segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Criadores de gado reclamam da alta no preço da vacina contra aftosa

Novembro é mês de vacinação contra a febre aftosa na maioria dos estados brasileiros. Em Minas Gerais, os criadores levaram um susto na hora de comprar as doses. O preço subiu muito em relação à primeira etapa da campanha, realizada em maio.
Quando recebeu a carta do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) autorizando a compra das vacinas contra aftosa o criador Joaquim de Souza foi à loja da Cooperativa Agropecuária de Patos de Minas (Coopatos) para comprar o produto, mas o preço do remédio assustou o produtor.
De acordo com o vice-presidente da cooperativa, houve aumento de 56% em relação à primeira etapa da campanha, realizada em maio. O valor passou de R$ 0,87 para R$ 1,20. Ele explicou que agora a quantidade de animais a ser imunizados é menor e que também há menos laboratórios oferecendo o produto.
“A gente atribui esse aumento principalmente ao fato de dois laboratórios terem parado a produção no segundo semestre em função de maiores exigências de biossegurança do Ministério da Agricultura. Com a menor oferta do produto no mercado, os preços subiram”, explica Ricardo Cézar Machado, vice-presidente da Coopatos.
A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa dura todo o mês de novembro. Nessa etapa é obrigatória a vacinação apenas em animais com até 24 meses de vida. Em Minas Gerais, o rebanha nessa faixa de idade é de aproximadamente 9,5 milhões de cabeças de bovinos e bubalinos.
O aumento nos preços também foi registrado em São Paulo, Goiás e Paraná e Bahia. Segundo o Ministério da Agricultura, o preço da vacina não tem relação com a falta de oferta do produto. Mesmo com a paralisação de dois dos seis laboratórios fabricantes, a quantidade de doses disponível no mercado supera as necessidades para essa campanha. O sindicato que representa a indústria produtora de vacinas disse que não comentará os motivos que levaram ao aumento nos preços.
Fonte: Beef World 08/11/2012 / Adaptada GEPENEWS
GEPECORTE COMENTA
A cada etapa de vacinação, são sempre as mesmas queixas dos pecuaristas em relação ao preço da dose da vacina de aftosa. O natural seria que o preço viesse sendo reduzido pois os investimentos na produção da vacina já se diluíram ao longo dos anos de campanhas de vacinação. Esta ano no caso particular da Bahia, o produtor está sofrendo em muitas regiões dos efeitos da seca tanto em termos econômicos, quanto no estado corporal dos animais que se encontram debilitados. Por conta disso o governo poderá nos municípios com decreto de estado de emergência prorrogar a data da vacinação.
Em média os preços na Bahia estão por volta de R$ 1,30 /dose.
Os laboratórios que no caso específico impõem uma situação cartelizada, acabam se aproveitando da obrigatoriedade da vacina para praticar o preço com majoração campanha a campanha.

Em dólares, o boi gordo brasileiro está 20% mais competitivo no mercado internacional do que em nov/11

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista registrou valorização de 0,97%, sendo cotado a R$97,61/@ na quarta-feira (7). O indicador a prazo foi cotado a R$98,68/@. Em trinta dias, o indicador valorizou 1,60%, quando em 3/out foi cotado em R$96,07/@.
O indicador bezerro à vista teve valorização de 0,43% e 1,38% na semana e em trinta dias, respectivamente, sendo cotado a R$718,98 nessa quarta-feira (7).
A margem bruta na reposição ficou em R$891,59 com valorização de 1,42% e 1,79% na semana e em trinta dias, respectivamente, quando estava calculada em R$891,59 em3/out. Observe no gráfico abaixo.
O contrato futuro da arroba do boi gordo para dez/12 foi negociado a R$99,80 nessa quarta-feira (7) com valorização de R$0,28 em relação ao dia anterior.
Comparando-se o indicador do boi gordo à vista em 7/nov com o vencimento do contrato futuro do boi gordo para dez/12, observa-se alta de 2,24% no valor da arroba negociada, de R$97,61 para R$99,80 em dez/12.
Entre os contratos futuros negociados para nov/12 e dez/12 observa-se alta de 0,16%, de R$99,64 para R$99,80.
O dólar comercial fechou a R$ 2,03 (PTAX compra) nessa quarta-feira (7), com valorização de 0,03% em uma semana. Em 30 dias, teve leve valorização de 0,02%. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista em dólares teve alta de 0,94% na semana, sendo calculado em US$48,03/@ na última quarta-feira (7).
No atacado paulista, o equivalente físico teve valorização de 1,79% e foi calculado em R$ 96,48/@ na última quarta-feira (7). O spread (diferença) entre o indicador de boi gordo e equivalente físico foi de R$1,13/@, com baixa de R$0,75 na semana e alta de R$1,60 em 30 dias.
Fonte: Beef Point 08/11/2012

sexta-feira, 9 de novembro de 2012










Cotação do Boi
Acesse: http://www.noticiasagricolas.com.br/cotacoes/boi

Fonte. Dispert Marketing e Branding

Coimma 4º Prêmio Consecutivo no Touro de Ouro da Revista AG

Há quatro anos a Revista AG realiza a premiação do Touro de Ouro com o objetivo de homenagear as empresas mais lembradas da pecuária brasileira e proporcionar a elas, o prestígio dos criadores de todo o país.Líder absoluta no setor, a empresa Coimma Balanças e Troncos de Contenção conquistou pela quarta vez consecutiva a liderança nas duas categorias em que participou, recebendo os troféus que foram entregues no dia 08 de novembro em São Paulo, como empresa mais lembrada na categoria Troncos de Contenção e na categoria Balanças.
O critério de escolha das empresas e profissionais contemplados é feito através de voto pela internet ou carta postal pelos assinantes e internautas da revista. A apuração dos votos é desempenhada com total seriedade e acompanhamento da PRICEWATERHOUSECOOPERS.
Coimma, há mais de 60 anos de muito sucesso, prezando pela qualidade, durabilidade, integridade e o melhor atendimento do mercado. Aqui o Peso é Bruto!
Fonte: Noticiário Coimma

Crise no setor leiteiro desestimula produtores a permanecerem na atividade

O setor leiteiro está enfrentando uma crise, os custos de produção aumentaram e o preço pago ao produto não acompanhou. A entrada cada vez maior de lácteos importados com preços mais baixos que os brasileiros também atrapalham. Com esse cenário, já tem muitos produtores pensando em desistir da atividade.

