais nos períodos de seca no semiárido, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) está implantando campos de palma adensada, em propriedades de agricultores familiares da comunidade de Belo Jardim, distrito do município de Curaçá.

O plantio diminui o espaçamento entre as mudas e utiliza um sistema de irrigação localizada, no qual a água é fornecida por gotejamento, através de emissores, próximo ao caule da planta.
"Nossa região é muito fraca de chuva e sem água não tem capim nem folhas nas árvores para os animais comerem. Desse jeito, eles emagrecem demais. Com esse sistema de produção de palma, a situação vai ser diferente", disse o agricultor e criador de caprinos e ovinos, Gregório de Araújo Neto.
Baixo custo – Segundo o técnico da EBDA, Enivaldo Coelho, o sistema de palma adensada implantado na região é de baixo custo, inclusive com grande economia de água, o que possibilita ao pequeno produtor familiar oportunidade de produzir alimentos para o rebanho durante períodos de estiagem ou com pequeno volume de chuva.
"A cactácea é rica em nutrientes necessários para a alimentação dos animais. O que faltava era palma suficiente para os períodos mais críticos", disse Coelho. O agricultor interessado em implantar, em sua propriedade, um campo de palma adensada deve procurar o escritório da empresa no município e solicitar uma visita técnica.
A chefe de escritório da EBDA em Curaçá, Terezinha Costa, afirmou que "somos uma empresa de assistência técnica e extensão rural (Ater) voltada ao agricultor familiar."
De acordo com ela, além da palma, a empresa disponibiliza inseminação artificial, visando o melhoramento genético do rebanho de caprinos e ovinos, sistemas de irrigação, produção de mudas de árvores nativas da região e construção de barragens subterrâneas para armazenamento de água. "Todas as nossas atividades são realizadas sem nenhum ônus para o produtor

Investidores lucram com o agro

Em tempos de Declaração de Imposto de Renda esta é uma boa dica.


O bom momento do agro brasileiro está abrindo oportunidades de lucro também para as pessoas físicas das cidades. Cada vez mais gente tem investido suas economias em títulos do agronegócio, como indicam os números da Cetip, integradora do mercado financeiro que registra uma boa parte desses negócios.

No ano passado, o volume de títulos do agronegócio registrados na Cetip cresceu 43% sobre 2010, totalizando R$ 21 bilhões (veja o gráfico abaixo). A maior parte desse total está concentrada em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). “A grande vantagem das LCAs é que elas são isentas de imposto de renda para pessoas físicas”, explica o gerente de desenvolvimento de produtos da Cetip, Ricardo Magalhães.
Os títulos do agronegócio servem para financiar as empresas do setor, em geral antecipando valores ou mercadorias que elas têm a receber. Com esses recursos, elas fortalecem os investimentos e o capital de giro. Os investidores que compram esses títulos estão, indiretamente, entregando o dinheiro para as empresas do agro. Em troca, recebem juros sobre o valor investido.
O lastro – ou garantia – dessas operações são os créditos que as empresas do agro têm a receber. No caso das LCAs, especificamente, elas são emitidas por bancos que emprestam os recursos captados ao agro; o lastro, então, são os financiamentos que o agro têm a pagar para o banco.
“Acreditamos que a demanda dos investidores hoje é até maior do que a oferta desses títulos, por isso trabalhamos para que cada vez mais operações de crédito possam servir de lastro para a emissão desses papéis”, conta Magalhães.
Uma prova de que a demanda está reprimida é que os bancos não costumam oferecer o investimento em LCAs para muitos clientes. Em algumas instituições financeiras, o investimento mínimo em LCAs é de R$ 100 mil. Há outros bancos que só emitem LCAs de R$ 1 milhão ou mais.
Embora não faça projeções para o mercado de títulos do agro, Magalhães afirma que o forte crescimento de 2012 não foi uma surpresa. “Esse mercado de títulos foi criado por uma lei de 2004, e o crescimento tem sido consistente desde 2007?, diz o executivo



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Terceirização na Pecuária

Eu abordei a questão da gestão na segunda-feira aqui no bolg e hoje me deparei com esse pequeno comentário sobre terceirização na gestão das fazendas.

Esse é um dos serviços que a GEPECORTE executa: Consultoria pecuária em bovinocultura e todos vocês sabem disso.

Defender essa idéia não é meramente uma questão comercial para nós, mas o fato de termos a certeza que a maioria dos produtores de bovinos da Bahia não vive única e exclusivamente dessa atividade, como também essa atividade não é a sua principal fonte de renda.