Na família Fortes já são quatro gerações trabalhando na produção de leite. A propriedade do interior de São Paulo começou com o bisavô de Thiers Fortes, passou para o avô, pai e agora ele e o irmão tocam as atividades. Quando assumiram a propriedade, acreditavam que nunca iam trabalhar em outra atividade. Mas agora já começam a pensar em deixar a produção leiteira.
Um dos maiores problemas está na importação de leite. Há muitos anos se fala da entrada de produto importado, mas, segundo o produtor, esse cenário vem ficando ainda pior nos últimos anos. Os produtos estrangeiros chegam para as fábricas brasileiras com valor inferior, por conta de impostos e também de exigências sanitárias brasileiras que não são impostas lá fora. Com produtos mais baratos na indústria nacional, a remuneração para os produtores fica prejudicada.
- O governo deveria dar mais atenção para nós. A gente está precisando de medida de contenção a essa importação com urgência, porque senão o setor deve parar. O produtor de leite vai parar de tirar leite - diz Thiers Fortes.
Outro problema está no custo de produção. Os preços da soja e do milho subiram. Somando isso com a mão de obra, a alta chega a 40%. Mas o preço recebido pelo leite continua o mesmo do ano passado, entre R$ 0,90 e R$ 0,93 por litro.
- Não tem como dar soja e milho para a vaca, a gente não sabe mais como fazer para reduzir custos - fala Thiers Fortes.
No Vale do Paraíba, os produtores já trocaram soja e milho por polpa cítrica e também cevada. A redução é de 40% nos custos de R$ 10 ao dia por animal para apenas R$ 6. O problema é que também há redução na quantidade de produção de leite.
- O leite, baixo do jeito que está, e com os custos altos, a gente tem que tirar de alguém e infelizmente a gente tira dos animais. Não é o certo, mas é o que nós temos que fazer. Nós estamos nutrindo um pouco menos os animais, causa que vai gerar problema para a gente. Esses animais terão a taxa de concepção baixa e ano que vem não vão produzir na época certa com o pico de lactação que é necessário. Os pastos continuam lotados com os animais, mas não tem a produção necessária - lamenta o produtor rural Marcelo Medeiros.
A redução é de 20% na produção de cada vaca. Mas a situação não pode continuar assim, por isso os produtores da região já estão planejando protestos públicos em rodovias federais para chamar atenção do governo e da sociedade perante a situação.
- O governo tem que olhar pra nós, porque o produtor não está resistindo. Ele não vai conseguir tocar a propriedade. Se continuar dessa forma ele não tem mais quatro ou cinco meses de vida - diz Medeiros.
Segundo o presidente da Leite Brasil, Jorge Rubez, a crise no setor leiteiro chegou em um momento crucial. Ele defende um posicionamento definitivo.
- Vai ter que aumentar o preço ao produtor para ele conseguir sobreviver. E isso tem reflexo sim no preço final. Não há outra alternativa, senão nós vamos ter que importar leite de fora ao invés de gerar emprego aqui no Brasil. Nós vamos gerar no Mercosul ou em outros países - declara Jorge Rubez.
Fonte: O Leite 06/11/2012

EUA devem abrir mercado de carne bovina In natura em 2013

A abertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura brasileira deve ocorrer somente no ano que vem. Segundo o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Fernando Sampaio, o Brasil espera decisão oficial do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), que ainda não tem prazo para ocorrer. O Brasil já exporta carne bovina termoprocessada àquele mercado.

"No último contato que fizemos, as autoridades norte-americanas nos disseram que eles não iriam fazer nada até as eleições presidenciais, realizadas nesta terça-feira (6/11). Já estamos praticamente no fim do ano", disse o executivo a jornalistas, após sua apresentação no Congresso Nacional da Indústria da Carne, promovida pelo Informa Group. Questionado se a demora poderia sinalizar uma desistência, Sampaio disse que não. "A abertura à carne in natura está dentro do processo do contencioso do algodão. Eles têm de abrir (o mercado)", declarou.
Sampaio reiterou, ainda, as perspectivas da Abiec para 2012. O volume de carne bovina exportada deve crescer pelo menos 10%. "A receita também expandirá (o executivo não citou um porcentual). Mas o preço por tonelada vai ter leve baixa, impactado pela crise que está perdurando na Europa", declarou.
Até setembro, as vendas de carne bovina somaram US$ 4,166 bilhões, alta de 4,86% ante o mesmo período do ano passado. Em volume, houve avanço de 9,74%, para 896,571 milhões de toneladas. O preço no exterior no período recuou 4,45%, para US$ 4.646 a tonelada. "Temos de trabalhar cada vez mais na abertura de novos mercados, mas de maior valor agregado, como Japão, Coreia do Sul e Vietnã e ampliar os embarques para a China", disse Sampaio.
Fonte:Globo Rural 06/11/2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Chuva forte em parte do Brasil


Leiam os alertas de Chuva co CPTEC/ INPE
Chuva forte em parte do Brasil

Veja a previsão de chuvas nos principais estados agropecuários do país para o mês de novembro


O estado de São Paulo tem pouca chuva até 7 de de novembro. Os maiores acumulados variam de 30 a 50 mm no norte e Mantiqueira. Nas outras áreas, chove de 10 a 20 mm e entre 8 e 12 de novembro a tendência é de pouca chuva. Os acumulados mais elevados serão no leste, norte e oeste do estado, com média de 20 a 40 mm e nas outras áreas chove de 10 a 30 mm. Entre 13 a 17 de novembro, a chuva aumenta no centro, oeste e sul, acumulando de 50 a 100 mm.
Em Minas Gerais, a previsão de chuva volumosa sobre Minas Gerais permanece nos próximos dias. Até 5 de novembro, acumulados de 50 a 100 mm devem ocorrer em praticamente todo o Estado. Entre 8 a 12 de novembro, ainda há expectativa de muita chuva. No sul de MG e no Triângulo, chove de 20 a 50 mm, mas as outras regiões acumulam mais de 100 mm. O noroeste pode ter 200 mm de chuva. De 13 e 17 de novembro a chuva diminui, deixando a maior parte do estado acumulada de 20 a 40 mm.
Em Goiás, haverá chuvas muito volumosas no decorrer da primeira quinzena de novembro. Até 7 de novembro, os acumulados variam de 50 a 100 mm na maior parte do estado. De 8 a 12 de novembro, alerta-se para chuva muito volumosa em praticamente todo o território, que deve superar os 200 mm acumulados. Entre 13 a 17 de novembro a chuva diminui, mas ainda ocorre com frequência, chovendo de 30 a 50 mm na maior parte do estado.

Finalizando, na Bahia permanece a previsão de muita chuva nos próximos dias e até 7 de novembro chove de 50 a 100mm em praticamente todo o estado. Áreas na Chapada, no sul e Recôncavo devem acumular mais de 100 mm. Entre 8 a 12 de novembro, a chuva será volumosa em muitas áreas da Bahia, podendo acumular de 200 a 300mm no centro, oeste, sul e Chapada. Entre 13 e 17 de novembro, o tempo volta a secar e quase não chove.
Fonte: Somar, resumida e adaptada pela Gepecorte

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Banco do Nordeste lança edital para construção de 30 mil cisternas no semiárido

Na Bahia, serão 11.156 cisternas de água para consumo humano e 600 para produção de alimentos

Salvador, 05 de novembro de 2012 - O Banco do Nordeste, por meio de Contrato de Prestação de Serviços celebrado com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), lança amanhã, 06, Edital de seleção pública de entidades privadas sem fins lucrativos interessadas na construção de 28.483 cisternas de placas de 16 mil litros para armazenamento de água e de 1.650 tecnologias sociais de acesso à água para a produção de alimentos (2ª água), voltadas à população de baixa renda, no âmbito do Programa Cisternas.
As ONG’s selecionadas através do Edital serão responsáveis pela seleção, cadastramento, capacitação das famílias e pedreiros e construção das cisternas. O Banco do Nordeste, por sua vez, atuará como mandatário do MDS, ficando responsável pelo acompanhamento do Programa.
No Estado da Bahia serão beneficiados os municípios de Olindina, Nova Souré, Ribeira do Pombal, Heliópolis, Novo Triunfo, Água Fria, Santa Bárbara, Santanópolis e Rafael Jambeiro, envolvendo um total de 11.156 cisternas de água para consumo humano e 600 para produção de alimentos.
O Programa Cisternas integra o Programa Água para Todos e o Programa Fome Zero, do Governo Federal, tendo por objetivo principal garantir o acesso à água potável para famílias de baixa renda de forma universalizada, haja vista a carência desse recurso hídrico no semiárido nordestino, fortalecendo a participação da sociedade civil nas ações políticas de desenvolvimento local e de segurança alimentar e nutricional.
Para acessar o Edital na íntegra, acesse: www.bnb.gov.br (Acesso à Informação/Licitações e Contratos/Licitações Publicadas).
Assinatura do contrato
O Banco do Nordeste e o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) assinaram nesta segunda-feira, 5 de novembro, o Contrato de Prestação de Serviços que prevê a construção de 30.133 cisternas para armazenamento de água, em 37 municípios dos estados da Bahia, Ceará, Minas Gerais e Paraíba.
A solenidade aconteceu em Brasília e contou com as presenças do presidente do Banco do Nordeste, Ary Joel Lanzarin e do diretor de Gestão do Desenvolvimento, Stélio Gama, além da ministra Tereza Campello e outros representantes do MDS.
Fonte:
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO NA BAHIA / BNB

Bahia renova certificação de cinco propriedades livres de brucelose e tuberculose

Mais cinco propriedades baianas, localizadas no município de Uibaí, renovaram a certificação de “Livre de Brucelose e Tuberculose”, totalizando 17 fazendas livres destas enfermidades no Estado. Outras três estão em processo de certificação, colocando a Bahia em quarto lugar no ranking nacional de propriedades certificadas. A ação foi realizada pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura (Seagri).
“A certificação de propriedade Livre de Brucelose e Tuberculose representa uma importante estratégia de atuação do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) e se caracteriza por ser de caráter voluntário e ter o envolvimento do Médico Veterinário credenciado e habilitado pelo MAPA em todo o seu processo”, explica a Coordenadora do PNCEBT, Luciana Ávila.
Iniciado em 2008, o processo de certificação de propriedades livres de Brucelose e Tuberculose, envolve ações de educação sanitária como reuniões, palestras e seminários em conjunto com entidades parceiras. Entre os colaboradores do Programa estão o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) através da Superintendência Federal da Agricultura na Bahia (SFA), a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), além de prefeituras municipais em todo o Estado.
“Esse apoio mútuo entre iniciativa pública e privada auxilia o trabalho da defesa agropecuária na medida em que informa os criadores quanto aos procedimentos para a certificação e desperta o interesse em aderir ao processo”, salienta o diretor de Defesa Animal da Adab, Rui Leal, lembrando que a consequência imediata é a geração de emprego, a garantia de animais saudáveis e a oferta de um produto qualificado para a população.
Fonte:Ascom / Adab
05.11.12

Adab treina produtores rurais para atuar como Agentes Vacinadores contra Brucelose

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), órgão vinculado à Secretaria de Agricultura (Seagri), vai promover entre 07 e 09 de novembro, no município de Cotegipe, e 12 a 14 de novembro em Itabela, o treinamento de produtores rurais para a realização da vacinação contra Brucelose no Estado. A Agência já capacitou mais de dois mil agentes vacinadores para a atividade que integra o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT). Nesta etapa os cursos serão desenvolvidos com o apoio do Senar e são voltados para os produtores cadastrados nos sindicatos locais.
Após a capacitação os produtores serão Agentes Vacinadores e poderão atuar em pequenas comunidades da região de seu campo de atuação”, explica a coordenadora do Programa Nacional Contra Brucelose e Tuberculose, Luciana Ávila. Para ela a vantagem desta ação é a capacitação de pessoas que já lidam com agropecuária e estão inseridas na comunidade, podendo se tornar parceiros da Adab, levantando demandas e apontando locais para atendimento específico.
Outro ponto positivo é o incremento da vacinação de bezerras, em todo o Estado, contra a Brucelose, o que fortalece a defesa agropecuária em território baiano”, acrescenta o diretor de Defesa Animal da Adab, Rui Leal, lembrando que mais de 400 mil bezerras foram vacinadas contra a doença na Bahia em 2011, com a ajuda de médicos veterinários cadastrados e de agentes vacinadores treinados pela Adab.
Fonte:Ascom Adab
05.11.12

Previsão do Tempo/ Macajuba-Ba


Vamos nessa São Pedro!!
Previsão de Tempo para Macajuba - BA

Sementes e produção de mudas florestais é tema de encontro no RJ

Sementes e produção de mudas florestais é tema de encontro no RJ

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Previsão do tempo para amanhã.


Fonte: Cptec/Inpe

Com seca prolongada e custos elevados, leite tem nova alta em outubro, aponta Cepea

O preço do leite recebido pelos produtores em outubro referente à produção entregue em setembro subiu 1,3% em relação ao mês anterior, com média de R$ 0,8097/litro (preço líquido), de acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia  Aplicada), da Esalq/USP - a média é ponderada pelos estados de RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA. O preço bruto, que inclui frete e impostos, foi para R$ 0,8808/litro. Em relação a outubro de 2011, porém, o recuo é de 5,5% em termos reais, ou seja, descontando-se a inflação (Ipca) do período.
Pesquisadores do Cepea indicam que essa terceira alta consecutiva é consequência da oferta reduzida de leite, dada a estiagem prolongada em várias regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, e da finalização da safra sulista. Além disso, os custos de produção de leite estão quase 20% mais elevados que no mesmo período de 2011 (dados de setembro). O encarecimento da alimentação concentrada é o item que mais pesa, limitando, inclusive, investimentos dos produtores.
Fonte: O Leite 01/11/2012

Preço do boi gordo aumenta devido à falta de oferta

O valor  do boi gordo está quase 7% mais alto do que nos últimos dois meses no país devido à falta de oferta. A alta é reflexo da falta de pastagens de qualidade, que fizeram com que os bois de campo não ficassem prontos antes do término dos animais de confinamento. As escalas de abate estão cada vez mais apertadas, atendendo de dois a quatro dias
No interior de São Paulo, o preço subiu nos últimos 20 dias. É o caso da cidade de Engenheiro Coelho, onde o lote é comercializado por R$ 100 a arroba.
- Já são três lotes que vendo a R$ 100, mas consegui isso nas empresas  pequenas. Nas grandes exportadoras, não quiseram pagar - explica o pecuarista Olívio Batistela.
A expectativa dos produtores é de que o preço permaneça nesse patamar. O analista de mercado Élio Mecheloni confirma que os próximos meses deverão apresentar altas, mas não tão elevadas quanto eram as expectativas.
- Nós trabalhamos com a possibilidade de um atraso da entrada mais abundante da oferta de gado a pasto. Isso pode permear novas altas no mercado, mas são altas contidas, a não ser que tenhamos um vazio inesperado de oferta - destaca Mecheloni.
Fonte:Boi Pesado 01/11/2012