Aí mora o perigo! Por não ter a expertise necessária para se tocar uma fazenda, os erros, enganos podem passar sem serem percebidos e isso diminuir absurdamente o seu faturamento, através de maiores custos, maiores desperdícios e ineficiência. Às vezes uma pequena mudança num processo, num fluxo consegue melhorar a gestão e os resultados.

Não gosto, porém de exagerar ou generalizar. Para aqueles que conhecem bem o ramo, dispõem de tempo suficiente elem de gostarem da atividade, só podemos desejar SUCESSO!

Leiam o link: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=52114

Adriana Calmon de Brito Pedreira

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Falando um pouco de gestão...

Muito pouco se escreve fora da academia (teses, dissertações e artigos científicos) sobre a gestão da pecuária. Quando se aborda o tema, o foco é logo levado para a gestão de operações, que de fato é o coração das organizações. Quanto a isso não há o que se discutir.


Primeiro decidimos o que vamos produzir e depois organizamos os outros setores da empresa, os recursos, as pessoas, o local, as formas de comercio etc. Assim é feito um plano de negócio. Pensamos em um produto ou serviços, avaliamos o mercado e depois montamos nossa proposta econômica, financeira, administrativa e produtiva e avaliamos se o negócio é viável.

Passado essa etapa o negócio já tem 70% de chance de dar certo, mas aí surge a pergunta que não quer calar: - quantos produtores rurais fizeram um plano de negócio antes de iniciarem seus empreendimentos, quantos fazem planos de negócio para uma nova estrutura a ser implantada, um novo produto, um novo sistema produtivo, um aumento de área, um aumento de capital etc etc etc.? Quantos?

Esse é um ponto frágil na cadeia, pois como sabemos, o boi é uma commoditie. Os preços são regulados pelo mercado e o nosso produto em geral não tem diferenciação e dentro dessa realidade que o ambiente externo nos apresenta precisamos criar artifícios que nos resguardem dessa ameaça.

Se não agirmos internamente em busca de melhor qualidade de nosso produto, melhor eficiência produtiva, financeira, administrativa e das pessoas teremos resultados medíocres, frágeis, vulneráveis e principalmente insuficientes.

A organização, a empresa, é o ponto chave para a competitividade do produto no mercado. Sua capacidade de lidar com os preços altos e baixos, de reagir às pressões dos fornecedores, administrar as variações da natureza que interferem através do clima, proporcionar eficiência e motivação ao trabalhador são o seu diferencial perante o concorrente ou ainda perante a sua própria sobrevivência.

Amanhã traremos um pouco mais sobre modelos de estratégia para agir e reagir.

Bom inicio de semana a todos.
 
Adriana Calmon de Brito Pedreira

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Produção de Gado de Corte em Pastagens

Produzir carne bovina em sistema exclusivamente de pasto é um diferencial que o Brasil ainda desfruta perante a carne bovina produzida no resto do mundo. É uma produção barata, sanitariamente mais segura, permite custos de produção mais baixos e oferece ao sistema um modelo de produção mais harmônico com o ambiente.

Todas as vantagens não se tornam um diferencial competitivo aos produtores e à cadeia produtiva como um todo, se não houver uso intensivo de tecnologia, um planejamento estratégico adequado e uma integração da cadeia produtiva como um todo.

A tecnologia se destaca para permitir melhorias no manejo, na qualidade da forragem, no forma e nos produtos usados na adubação, nas técnicas adotadas, na genética do rebanho que deve se voltar a cada dia mais produzir carne de melhor qualidade.

O planejamento estratégico com sua função primordial de orientar clientes internos, parceiros e stakeholder sobre os objetivos macro e micro, assim como entender as dificuldades organizacionais apontando as alternativas para solucionar tais ameaças.

A integração da cadeia para que objetivos comuns sejam contemplados, para que a cadeia de valor seja justa e agregue de fato valor ao produto final, para que alianças estratégicas possam ser firmadas em benefício de uma rentabilidade maior do grupo ou troca de tecnologia ou ainda para a produção de uma carne mais adequada ao publico consumidor.

Se não for dessa forma a produção de bovinos a pasto perde sua característica competitiva e se torna um modelo de produção ineficiente, desintegrado, arcaico e fadado ao prejuízo constante.

Trataremos em breve de forma mais profunda os três temas apontados, mas o produtor já deve estar atento,observando os seus pontos fracos, vulneráveis e estudando soluções.
 
Adriana Calmon de Brito Pedreira

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fiscais do próprio rebanho

O baixo índice de irregularidades nas fiscalizações contra febre aftosa mostra que finalmente a prevenção à doença se incorporou à agenda dos produtores. Por melhor que seja a estrutura de vigilância sanitária – e sabe-se que há muitas deficiências na área –, não haveria fiscais em número suficiente para impedir que algum animal ou produto potencialmente perigoso atravessasse irregularmente 200 quilômetros de fronteira com a Argentina.