Alta do custo de produção de leite causa prejuízo aos criadores

Os produtores de leite de Goiás estão com dificuldade para fechar as contas. O custo de produção está acima do valor pago pelo produto. Cooperativas registram redução no fornecimento.
Na fazenda do criador Edelmiro Fioravante são realizadas duas ordenhas diárias nas 42 vacas que estão em fase de lactação. Os animais produzem 600 litros de leite por dia. Para que essa produção seja possível é preciso caprichar na alimentação dos animais. Mas o alto custo da ração causa problemas ao produtor rural. "O farelo de soja que nós pagávamos cerca de R$ 450 a R$ 500 a tonelada, hoje é R$ 1.380,00", diz.
Na soma de todas as despesas da produção, o custo do litro de leite tem ficado na faixa de R$ 0,90, mas o mercado está pagando R$ 0,70 pelo produto. A conta não fecha e o produtor Edelmiro Fioravante registra prejuízos.
Os impactos também são grandes nas cooperativas. Em uma delas, a produção leiteira já caiu cerca de 20%, o que significa redução diária de 17 mil litros de leite. Dos mais de 480 cooperados, cerca de 80 já deixaram de fornecer leite para a cooperativa.
A estiagem do primeiro semestre do ano afetou a produção de leite no Rio Grande do Sul. Mesmo com a reação do preço causada pela queda na oferta, o valor ainda está abaixo do custo de produção.
O Conselho da Indústria e dos Produtores de Leite do Rio Grande do Sul divulgou nesta semana um balanço com os valores repassados aos produtores. Em setembro, o produto teve alta de 1,5%. Já em outubro a expectativa é encerrar o mês com alta de 3,8%. Atualmente, o litro do leite tipo C está saindo por aproximadamente R$ 0,68 para os produtores gaúchos.
Para o presidente da comissão do leite da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Jorge Rodrigues, os valores representam o atual momento da atividade, com aumento nos custos de produção e redução de oferta, motivada por problemas climáticos.
Fonte:O Leite 29/10/2012

Pecuária extensiva tradicional deve desaparecer em MS, prevê analista

 
 
Em um período de oito anos, entre 2003 e 2011, o rebanho bovino de Mato Grosso do Sul encolheu de 24,9 milhões de cabeças para 21,5 milhões de animais, uma redução de 13segundodados da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa redução do rebanho, segundo a economista e coordenadora da Unidade Técnica Econômica (Unitec) da Famasul, Adriana Mascarenhas, pode ser atribuída a três fatores: a descoberta de foco de febre aftosa em Mato Grosso do Sul em 2005, a crise econômica mundial de 2008 e ao ciclo de diversificação de atividades no agronegócio do Estado.
"O produtor percebeu que o maior ativo que ele possui é a terra que tem em suas mãos e, por isso, ele está diversificando suas atividades para aproveitar melhor esse ativo. Está investindo também no plantio de grãos (soja e milho), de cana e de florestas. Essa é uma tendência muito forte. Não acredito que voltemos a ter um rebanho de 25 milhões de animais, mas isso não significa queda de produção porque estamos registrando aumento de produtividade", explica.
Adriana diz que o rebanho bovino do Estado evoluiu muito nos últimos anos em qualidade e ganhou muito produtividade, com os criadores investindo cada vez mais no melhoramento genético dos animais e no aprimoramento do manejo.
"O pecuarista que criava seu rebanho de forma extensiva, quase que simplesmente deixando o boi no pasto já é uma figura rara no Estado e a tendência é que ele desapareça. Atualmente a pecuária demanda tecnologia. O produtor tem que ser um empreendedor rural, que está antenado com o mercado e que usa a tecnologia que tem ao seu dispor", explica.
Neste cenário, de produção altamente tecnificada, a coordenadora da Unitec diz que a perspectiva para pecuária sul-mato-grossense é muito positiva. "A pecuária hoje oferece muitas oportunidades e não precisamos ter o maior rebanho bovino do País para aproveitá-las. Necessitamos sim ter uma produção de carne com qualidade e com sustentabilidade para atender os mercados que estão se abrindo para nós", analisa.
Reforçam a avaliação de Adriana os números da balança comercial do Estado. De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) as exportações de carne bovina congelada e refrigerada de Mato Grosso do Sul somente entre os meses de janeiro e setembro deste ano já superam em volume e em receita o total comercializado pelo Estado destes dois tipos de produto em todo o ano passado.
Em 2011, conforme a Secex, a carne bovina congelada foi o quinto produto no ranking de exportações sul-mato-grossenses, com vendas de 64,6 mil toneladas e receita de US$ 306,7 milhões, enquanto que a carne bovina resfriada foi o 12º na relação, com uma comercialização de 8 mil toneladas que renderam US$ 49,8 milhões.
Já de janeiro a setembro de 2012, o volume de carne bovina congelada exportada pelo Estado foi de 74,2 mil toneladas e a receita chegou a US$ 330,5 milhões (7,7% a mais do que em todo o ano passado). O produto também avançou duas posições no ranking de exportações do Estado e passou a ocupar o terceiro lugar. Em décima apareceu a carne bovina resfriada, com vendas de 8,6 mil toneladas e resultado financeiro de US$ 52,8 milhões (6% acima do arrecadado nos 12 meses de 2011).
Fonte:Beef World 29/10/2012

Consumo de carnes impulsiona mercado global de ração animal, podendo chegar a US$8,0 bi em 2018


A maior renda e o rápido aumento na classe média ao redor do mundo dobrará o consumo de alimentos nos próximos anos. Os Estados Unidos são o maior consumidor mundial de carne de frango, com a carne vermelha perdendo terreno para a carne de frango e suína. O aumento ao acesso à alimentos e a mudança nos hábitos de consumo de carne direcionarão o uso de ração animal em cada segmento.
Novas análises de Frost & Sullivan, "Análises Estratégicas sobre o Mercado de Ingredientes de Alimentos para Animais na América do Norte", descobriram que o mercado teve receita de mais de US$ 5,30 bilhões em 2011 e estima que essas alcançarão US$ 7,98 bilhões em 2018.
A popularidade das carnes de frango e suína direciona os fabricantes a produzir ração com maiores volumes de ingredientes para esses segmentos do que outros alimentos animais. "A produção de ração onde os principais ingredientes são grãos, está em declínio desde 2008", disse o analista de indústria da Frost & Sullivan, Anjaneya Reddy. "A fraca perspectiva econômica tem prejudicado os planos de expansão da capacidade de produtores de ração e afetado a produção deste tipo de ração".
Além disso, a indústria de biocombustíveis de rápido crescimento está competindo pela terra agrícola necessária para o cultivo de ingredientes para alimentação animal. Se a demanda por biocombustíveis continuar aumentando, haverá um conflito por terra para produção agrícola.
Além disso, os produtores estão ansiosos para melhorar suas reduzidas margens focando em maior produtividade nos sistemas rurais. Eles estão mais inclinados a usar ingredientes de ração com alta eficácia que compensarão a redução na quantidade. Especialistas da indústria também levantaram preocupações sobre o efeito das emissões de gases de efeito estufa, direcionando a necessidade por alternativas naturais a produtos sintéticos. Campanha proativas baseadas na imagem de segura dos ingredientes dos alimentos animais direcionarão os retornos das companhias, criando um mercado de alto potencial e alto crescimento.
Fonte:Site da Carne 29/10/2012

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Vacinação contra febre aftosa é flexibilizada em municípios com seca


Estados e municípios da região Nordeste afetados pela seca deste ano poderão decidir se prorrogam ou suspendem a vacinação contra a febre aftosa – a depender das condições do gado. A segunda etapa de intervenção em bovinos e búfalos começa no dia 1º de novembro, com expectativa de imunizar 150 milhões de animais em todo o país. Com a medida anunciada na terça, dia 30, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse número pode ser reduzido em até 16 milhões de cabeças – gado estimado nos nove estados da região.
De acordo com o coordenador de Febre Aftosa do Mapa, Plínio Lopes, os departamentos veterinários dessas cidades terão que iniciar a vacinação normalmente e, ao longo do processo, se considerarem necessário, podem prorrogar a aplicação das vacinas por 30 dias ou ainda suspender o procedimento. No caso de suspensão, os municípios terão que apresentar uma nova análise da situação até o dia 15 de janeiro para que o ministério reavalie as condições locais.
– Onde ocorrer prorrogação ou suspensão da vacinação, os bovinos que precisarem ser transportados para outros Estados terão que ser vacinados previamente – explicou Lopes.
Lopes garante que a medida não vai prejudicar as metas do governo de alcançar áreas livres da aftosa. A expectativa mantida pelos órgãos sanitários é que a região Nordeste atinja esse status no ano que vem. A última ocorrência de aftosa na região foi registrada há dez anos.
– Os índices vacinais da região estão dentro do satisfatório e desejado, acima de 85% do gado vacinado, e estamos fazendo inquérito epidemiológico a cada 15 dias – complementou.
Técnicos do Mapa que estão na região colhendo sangue dos animais em diversas propriedades asseguram que não há indicativos de vírus em circulação. O coordenador de aftosa do Mapa explicou ainda que a intenção é amenizar os prejuízos contabilizados pelos produtores nordestinos.
– O produtor já está prejudicado com os efeitos da seca. Queremos amenizar esses impactos e o risco de perder animais pelo manejo – disse, destacando que, durante o transporte ou a captura, o gado, enfraquecido pela falta de alimentos e água, “pode cair e não levantar mais”.
Segundo o diretor de Saúde Animal do ministério, Guilherme Marques, o manejo é o único risco nesses casos. Ele garante que os produtores que decidirem vacinar os animais não precisam se preocupar com os efeitos da imunização.
– Temos testes feitos pelo ministério e por empresas. A vacina não provoca mortalidade ou aborto. O que provoca é o manejo do rebanho com fome e sede. O estresse provocado nos animais.
De acordo com Marques, a flexibilização do calendário de vacinação contra aftosa em casos extremos de chuva ou seca excessiva está prevista na legislação brasileira.
– Raríssimas vezes prorrogamos a campanha de vacinação. Temos que procurar sempre vacinar o maior volume de animais no país no menor espaço de tempo para combater a dispersão da doença pela transmissão entre animais – explicou.

Fonte: Canal Rural 30/10/2012


Cotação do Boi

Acesse o link e veja as últimas cotações do boi gordo.
http://www.noticiasagricolas.com.br/cotacoes/boi

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Negócios em ritmo lento, mas preços firmes

A dificuldade de compra de boiadas cresceu nos últimos dias e aos poucos o mercado ganha firmeza.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, nesta segunda-feira (22/10), as ofertas de compra em São Paulo variavam de R$95,00/@ a R$97,00/@, à vista. As grandes indústrias testavam valores abaixo destes, mas os negócios travavam.
As escalas de abate no estado atendem, em média, de três a quatro dias úteis.
Já no Triângulo Mineiro, as programações de abate evoluíram na última semana. Ao contrário de parte dos frigoríficos do Mato Grosso do Sul, que precisa de boiadas para o fim desta semana.
No Pará, a dificuldade de compra é maior, quando comparada às praças do Centro-Sul.
Desde o início de outubro, a arroba do boi gordo em Marabá subiu 3,2%. Saiu de R$95,00/@, a prazo, para R$98,00/@, nas mesmas condições.
Fonte:Boi Pesado 23/10/2012






Número de bovinos confinados deve aumentar 5,9% em 2012, aponta Rally da Pecuária

Expedição percorreu 52 mil quilômetros em nove Estados entre agosto e outubro.

O número de bovinos confinados em 2012 deve ser 5,9% maior que em 2011, passando de 518 mil cabeças para 549 mil cabeças, constatou o Rally da Pecuária 2012. O cálculo foi feito a partir de uma amostra avaliada na expedição que percorreu 52 mil quilômetros, em nove Estados, entre agosto e outubro. Esses Estados concentram 75% do rebanho nacional e 85% da produção de carne bovina.
- O volume de bois confinados aumentou menos do que a gente esperava - disse André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, promotora do Rally ao lado da Bigma Consultoria, na coletiva de apresentação de resultados da expedição.
Na edição do ano passado, os pecuaristas entrevistados relataram intenção de confinar 18% mais.
- Observamos que quase metade dos animais confinados já estava no cocho ou terminados. A quantidade de animais engordados nesse sistema intensivo no segundo turno é que foi menor, pelo alto custo dos grãos e preços do boi gordo pouco atrativos. O segundo turno, portanto, foi o que abaixou o porcentual - explicou o sócio-diretor da Bigma Consultoria, Maurício Palma Nogueira.
Quanto à qualidade do pasto, foi constatado que cerca de 50% das pastagens estão com condições entre boas e ótimas, 31% em condições médias e 19% de pasto em degradação ou já degradado.
Fonte: Site da Carne 24/10/2012



Brasil é o 3º maior produtor de leite

Em 2011, o Brasil produziu 32,1 bilhões de litros de leite. O volume divulgado pela Pesquisa da Pecuária Municipal, no dia 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), supera em mais de 1 bilhão de litros as estimativas do setor que apontavam para uma produção de 31 bilhões no ano passado.

O resultado oficial representa um aumento de 4,5% sobre a produção de 2010, que ficou em 30,7 bilhões de litros, e eleva a posição do Brasil para o terceiro lugar no ranking mundial de produção leiteira.
Para Jorge Rubez, presidente da Leite Brasil, associação que representa os produtores nacionais, os números do IBGE são positivos. "O ano de 2011 foi bom para o produtor, quando também registramos um crescimento de 15% no valor total da produção de leite", afirma.
Em 2012, a Leite Brasil não espera resultados tão animadores, uma vez que o preço do leite cresceu menos se comparado aos custos de produção.
Ranking - De acordo com a entidade, o volume produzido pelo País em 2011, se convertido em toneladas métricas, equivale a 33,2 milhões. A produção brasileira, segundo o ranking do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), fica atrás da Índia que produziu 52,5 milhões de toneladas e dos Estados Unidos que mantém a primeira posição com 88,6 milhões de toneladas de leite produzidos no ano.
O Brasil avançou duas posições desde 2007, quando aparecia em 5º lugar no ranking, atrás também da China e da Rússia. Em 2009, o Brasil ultrapassou a China e, agora, conseguiu superar a produção russa, que mantinha a terceira posição em 2010 e caiu para a 4ª posição com 31,7 milhões de toneladas métricas em 2011. A China segue em quinto lugar com 30,7 milhões.
Fonte: O Leite 23/10/2012



Carne em alta causa impacto na inflação em setembro

Consumidores já sentiram a alta de preços da carne bovina no mês passado e o valor pode aumentar até o final do ano. Na inflação, as carnes já causaram impacto de 2,27% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro. O preço de alguns cortes cresceu na comparação com agosto, mas clientes de supermercados e açougues ainda pagam valores menores do que em dezembro de 2011.