A contenção da doença tem de ser obra principalmente dos produtores – com a ajuda do governo, a quem compete promover campanhas de vacinação e, claro, fiscalizar o cumprimento das regras sanitárias. É assim que se avança no combate a uma enfermidade eliminada em países desenvolvidos na primeira metade do século passado. Se cada produtor se convertesse em um fiscal de seu rebanho, a aftosa já estaria erradicada entre nós e o Estado poderia se habilitar a um upgrade no seu status sanitário.



Fonte:Zero Hora. Autor: Irineu Guarnier Filho

domingo, 29 de janeiro de 2012

Brasil registra queda nas exportações de gado em pé

Dados do ministério do Desenvolvimento mostram que em 2011 foram embarcadas quase 402 mil cabeças, 37,5% a menos que em 2010. O preço por animal foi o maior já registrado, com média de 1094 dólares, 11,2% a mais que em 2010. Mas o menor volume afetou o faturamento de quase 440 milhões de dólares, 30,5% abaixo do faturamento registrado em 2010.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Austrália: indústria de carne bovina lança aplicativo para iPhone

Em toda a cadeia de produção de carne bovina da Austrália, a indústria se esforça bastante para garantir a qualidade da carne vermelha que produz, de acordo com o Meat and Livestock Australia (MLA). Para ajudar a garantir uma experiência positiva de consumo, o MLA desenvolveu um aplicativo para iPhone para ajudar os consumidores a obter o melhor de sua carne bovina.

O aplicativo chamado "Beef Essentials" ajuda os consumidores a escolher o corte certo de carne bovina para seu churrasco, assado, carne frita ou caçarola com cronômetros de cozimento embutidos e lembretes nas horas importantes. O aplicativo oferece centenas de diferentes métodos de cozimento para carne bovina e fornece respostas para perguntas antigas como "como preparar o steak perfeito".
O "Beef Essentials" é um aplicativo gratuito e está disponível na loja da Apple iTunes.

Estudos avançam para a conclusão do Bioma Caatinga no norte da Bahia

Um marco para o desenvolvimento da caprinovinocultura do Nordeste. É essa a percepção que têm os participantes dos trabalhos realizados pelo Bioma Caatinga (Programa de Inclusão Produtiva da Ovinocultura e Caprinocultura no Semiárido da Bahia) até agora, nos cinco municípios de atuação: Remanso, Casa Nova, Juazeiro, Curaçá e Uauá. Depois de nove meses de coleta de informações no campo, o plano de desenvolvimento da cadeia produtiva está perto de ser concluído.

O programa Bioma Caatinga pretende propor o desenvolvimento da atividade baseado em eixos estruturantes como qualidade e produção, infraestrutura, mercado, educação e sustentabilidade, através de projetos financiáveis, coordenados pelo Sebrae e Banco do Brasil. Um diagnóstico da realidade da caprinovinocultura na região foi apresentado às comunidades e cada eixo foi discutido por representantes de produtores, instituições públicas e pesquisadores, que compõem os comitês municipais e estadual do programa. "A participação dos agentes produtivos nesse trabalho é essencial. Todas as propostas vão sair dos e para os integrantes da cadeia produtiva, de modo que a governança está sendo plenamente exercida, em todas as etapas do plano", avalia a coordenadora regional do Sebrae, Jussara Oliveira.
Experiências internacionais, pesquisas em genética, manejo de rebanho e tendências mercadológicas também fazem parte das discussões que, até o fim do mês, apontam para a conclusão do plano de desenvolvimento. "Até o fim do ano, vamos apresentar o Bioma Caatinga concluído para as instâncias governamentais e, em fevereiro, para toda a comunidade do Sertão do São Francisco", completa o analista do Sebrae, secretário geral do comitê estadual, Robério Araújo.
As informações são da Agência SEBRAE de Notícias BA e adptadas pela equipe GEPECORTE

Demanda por animais de reposição segue firme durante a semana

A valorização do boi gordo tem aumentado os preços das categorias para reposição, inclusive bezerros, que vinham com negócios “mais calmos” nos últimos meses. Na região de Dourados, em Mato Grosso do Sul, onde a oferta de animais é menor, há negócios por valores maiores, acima da referência do Estado. Já em Campo Grande, os animais estão mais ofertados, empurrando os preços para baixo. Nesta região e no Pantanal, a atividade de cria é expressiva.