De acordo com o economista Cid Cordeiro, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Paraná (Dieese-PR) de agosto para setembro subiu o preço do coxão mole (3,39%) e da alcatra (6,35%). No entanto, no acumulado entre janeiro até o mês passado, na comparação com dezembro de 2011, baixaram o contrafilé (-8,15%), filé mignon (-1,72%), coxão mole (-5,66%), alcatra (-9,32%) e patinho (-4,77%). "Ainda existe margem para aumento", aponta.
Levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura, indica que nove cortes de carne tiveram alta em agosto e setembro no mercado varejista. O maior aumento foi do patinho (6,8%). Os preços pagos ao produtor também estão subindo. A arroba bovina estava cotada a R$ 90,99 em agosto, saltou para R$ 94,07 em setembro e no início deste mês, R$ 95,61.
"Este ano está sendo atípico para a pecuária de corte. O inverno não foi tão rigoroso. A oferta se manteve constante e o preço não teve elevação. Mas começamos a observar o aumento no final da entressafra por causa da estiagem, que prejudicou a pastagem", explica Fábio Peixoto Mezzadri, do Deral. Segundo Cordeiro, outro fator que influenciou na alta é o uso da ração no final da engorda dos bois, pois os preços da soja e do milho tiveram aumento significativo por causa da seca.
Algumas churrascarias consultadas pelo Paraná Online têm absorvido o aumento das carnes, sem repassar a diferença aos clientes. O jeito é cortar outro tipo de custo para compensar.
Fonte:Site Da Carne 23/10/2012

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Oferta do boi é restrita e escalas de abate vão até 7 dias

Muito embora a oferta de animais para abate mostra- se restrita, a queda de braço entre as indústrias e fornecedores permanece intensa. Nesse cenário, a variação da cotação da arroba apresenta variações pontuais, para maior ou para menor, em razão de indústrias que têm necessidade de adquirir animais para cumprir seus compromissos, mas, de outro lado situam-se as outras que recorrem a animais de confinamento próprio ou adquirido na bolsa, permitindo o alongamento das escalas o que os coloca em situação confortável, permitindo a estabilidade de preço por arroba. Escalas médias de três a sete dias. Atacado tem preços firmes e com boa procura pela carne O mercado atacadista opera em ambiente de preços firmes, com boa procura e ofertas reduzidas ocasionada pela irregularidade da escala de abate dos frigoríficos que favorece ao enxugamento do mercado. Final de semana mais longo poderá possibilitar reação de preços, sobretudo, se for levado em conta o preço firme da carne suína e de frango. A expectativa do setor de que haverá maior procura da carne bovina neste fim de semana, que somada a oferta reduzida poderá haver recuperação de preços.

Fonte:Boi Pesado 22/10/2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Principais indicadores do mercado do boi

O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista teve desvalorização de 0,10%, nessa quarta-feira (17) sendo cotado a R$95,16/@. O indicador a prazo foi cotado em R$95,54.

A partir de 2/jan o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa deixou de considerar o Funrural.
O indicador Esalq/BM&F Bezerro teve desvalorização de 0,43% e foi cotado a R$700,27/cabeça nessa quarta-feira (17). A margem bruta na reposição foi de R$869,87 e teve valorização de 0,16%.
Na quarta-feira (17), o dólar foi cotado em R$2,03 com desvalorização de 0,07%. O boi gordo em dólares teve desvalorização de 0,03% sendo cotado a US$46,81.
O contrato futuro do boi gordo para Nov/12 foi negociado a R$98,84 e sua variação teve baixa de R$0,43.
No atacado da carne bovina, o equivalente físico manteve-se estável, fechado a R$96,74. O spread (diferença) entre o índice do boi gordo e equivalente físico foi de -R$1,58 e sua variação teve baixa de R$0,10 no dia.
Fonte:Beef Point 18/10/2012



Consultoria prevê aumento de 4% na captação de leite em 2012

A Scot Consultoria estima um aumento de cerca de 4% na captação de leite no país em 2012 ante o ano passado. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume captado no segundo trimestre desde ano foi 2,8% superior ao do mesmo período de 2011. No ano de 2011, a captação formal foi de 21,8 bilhões de litros de leite, aumento de 3,93% ante o volume captado em 2010.

Na Carta Leite, relatório mensal da consultoria, os analistas Jéssyca Guerra e Rafael Ribeiro afirmam que a tendência de alta na produção anual está relacionada com o regime de chuvas, já que as precipitações são mais intensas a partir do terceiro trimestre do ano, e também ao tradicional aumento de gastos do consumidor com a alimentação à medida que se aproxima o fim do ano.
"Segundo o Índice Scot Consultoria de Captação de Leite, em julho e agosto aumentou a captação de leite, considerando a média nacional. Entretanto, em setembro houve ligeira queda", informaram os analistas.
Fonte:Canal Rural 16/10/2012



Rebanho de bovinos chega a 212,8 milhões de cabeças

O rebanho de bovinos aumentou 1,6% entre 2010 e 2011 no Brasil, chegando a 212,8 milhões de cabeças no ano passado. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 18 de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa de Produção Pecuária Municipal. A região Nordeste foi a que apresentou o maior crescimento, de 2,9% no período, seguida por Sudeste (2,8%) e Norte (2,7%).

O número de bovinos registrado pelo IBGE foi o mesmo de igual período do ano anterior nas regiões Sul e Centro-Oeste, sendo que esta se manteve como detentora do maior rebanho do país, com 34,1% do total. A região Norte, dona do segundo maior rebanho, concentrava 20,3% do total.
Entre os estados, o Mato Grosso tinha 13,8% do total de bois, seguido por Minas Gerais (11,2%), Goiás (10,2%) e Mato Grosso do Sul (10,1%). Quanto aos municípios, o maior rebanho é de São Felix do Xingu (PA), com 1% do total nacional, enquanto a segunda e terceira colocações, respectivamente, foram de Corumbá e Ribas do Rio Pardo, ambos em Mato Grosso do Sul.
Quanto aos bubalinos, os acréscimos foram de 7,8% sobre 2010, totalizando 1,3 milhão de cabeças. Os búfalos concentravam-se nas regiões Norte e Nordeste do país, sendo os maiores efetivos registrados no Pará (38%), Amapá (18,4%) e Maranhão (6,5%).
Houve aumento também no rebanho de suínos no período, de 0,9%, atingindo 39,3 milhões de cabeças. O estado com o maior número de animais é o de Santa Catarina, com 20,3% do total. Ao todo, as três unidades da federação no Sul do País concentram 48,6% do rebanho do país.
O número de ovinos teve elevação de 1,6%, assim como o de coelhos (3,6%), enquanto o de caprinos manteve-se estável. Apresentaram reduções os rebanhos de cavalos (0,1%), jumentos, jegues, burros e mulas (0,7%)
Fonte:Boi Pesado 18/10/2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Cotação do Boi

Veja as diversas cotações para várias categorias e em diferentes estados brasileiros do mercado do boi.
Acesse:



Produção brasileira de leite cresce 5% ao ano

A produção brasileira de leite cresce numa média de 5% ao ano, saindo da marca dos 14,5 bilhões de litros produzidos em 1990 para 30,5 bilhões em 2010. Com este aumento, o Brasil alcançou a autossuficiência em produtos láticos, abastecendo a população e exportando uma pequena quantidade (em torno de 3% ao ano).