Cenário parecido em São Paulo, entretanto, a quantidade de negócios é reduzida. Em Santa Catarina, o pecuarista está com dificuldades para encontrar bons lotes de bois magros, alavancando os preços. Os garrotes são negociados, em média, a R$980,00/cabeça e R$920,00/cabeça em São Paulo e em Mato Grosso do Sul, respectivamente.
Fonte: Canal Rural – 11/11/2011

Brasil terá metade do mercado de carne bovina em 2020

O crescimento acelerado da população mundial combinado com a urbanização e a alta da renda nos países em desenvolvimento aponta um desafio na produção de carne e abre uma grande oportunidade comercial para o Brasil. Até 2050, quando haverá mais de nove bilhões de pessoas no mundo, a produção de alimentos, necessariamente, terá de ser dobrada. O Brasil é o maior produtor mundial de carne bovina desde 2008, quando ultrapassou a marca de US$ 14 bilhões com a exportação de proteína animal. Projeções do Ministério da Agricultura indicam que o país deverá ampliar a fatia atual de 20,7% do mercado mundial para 44,5% até 2020, quando também dominará quase 50% do comércio de aves.

A demografia cria uma demanda futura firme para produtos cuja competitividade é elevada no Brasil, mas o próprio governo vê entraves para que o país aproveite ao máximo essa oportunidade. Em visita ao Congresso no mês passado, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu uma estratégia integrada de apoio à pecuária.
Ele diagnosticou uma capacidade ociosa nos frigoríficos que não condiz com o aumento da oferta de proteína para atender à demanda externa. Segundo estimativas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), para alcançar o ritmo de aumento do consumo de carnes em países como China, Índia e Brasil, será preciso elevar a oferta dos atuais 228 milhões para 463 milhões de toneladas anuais até 2050. Nesse processo, o rebanho de bovinos saltará de 1,5 bilhão para 2,6 bilhões.
Fonte: Canal Rural – 15/11/2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Preço da arroba: previsão de queda de 7,3% em seis meses

O indicador Esalq/BM&FBovespa no dia 8/nov foi cotado a R$103,82/@ e o contrato futuro da arroba de boi gordo para o fim de novembro foi negociado a R$107,25. A previsão de preço do boi gordo para este fim de ano e início de 2012 pode ser observada no gráfico ao lado.

A queda esperada no valor da arroba daqui a seis meses é de 7,3%, para R$99,40 em maio/2012.

COTAÇÕES

Cotação Boi gordo / 07.11.2011

PRAÇA

Bahia/ SSA

São Paulo

MS

MT

MG

GO

PARÁ

@/ R$

R$ 105,00

R$ 100,00

R$ 97,00

R$ 92,00

R$ 99,00

R$ 97,00

R$ 93,00

Base Posto Frigorífico.Pagamento 30 dd. Fonte: Scot Consultoria


 

Mercado Futuro / 07.11.2011

MESES

NOV

DEZ

JAN

FEV

MAR

ABR

@/ R$

R$ 106,37

R$ 106,09

R$ 102,20

R$ 100,33

R$ 99,60

R$ 99,73

Fonte: BM&F. Beef Point


 


 


 

BA: Projeto prevê aumento de 60% na renda de produtores do semiárido

Elevar em 150% o número de famílias integradas ao Pólo de Produção de Caprinos e Ovinos do Médio Rio das Contas, hoje com cerca de 120 produtores, aumentar em 60% a renda destes produtores que hoje chega, em média, a R$ 600,00 mensais por família e criar uma Central de Central de Negócios com o objetivo de realizar compras conjuntas para reduzir os custos na produção. Estes são alguns dos objetivos do projeto de Gestão Estratégica Orientada para Resultados voltada para produtores e associações da cadeia produtiva da caprino e ovinocultura de corte da região Médio Rio de Contas, abrangendo os municípios de Manoel Vitorino, Jequié, Iramaia, Barra da Estiva, Maracás e Mirante

O projeto ainda prevê a implantação do programa Jovens Empreendedores do Sebrae nas escolas municipais de Manoel Vitorino, onde está a maioria dos produtores. O programa visa disseminar a cultura empreendedora entre os jovens, a fim de despertar nos estudantes a busca de inserção no mercado de trabalho por meio de seu próprio negócio.
A assinatura do acordo de resultados do Projeto será assinado nesta sexta-feira, 11, às 14h, no auditório da sede do Sebrae, em Salvador. Além do Sebrae são parceiros do projeto o Senar- Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, Idan-Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, a Riocon- Fazendas Reunidas Rio de Contas, o Frigorífico Baby Bode, a diretoria de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil, a Fundação Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, a EBDA-Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S/A, a Embrapa e a Unirio-União das Associações do Médio Rio das Contas.
As informações são da Agência SEBRAE de Notícias BA e adptadas pela Equipe Gepecorte