A maior produção de leite brasileira ocorre na Região Sudeste, respondendo por 37% da produção nacional, seguida pela Região Sul com 30%. A Região Sul, embora atualmente em segundo lugar no ranking, poderá se tornar a maior produtora de leite do País, em breve, pois sua produção cresce, em média, 8,5% ao ano, contra apenas 2,6% anual na Região Sudeste, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O consultor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF/MDA), Fábio Teles, especialista no assunto, lembra que o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do País, com mais de 3,3 bilhões de litros anuais, equivalentes a 12% da produção nacional, ficando atrás somente de Minas Gerais.
"A produção diária atual, de dez milhões de litros de leite, está muito aquém da capacidade do parque industrial do estado, que é de 16 milhões de litros/dia e pode chegar a 18 milhões até o fim de 2012. Ou seja, há um espaço muito grande para produzir leite com qualidade e vender para outros estados e até exportar, o que já é feito por algumas cooperativas", observa Fábio Teles.
Ele destaca, ainda, outras vantagens brasileiras, como o cardápio variado de tecnologias produzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a rede diversificada de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) pública e privada, que recebem recursos do MDA para prestar assistência a quem produz. "No caso da assistência técnica, o governo federal vem priorizando a Ater de Gestão para ensinar os produtores a cuidarem bem de seus fatores de produção e de seu dinheiro. Ou seja, para produzir bem e viver melhor no campo, ao mesmo tempo com mesa farta na cidade."

Na avaliação do consultor, o Programa Leite Gaúcho, é sem dúvida, um dos mais importantes criados no setor leiteiro nacional. "Para atender as 13 mil famílias de assentados no estado, o governo do Rio Grande do Sul pretende ampliar a infraestrutura da bacia leiteira gaúcha, umas das poucas regiões do País com vocação total para o leite, com o apoio de recursos do BNDES", informa Fábio Teles.
Fonte: O Leite 09/10/2012

Produtores devem estar atentos ao rebanho no período chuvoso

A saúde e o bem estar animal são preocupações constantes dos pecuaristas. E com a aproximação do período chuvoso, o produtor deverá tomar alguns cuidados extras com o seu rebanho para garantir animais saudáveis e a produção de carne e leite, sempre levando em consideração o bom estado das pastagens e o calendário de vacinação.

Dentre os principais problemas que um rebanho pode enfrentar neste período é a proliferação da mosca-do-chifre, que é uma parasitose causada pela mosca hematófaga a Haematobia irritans. De acordo com a médica veterinária da Seagro – Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Érika Jardim, o estresse causado pela mosca, prejudica a alimentação do rebanho, causando perda de peso e redução na produção de leite.
O processo preventivo desta infestação, conforme a veterinária da Seagro, deve ser feito durante todo o ano. Mas com a chegada das chuvas a proliferação pode aumentar, pois as larvas das moscas se desenvolvem no bolo fecal dos animais e a alta umidade colabora para a reprodução e crescimento das moscas.
Segundo a médica veterinária, existem dois modos de combater a mosca-do-chifre: “o químico e o biológico”. Érika explica, ainda, que ambas as formas de combate ao parasita devem ser feitas de maneira estratégica para maior eficácia.
O tratamento químico, de acordo com a especialista, consiste na aplicação de inseticidas para combater diretamente as moscas que infestam os rebanhos. “Deve ser aplicado na gora do aumento súbito das moscas, havendo alto estresse dos animais”, completou.
Já o tratamento biológico pode ser feito através do besouro conhecido como “rola-bosta” (Onthophagus gazella). Esta espécie de besouro contribui para a remoção e incorporação de massas fecais e restos de animais mortos no solo. “Nesta modalidade de tratamento, no entanto, o produtor deve tomar cuidado para o vermífugo usado nos animais não matar os besouros”, alertou a veterinária.
Fonte:Beef World 17/10/2012



Autoridades devem prestar mais atenção ao abate clandestino

Embora exista uma ampla legislação que enquadra o abate clandestino como crime passível de punição, inclusive com pena de detenção por um período de dois a cinco anos e multas, a prática ainda é muito disseminada no Brasil, chegando a responder por quase 50% do abate bovino em certas regiões como o Nordeste do país. “O problema é que este tipo de conduta tem reflexos na área de saúde pública, meio ambiente e consumidor e deve ser coibida, utilizando-se, inclusive, do direito penal pelos danos que traz para a sociedade”, alerta o Presidente Executivo da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), Péricles Salazar.

A entidade está encabeçando um movimento para que as autoridades voltem a prestar mais atenção ao tema uma vez que o abate sem inspeção municipal, estadual ou federal causa riscos de transmissão de zoonoses, riscos ambientais e ofende diretamente os direitos do consumidor. Embora seja uma prática “aceita” pela população, Péricles Salazar explica que seus efeitos são muito prejudiciais à coletividade, justificando uma ampla campanha de conscientização de que o abate clandestino corresponde a uma prática ilícita, prejudicial e que deve ser coibida pelos órgãos fiscalizadores, inclusive pelo Ministério Público, de forma preventiva e repressiva.
Fonte:Beef Point 16/10/2012

Pressão de compras aumenta no mercado do boi gordo

Com um dia a menos para as negociações por causa do feriado da última sexta, dia 12 de outubro, boa parte das escalas encurtou, de acordo com a Scot Consultoria. Isto faz com que as indústrias saiam com maior ímpeto às compras. Segundo levantamento, nesta segunda, dia 15, em São Paulo, a referência para o boi gordo ficou em R$95,50 por arroba à vista e R$97,50 por arroba a prazo.

As programações de abate atendem, em média, de três a quatro dias úteis. No Norte do país as escalas continuam curtas. A dificuldade de compra de boiadas mantém os preços firmes em boa parte das praças pecuárias. Em Mato Grosso, os serviços para o transporte animal foram normalizados, o que deve dar maior ritmo aos negócios.
Fonte:Canal Rural 16/10/2012

Taxa de câmbio favorece Brasil em suas exportações de carne bovina

Com os dados publicados mensalmente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), podemos analisar as informações sobre as exportações de carne bovina in natura do mês de setembro, o acumulado anual e comparar com anos anteriores.

Em setembro, foram exportadas pelo Brasil 91 mil toneladas de carne bovina, gerando receita de US$421 milhões. Com preço médio de US$4.632/tonelada. Em relação ao mês anterior, as exportações permaneceram praticamente estáveis. O volume foi 0,3% maior e a receita foi 0,1% menor, deixando o preço médio de exportação menor em 0,4%.
Em relação ao mês de set/11, as exportações aumentaram 22,5% em volume e 7,7% em receita. Neste mesmo mês há um ano, o volume foi de 74 mil toneladas e a receita foi de US$ 391 milhões.
No acumulado de janeiro a setembro/12, as exportações foram maiores em volume (11,2%) e em receita (4,5%) comparando com 2011, alcançando 678 mil toneladas e US$3,2 bilhões. A receita é crescente desde 2003, porém foi prejudicada na crise econômica de 2008, mostrando queda em 2009 e recuperando seu crescimento a partir de 2010. De 2009 a 2012, a receita acumulada anual teve crescimento de 48,4%, pois em 2009 a receita foi de US$2,17 bilhões.
Fonte:Beef Point

Rabobank prevê retorno da escassez de leite

O mercado global de lácteos parece estar se dirigindo para um período de escassez da oferta nos próximos 12 meses, de acordo com o Rabobank.

A analista sênior do setor de lácteos do Rabobank, Hayley Moynihan, disse que o estreitamento emana principalmente do lado da oferta, onde os baixos preços do leite, custos extremos dos alimentos animais e problemas relacionados ao clima deverão desacelerar o crescimento na produção de leite em regiões exportadoras.
"A redução no crescimento da produção de leite em regiões exportadoras será suficiente para não acompanhar até mesmo um crescimento modesto no consumo que esperamos nas economias avançadas - considerando uma previsão econômica moderada na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos".
Moynihan disse que isso reduzirá a oferta exportável disponível das "Sete Grandes" regiões exportadoras do mundo nos próximos meses de 2012 e na primeira metade de 2013.
"Com pouco estoque excedente no mercado, a equação então se torna simples - qualquer aumento na demanda de importação nas regiões deficitárias criará escassez na oferta, com a extensão da escassez impulsionando o apetite por importações", disse ela.
Na Nova Zelândia, a estação de 2012/13 começou bem. Os produtores de leite e as vacas estão bem posicionadas para um bom começo de estação e o clima tem sido relativamente favorável até agora, disse Moynihan. "A produção de leite foi cerca de 13% maior do que no ano anterior para os três meses até agosto. Entretanto, esses meses representam um ponto baixo da oferta de leite da estação e seria imprudente esperar que esse crescimento continue".

O Rabobank espera que o fortalecimento da estação na Nova Zelândia seja principalmente determinado pelo grande volume de primavera nos próximos meses.
A previsão de preço do leite da Fonterra para a estação foi 5% menor em agosto, para NZ$ 5,25 (US$ 4,34) por quilo de sólidos do leite e agora está 13% abaixo do nível de fechamento da estação anterior.
"Com mais investimentos no rebanho e nas pastagens para a nova estação, não impactará na produção imediata e nas previsões. Porém, com esse preço, existe pouco incentivo para comprar alimentos animais adicionais para estender a lactação no final desse período se o clima desfavorável reduzir o crescimento da pastagem".
Moynihan disse que a replicação da produção "fenomenal" do ano passado ficará mais difícil à medida que o ano progride, considerando a excepcional combinação do clima fabuloso e dos maiores preços em prática no momento.
Fonte: O Leite

Atenção ao bem-estar do rebanho garante mercado à carne

A preocupação dos consumidores com o bem-estar dos animais de produção é crescente em todo o mundo. Foi a partir dessa constatação que o zootecnista britânico Donald Broom construiu sua argumentação da importância de se observarem as técnicas de manejo na pecuária para ganhar mercados. "Marcar o gado com ferro quente, por exemplo, é algo que provoca muita dor e vários mercados já restringem a compra de animais que passam por esse procedimento. Suspender essa prática é algo barato e que aumenta o bem-estar do rebanho", exemplificou ele.

O especialista, considerado o "papa do bem-estar animal", foi um dos palestrantes da VII Jornada do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que se encerrou na sexta-feira na sede da Farsul, em Porto Alegre. Em sua palestra, Broom destacou que é importante entender os valores do consumidor. Ele também apontou, ainda, alguns indicadores de bem-estar e as certificações que existem em relação a esse tema.
Para o pesquisador, o Brasil é um dos países mais avançados com relação à produção de conhecimento acadêmico sobre a produção pecuária e o bem-estar animal. "Aqui os produtores têm acesso à informação científica sobre o tema. Claro que não são todos, assim como não são todos os consumidores que atualmente se preocupam com as condições de produção. Mas a tendência é que isso aumente", disse ele.
O coordenador do Nespro, médico-veterinário Júlio Barcellos, destacou que as pesquisas apresentadas durante os dois dias do evento visam a um maior equilíbrio na produção pecuária. "Buscamos tanto o equilíbrio social e econômico quanto o ambiental. Fazer com que o setor produtivo se aproprie das informações encontradas pelos pesquisadores é ainda mais importante nesse momento em que todos almejam aumento da produtividade", explicou.
Para Barcellos, só é possível atingir o equilíbrio na pecuária com a incorporação de boas práticas de cuidado, alimentação e manejo sanitário - o que garante, também, uma carne mais saudável para o consumidor. "A preocupação na sociedade é crescente, mas esse é um conhecimento novo. Antes, esses cuidados com o bem-estar eram dirigidos somente aos animais de companhia", observou.
Entre as técnicas apresentadas no encontro, Barcellos destacou aquelas voltadas à intensificação da produção. Segundo ele, esse é o caminho para compensar a necessidade de mais terras para a produção agrícola (que pressionam a pecuária). Com uma maior lotação, o coordenador do Nespro destaca que é necessário ampliar o uso do conhecimento e aumentar o investimento.
Já Broom ressaltou que, no processo de intensificação da pecuária, uma das principais tendências é a inclusão de outras folhas na alimentação ofertada aos animais, como de árvores e arbustos. "A intensificação provocará uma revolução nos próximos 10 ou 20 anos. Diversificar a oferta de alimento melhora as condições de produção e o bem-estar dos animais, aumenta a produtividade e a biodiversidade. Com isso, o sistema de criação será mais sustentável no futuro", conclui.
Fonte:Site da Carne

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Boi em ritmo lento, a oferta de animais de cocho começa a aumentar

As grandes indústrias contam com a disponibilidade de animais a termo e, mesmo que de forma tímida, a oferta de animais de cocho começa a aumentar.

Isto favorece a tentativa de preços menores nas praças do Centro Sul do país.
A situação de escalas de abate heterogêneas perdura.
No Norte de Tocantins, as tentativas de compra abaixo da referência ganham força, já que as vendas da carne bovina recuaram nos últimos dias. Apesar disto, a oferta de boiadas se mantem restrita, o que trava os negócios.
No mercado atacadista de carne com osso houve recuo puxado pelas peças de dianteiro.
A demanda não mostrou sinais de reação. O boi casado de animais castrados tem sido negociado por R$6,44/kg.
Portal do Agronegócio 28/09/2012